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Arquivo de março, 2006

Without a candle

26 de março de 2006 Sem comentários

Os homens vivem pela sua bainha, e nunca tive uma, ou perdi a minha.

Dizem que uma espada fora de sua bainha é uma espada morta. Mas até hj só existiram coadjuvantes, ladrões, aqueles que fugiram, aqueles que perderam ao me atacar, e aqueles que faleceram. Pela mesma causa ou por errar ao defendê-las.

Eu não fui incompreensível quando condenei velhos amigos que cegaram a si, familiares cegos da mesma forma pela ganância.

Eu não consegui dominar o fantasma que paira ao meu lado assim como alguns amigos, como a Paola… também se conciliaram com os seus. Eu não fui forte o suficiente a impedir que outros invadissem o meu mundo, nem tão fraco para não conseguir contê-los. …e eu peço perdão, mas não posso parar.

Obrigado a outrém por comentar a mim… “homens como vc amam tão e eternamente quanto somente uma vez”. Eu não vejo forças fora daqui que possam quebrar esta forma. MENTIRA. Eu vejo forças e a vi mais de uma vez. Eu vejo pessoas que nunca poderia alcançar.

Não é a primeira vez, mas que tenha essa semelhança viva, como eu saberia qual seria a razão de minha vontade? Eu não tenho como descobrir, são então somente mais pedras no caminho colocadas para me obstruir. Mais, pq razões nunca faltaram.

Não é certo ressucitar mortos, assim como não é certo reencarnar em outrem sua imagem, unicamente por se tratar de outra pessoa e desejar viver pelo que é, e não pela imagem de outrém.

Estou sendo sarcástico d+? Ou o quão estaria sendo sincero ao postar a imagem de um homem que vos acalma e morre congelado? Seria somente por esta razão pelo qual insisti em caminhar sozinho?

…ao menos em momentos tenho a oportunidade de ver amigos, algum daqueles que honro. Por mais que relute, parte de minha felicidade está em continuar a lutar e morrer por boas causas. Nem que eu me sinta mais uma vez obrigado a invadir o Campo de Marte e sobrevoar amigos que desistiram de sua defesa e foram comprados.

I’m eternally asking why.

…ainda sim, depois de tudo, talvez ainda em tempo eu possa voltar atrás e dizer a Alessandra que sou feliz, que sempre fui desde quando pude me libertar de minha doença qdo pequeno, embora, e por sorte que talvez eu tenha descoberto, seja este o êxtase da minha felicidade… este quem sou.

Existem pessoas felizes narrando lamentos também por aqui, por todo o mundo.. O homem será sempre livre somente em nossos sonhos, sempre foi assim, e assim sempre será.

Categories: S.C.

Que merda sou eu?

24 de março de 2006 Sem comentários

…e vos digo:

Sou um engenheiro social, cansado de errar o alvo, ver as pessoas que honro caírem, ver os culpados sorrirem (por mais natural que seja este evento, isso me deixa extremamente irritado). E quando eu acerto não costumo comemorar… sempre carrego uma certeza de que “entre mortos e feridos residem inocentes”.

Sou uma pessoa inútil, a ponto de temer a mim mesmo por não querer mandar, e odiar a quem tentar me fazer submeter. Me torno repulsivo com facilidade, e diferentes pessoas podem me tornar inconstante somente pela sua presença, não por elas mesmas, mas pela semelhança da imagem que cada pessoa carrega com um passado distinto (diferente de “em comum”).

É extremamente claro, de tão óbvio distinguir inocentes e culpados… tão lógico quanto renunciar ou esquecer uma própria culpa. Afinal, são todos humanos… e acredito que eu seja, que sejamos então. E não fica descartada qualquer acusação de culpa sob a desculpa de defesa própria, de qualquer descontrole psicológico ou traição a própria percepção de um cenário. …pois já morri mais de uma vez e continuo inutilmente a falecer por boas causas… a desculpa de que o mundo “se enganou” é indigesto para mim.

Categories: S.C.

Folga ao quadrado, trabalhe de graça!

