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Arquivo de janeiro, 2007

Carpe Noctem

26 de janeiro de 2007 Sem comentários

* cena de Dead Poets Society
* trecho de Dead Poets Society

Keating

Keating: Abra o seu livro na página 542. Leia a primeira estrofe do poema.

Pitts: “As Virgens Que Fazem Muito Caso do Tempo”?

Keating: Sim, esse mesmo. Apropriado, não é?

Pitts: “Apanha os botões de rosa enquanto podes, o tempo voa, e esta flor que hoje sorri amanhã estará moribunda.”

Keating: Obrigado, Sr. Pitts.
Keating: “Apanha os botões de rosa enquanto podes.” Em latim, o termo para esse sentimento é carpe diem.
Keating: Quem sabe o que significa?

Meeks: Significa “aproveita o dia”.

Keating: Muito bem, Sr…?

Meeks: Meeks.

Keating: Meeks. Outro nome estranho.
Keating: Aproveita o dia. “Apanha os botões de rosa enquanto podes.”
Keating: Porque é que o autor diz isto?

Charlie: Porque tem pressa.

Keating: Não! Mas obrigado por participar. Porque somos pasto para os vermes, rapazes.
Keating: Acreditem ou não, todos nós nesta sala um dia vamos deixar de respirar, vamos ficar frios e morrer.
Keating: Quero que se aproximem e que olhem bem alguns dos rostos do passado. Penso que nunca os viram direito.
Keating: Não são muito diferentes de vocês, não é? O mesmo corte de cabelo. Cheios de hormônios, como vocês. Invencíveis, como vocês se sentem. O mundo é a ostra deles.
Keating: Acreditam estar destinados para grandes coisas, como muitos de vocês. Os olhos deles estão cheios de esperança, como os de vocês.
Keating: Eles esperaram até ser tarde demais para mostrarem do que eram capazes?
Keating: É que esses rapazes estão agora mortos e enterrados.

Obscurantismo²

24 de janeiro de 2007 Sem comentários

A ignorância humana não tem limites, mas não somos nós os responsáveis disto, de qualquer forma. Evoluimos condicionados a responder nossas próprias dúvidas e confortar nossos próprios anseios. A consequência de tudo isso termina em inverdades, falácias e crenças infundadas.

Ontem a Reuters publicou algumas fotos e nota sobre o tubarão-cobra (Chlamydoselachus anguineus), peixe primitivo pouco conhecido pelo difícil acesso ao seu habitat natural (entre 600 e 1600m de profundidade). Magnífico, pergunto onde termina o obscurantismo criacionista para que possamos discutir concientemente sobre as possibilidades cogenitoras de alguma tese evolucionista. Fotos abaixo do animal devem esclarecer o que quero dizer:



Descontente, os absurdos que continuo ouvindo em trânsito (literalmente, dentro de ônibus) são de nocautear qualquer um nauseado. Ao menos, no último dos absurdos escutados furtivamente a “crimimosa” teve o cuidado de iniciar a frase com um singelo “eu acho”, porém, continuou seu vomitar de asneira com tamanha segurança que tal afirmação não surtiu efeito ao contexto.

Um tal de Dr. Chang publicou ontem algo sobre a certeza que seus pseudo-cientistas possuem ao afirmar que os 97% do código genético de DNA que carregamos, conhecido como “dna-lixo” ou “seqüências não-codificadas”, de que estes se tratavam de sequências de DNA alienígenas. Ah… PRA PUTA QUE PARIU!