23 de março de 2006 Sem comentários

A exemplo da ótima iniciativa do Agência Estado (criador do FotoReporter, onde eles publicam fotos de civís podendo pagar pelo trabalho a cada foto publicada), o Terra Networks (da “Telecómica”) criou o VC Repórter.

Este é o método mais cretino e golpista de conseguir material para seu veículo online, veja o objetivo noticiado em “www.terra.com.br/vcreporter“:

“A sua é virar notícia?
A sua é o vc repórter do Terra!
Já pensou que a foto, registrada pelo seu celular ou por sua câmera digital, pode virar notícia? E também seu depoimento sobre um fato importante, seu vídeo ou áudio de um flagrante? A partir de agora suas fotos, seus vídeos, áudios e depoimentos enviados ao Terra podem se transformar em notícia.

Com o vc repórter, o canal de jornalismo participativo do Terra, você passa a colaborar com o acesso de milhões de usuários a informações sobre o seu cotidiano e sua comunidade.”

Isso não é tudo, embora na página inicial apareça um homem gritando, o vocalista do U2 e os peitos de uma jogadora de Rugby, o objetivo é um pouco diferente, basta ler o contrato:

1.3. Ao cadastrar-se como Colaborador o Colaborador fornecerá conteúdo para exploração no site TERRA, em/e através da Internet e/ou nas Tecnologias de Plataforma Wireless, no Terra Notícias e/ou outros Canais do Portal Terra e/ou de seus parceiros. O conteúdo deverá ter foco em tragédias, tais como: fotos, textos e/ou vídeos de catástrofes, acidentes coletivos, como enchente, descarrilamento de trens, acidentes de ônibus, dentre outros.

E isso não é tudo tem mais! Ao enviar uma foto para eles, vc perde todo o direito sobre a mesma, mas responde legalmente em caso de violação de direitos autorais ou qualquer outro tipo de processo, e vc ainda é obrigado a defender o Terra Networks de qualquer acusação, fora que o q vc enviou poderá ser utilizado para outros fins fora o evento presenciado, segue:

2.5. O Colaborador cede e transfere ao TERRA, em caráter definitivo, irrevogável, irretratável e sem qualquer ônus, todo e qualquer direito patrimonial de autor relativo ao Conteúdo de cuja criação venha a participar ou que venha a fornecer como Colaborador, bem como, declara-se ciente de que o material por ele enviado ao TERRA poderá ser utilizado em associação com outros textos, títulos, documentos, gráficos e demais materiais de propriedade do TERRA.

3.2. O Colaborador, neste ato, isenta o TERRA de toda e qualquer responsabilidade com relação à violação de direitos autorais, comprometendo-se a envidar todos seus esforços para auxiliar o TERRA na defesa de quaisquer acusações, medidas extrajudiciais e/ou judiciais.

3.5. O TERRA compromete-se a informar o Colaborador, por meio de seus dados de contato informados no Cadastro, caso receba quaisquer notificações, intimações, comunicações ou informações sobre possíveis violações de direitos de terceiros relacionados aos direitos cedidos por meio deste documento para que o Colaborador possa auxiliar na defesa do TERRA.

Só tenhoa acrecentar… pqp, cambada de filhos da puta… (e tem gente que ainda quer participar.)

Categories: S.C.

Diálogos

20 de março de 2006 Sem comentários

(no histórico do MSN Messenger, eu e uma desconhecida)