Palavras do Dr. Chang: “Nossa hipótese é que uma forma de vida extraterrestre superior se ocupou de criar novas formas de vida e de plantá-las em vários planetas. A Terra é apenas um deles. Talvez, após programar-nos, nossos criadores se ocuparam de criar-nos como criamos bactérias em laboratórios. Nós não sabemos seus motivos, se era para ser um experimento científico, ou um jeito de preparar novos planetas para a colonização, ou se é um trabalho de longo prazo de semeação de vida no universo.”
* Olha o que eu tenho que aturar… pronto, dá-lhe forças ao DI (design inteligente) HUAHUAHUAHUAH

Como o sr. Jefferson deixou claro em sua réplica ao ensaio do Dr. Chang… “É aquela história… Se não sabe o que é, inventa oras! :-)”

Brasil é lugar mais caro do mundo para se comprar um iPod Nano

24 de janeiro de 2007 Sem comentários

por Rob Taylor, Reuters

Depois de ter agitado o mundo da música, o iPod finalmente está abrindo caminho pelos mercados monetários globais, e o Brasil é o lugar mais caro do mundo para se comprar o aparelho, segundo pesquisa realizada pelo banco australiano Commonwealth Bank.
A instituição, um dos maiores bancos da Austrália, usou a última versão do player de música da Apple, o fino modelo Nano, para comparar moedas mundiais e o poder de compra em 26 países.

Junto com o famoso índice Big Mac lançado há 20 anos pela revista The Economist, a pesquisa do banco australiano avalia os preços do iPod Nano de 2 gigabytes em dólares americanos e descobriu que ele é mais caro no Brasil. A companhia do player de música digital custa em média 327,71 dólares no país, bem acima dos 222,27 dólares cobrados em média na Índia, segunda colocada no ranking.

O Canadá é o país onde se paga menos por um iPod Nano, 144,20 dólares, mais barato do que os 179,84 dólares cobrados na China, onde o aparelho é fabricado. Os Estados Unidos ocupam a quarta posição da lista, com o produto saindo a 149 dólares.

“O interessante, principalmente por causa do custo zero de frete, é que a China está no meio termo da lista em termos de preços mundiais”, disse Craig James, economista-chefe do Commonwealth Bank, à Reuters.

A paridade do poder compra compara os preços de produtos em diferentes países e ajuda a mostrar, no mínimo, se uma moeda está desvalorizada em relação a outra.

James informou que os resultados sugerem que a moeda norte-americana tem espaço para crescer contra uma série de importantes divisas, com exceção dos dólares de Hong Kong e do Canadá e do iene japonês.

Entretanto, os resultados podem ser influenciados por diferentes políticas de preços que a Apple pode aplicar em partes distintas do mundo, disse James.

“Os resultados do índice iPod não fazem a alegria dos responsáveis por política monetária dos Estados Unidos. Eles querem que o iuan se aprecie e não caia contra o dólar”, disse James. Mais de 21 milhões de iPods foram vendidos no último trimestre.

Veja a seguir a lista dos países compilados pelo Commonwealth Bank e o custo médio em dólares dos EUA de um iPod Nano de 2 GB:

1. Brasil 327,71
2. Índia 222,27
3. Suécia 213,03
4. Dinamarca 208,25
5. Bélgica 205,81
6. França 205,80
7. Finlândia 205,80
8. Irlanda 205,79
9. Reino Unido 195,04
10. Áustria 192,86
11. Holanda 192,86
12. Espanha 192,86
13. Itália 192,86
14. Alemanha 192,46
15. China 179,84
16. Coréia do Sul 176,17
17. Suíça 175,59
18. Nova Zelândia 172,53
19. Austrália 172,36
20. Taiwan 164,88
21. Cingapura 161,25
22. México 154,46
23. EUA 149,00
24. Japão 147,63
25. Hong Kong 147,35
26. Canadá 144,20

Fonte: CommSec, Apple

O índice CommSec iPod, é baseado nos preços de janeiro deste ano.

* Obrigado por nada, Brasil. Seus impostos NÃO são bem-vindos.

Executivo da Valve diz que PS3 é um desastre

24 de janeiro de 2007 Sem comentários

(quando 2 empresas no qual és entusiasta batem de frente, o jeito é sentar e assistir o confronto. Não vejo o case “PS3″ como um grande problema, tirando claro o grave problema de desempenho do blu-ray, assim como temos problemas de desempenho na mídia UMD do PSP… eles precisam melhorar… ESTAS mídias, pq ninguém vai se arriscar mais uma vez a mudar seus padrões como cobaias.)