H: oi amore
IDC: oi…
H: fala comigo amore
H: :’(
H: nao vai flar comigo Ivan ?
H: olá
IDC: oii
H: oq vc estava fasendo ?
IDC: trabalhando oras
H: nem falou comigo
IDC: claro, estou trabalhando oras
H: vc esta muito ocupado ?
IDC: ya…
H: intendo
H: ops entendo
H: hj eu estou triste
IDC: pq?
H: pq eu brigei com uma amiga minha
H: ela me chingou pelas minhas costas
H: eu nao gostei
H: estou certa né ?
IDC: num sei o q aconteceu, naum posso dizer nada
H: bom a história é grande
H: posso contar pra vc depois ?
IDC: ya
H: que massa
H: lindo
H: vc trabalha de sabado ?
IDC: não
H: vc gostaria de ir comigo no aniversario da minha amiga no dia 01/04 ?
IDC: não..
H: pq ?
IDC: mal te conheço..
H: por isso
H: quero te conheser
IDC: pq..?
H: pq eu quero
IDC: …pq?
H: pq eu quero te conheser
IDC: eu sei, mas pq?
H: pq eu nao quero ir sozinha pra lá
H: diz que vai
IDC: eu já disse q não…
H: :’(
H: vc nao quer me conheser né?
H: fala
IDC: eu naum quero
H: :
H: pq?
H: pq não..
H: olha com vc é
IDC: se eu fosse negro, feio e bangelo ninguém iria me adicionar aqui. diferente do seu, meu mundo não distingue aparências.
H: nossa
IDC: vc sabe q eh verdade
H: eu sei
H: sei lá
H: pensei q vc queria me conheser
IDC: …mas eu nunca disse isso.
H: bom pensei que fosse o momento pra gente se conheser
H: vc me entende né?
IDC: entendo.
H: pensei q vc queria ir comigo na festa
H: fala
H: comigo
IDC: falar o q …?
H: oq vc pensa
IDC: sobre…?
H: da festa anjo
IDC: eu disse q naum vou…
* USER IS OFFLINE *

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Qui mortem invitavis

5 de março de 2006 Sem comentários

…você não, eu.

=´(

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A inconstância de Garuda

4 de março de 2006 Sem comentários

Não sou o único inconstante. Garuda também é.

A diferença é que és uma nobre ave, eu, um reles mortal, onde até minha partida, ainda terei minha certeza de que meu nome não estará escrito em páginas, a não ser em uma certidão de óbito, isso se eu não me transformar em um número qualquer até este momento futuro.

Mais inconstante que eu são as pessoas que caminham por aqui. E não se cansam de invadir, e bater, pedir licensa para entrar ao invés de arrombar a porta, o problema maior é que eu esqueço de ouvir, e meus atos nunca foram compreendidos como deveriam ser. Como já me disseram, eu não tenho legenda…

Eu não me sinto TÃO desconfortável quanto antes por adormecer com a presença de quem não suporto viver depois de anos. Talvez tenha me convencido de minha cina. Talvez tenha deixado o tempo correr. Talvez tenha medo de fugir de vez… Eu não consigo imaginar o estrago que provocaria. Desde que alguns amigos não abandonem sua vontade a vida, não importo de metade da Europa e alguns outros inconstantes me perseguirem… a vontade.

…então recebo a notícia de que estão lendo minhas palavras descalças! BAHH! Basta clicar no botão “google” do menu ao lado direito e lerão TODAS as minhas intervenções catalogadas na web… ao contrário de minha pessoa, prefiro fazer juz ao título de engenheiro social, e acabo de descobrir mais uma bomba. Não sei se fico feliz, ou triste… mas certamente é uma prova de que atitudes não podem ser interpretadas a frio. Atitudes não dizem nada, até que o digam por igual.

Se não existisse esse desalento, se em mim corresse o sangue de uma etnia que não existe aqui, e se eu tivesse a certeza que poderia fazer algo com alguma chance de vitória além de enfretar a mim mesmo, eu lutaria, enfrentaria o mundo, e correria contra cavalos, assim como treinei em estados longínquos, faria o impossível para tomar a mim, mas essa sobreposição só me fez colocar em mais uma posição. Daquele que quando não se pode viver por si, que possamos morrer por uma boa causa.

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When a dead man lies

2 de março de 2006 Sem comentários

…tanto espaço reservado para que eu possa contar…

Não. Não existem palavras que possam exprimir isso. Estarei sempre sujeito a confusão, a lembrança, a dor e a pena que sinto pelas pessoas.

Por melhor que eu tente contar o quão feliz fui com meus amigos do dia 25 de fevereiro ao dia 1º de março, me vem a mente os momentos no qual me senti da mesma forma de quando abandonava um campo de apresentações indiferente.

Confusão, lembrança, dor, e pena que sinto pelas pessoas. Algumas pessoas.

* Feliz por amigos fortes. Triste por encontrar outrém não tão forte assim. Desejo que acabe bem.

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