Gabe Newell, CEO da Valve Software, em entrevista ao Game Informer atacou a nova plataforma da Sony, PlayStation 3, dizendo que esta é um “desastre em muitos níveis”.

De acordo com o site CVG, Newell teria afirmado que ficou claro que a Sony esqueceu o que os consumidores e desenvolvedores queriam quando lançaram o aparelho. Ele declara, mesmo neste ponto tardio, que a Sony deveria cancelar o projeto, refazer tudo do início e admitir: “Isto foi um desastre terrível, nós sentimos muito e pararemos de vendê-lo e de tentar convencer pessoas a desenvolverem para ele”.

Para Newell, a Nintendo está fazendo o certo: “O lado feliz da história é o Wii. Eu aposto que até o Natal do ano que vem o Wii terá uma base mais consistente que o 360. Algumas pessoas pensam que estou louco”, brincou.

O site GameWorld Network aponta a possibilidade desastrosa caso algo semelhante acontecesse, classificando o depoimento de Newell como “ridículo”. “Mesmo se a Sony cancelasse o PS3 e pedisse desculpas, ninguém mais compraria qualquer coisa que esta trouxesse posteriormente, porque toda a confiança na marca Sony seria instantaneamente anulada”. Sendo assim, a melhor alternativa seria resolver os problemas do PS3, principalmente a falta de jogos inovadores e de qualidade entre os lançamentos para a plataforma.

Newell é o segundo importante veterano da indústria a criticar intensamente o PlayStation 3 em apenas alguns dias. John Carmack, do estúdio id Software, aproveitou a CES 2007, que terminou no dia 11 de janeiro de 2007, para criticar o processador Cell em que se baseia o aparelho e torna o desenvolvimento mais complexo, conforme noticiou o site Pro-G.

A dona da ação

11 de janeiro de 2007 Sem comentários

Cicarelli é autora do processo contra o YouTube

por Aline Pinheiro

Daniella Cicarelli não diz a verdade quando afirma que não foi ela que entrou com a ação que resultou no bloqueio do site de compartilhamento de vídeos Youtube para todos os brasileiros. Ela é, sim, autora da ação, junto com seu namorado e coadjuvante nas cenas de alta temperatura erótica gravadas em vídeo e divulgadas no dito site, Renato Malzoni Filho. É o que se pode notar na decisão da Justiça que proibiu a exibição da peça e que foi reproduzida pela Consultor Jurídico. Ali consta o nome de Daniella como autora, junto com Malzoni.

Em entrevista à TV Globo e à colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, Daniella afirmou que o responsável pelo processo judicial é apenas seu namorado. “Eu não estou processando o YouTube. O processo é dos advogados do Tato [Malzoni]”, disse a modelo para a Folha. “Quando surgiu essa história toda, vi que, se quisesse processar, teria que processar todo mundo que divulgou a história: os jornais, as revistas, todo mundo. Decidi só processar o paparazzo.”

A ação originária, que foi ajuizada logo depois da divulgação das cenas de amor na praia espanhola, leva, sim, a assinatura de Daniella Cicarelli e do namorado. Já o agravo que resultou na interdição do Youtube, no início desta semana, e que faz parte do mesmo processo, leva apenas a firma de Malzoni.

A ConJur tentou falar com a modelo em seu celular, mas o telefone estava desligado. A revista ligou para o escritório de seu empresário. Foi informada que Daniella não tem assessoria de imprensa e que o escritório não está autorizado a passar informações sobre a vida pessoal dela. A ConJur também mandou um e-mail para Daniella, mas não obteve resposta até a tarde desta quarta-feira (10/1).

Revista Consultor Jurídico, 10 de janeiro de 2007