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Arquivo de setembro, 2007

O ser humano é uma besta quadrada (*)

5 de setembro de 2007 1 comentário

Por Alvaro Augusto

GorilaDa Rússia chegou-nos em fevereiro último mais uma notícia sobre o antigo debate entre religião e ciência. Uma adolescente de 16 anos, de nome Maria Schreiber, abriu uma ação judicial alegando que o livro-texto de biologia usado na escola que freqüenta é ofensivo aos crentes, e que os professores deveriam oferecer uma alternativa à teoria da evolução de Darwin. A corte russa rejeitou a ação, mas a estudante e seu pai afirmaram que iriam recorrer da sentença [1].

Esse é um daqueles casos em que não sabemos se devemos rir ou chorar. O único ponto positivo é que o fato ocorreu na Rússia, não no Brasil, e não iremos nos tornar, ao menos dessa vez, objeto de chacota internacional.

Não tenho certeza que parte da teoria da evolução os crentes entendem como ofensiva, mas imagino que seja aquela que afirma que o homem e os macacos atuais compartilham de um ancestral comum, o qual começou a se diversificar há 40 milhões de anos. Esse fato é geralmente expresso pela frase “o homem descende do macaco”, com a ressalva obrigatória de que se trata de um macaco primitivo, não de um macaco atual. Homens, gorilas, chimpanzés, orangotangos, etc., são, portanto, primos genéticos.

A afirmação de que o homem evoluiu de um ancestral primitivo não me ofende em nada, embora eu não tenha certeza sobre o que os chimpanzés pensam dela. Particularmente, tive a sorte de ser muito jovem da primeira vez em que ouvi meu pai, sempre muito esclarecido, dizer que “o homem veio do macaco”. Tão jovem e ingênuo que me lembro de ter pedido a que ele que me mostrasse uma fotografia da época em que ele era macaco… Aos cinco ou seis anos, eu já era um cético.

Infelizmente, o termo “evolução”, em seu sentido biológico, não significa “melhoramento”, mas apenas “modificação”. Não somos melhores do que chimpanzés, gorilas e orangotangos, mas apenas diferentes deles. Somos mais pelados, mais cabeçudos e temos uma cultura mais refinada, mas não somos melhores do que nossos parentes peludos. Talvez sejamos mais inteligentes, mas apenas no sentido muito humano que atribuímos ao conceito de inteligência. Mas não somos mais éticos, não somos mais divinos, não somos mais santos. Não existe melhor prova disso do que as notícias que nos chegam o tempo todo da África, lar de três das quatro espécies de grandes símios.

O gorila da montanha é provavelmente a subespécie mais conhecida deste magnífico animal. Um gorila macho típico pode pesar 180 kg e atingir até 1,7 m, quando totalmente ereto. A força muscular de um gorila é tão superior à humana que, se você for atacado por um deles, o melhor conselho é fechar os olhos e torcer para que tudo acabe rapidamente. Contudo, a não ser que você se comporte de maneira muito tola, isso dificilmente acontecerá. Os gorilas são pacíficos e vegetarianos e, apesar da força descomunal e dos caninos pronunciados, mesmo os grandes machos dominantes preferem resolver as disputas por meio da intimidação e da demonstração de força, não por meio de lutas mortais [2]. Os únicos inimigos dos gorilas são os homens e os leopardos. Mas dos leopardos eles têm pouco a temer.

Em agosto deste ano, seis meses depois da russa Maria Shreiber ter manifestado sua indignação acerca de seus ancestrais biológicos, nove gorilas da montanha foram covardemente assassinados no Parque Virunga, no Congo. De acordo com a reportagem da revista Veja [3], o massacre teria sido organizado por ordem de madeireiros locais, os quais não conseguiram entrar na reserva para derrubar árvores.

Os mais radicais dentre os defensores dos direitos humanos certamente dirão que as condições de vida dos camponeses africanos não são muito melhores do que as dos gorilas, e que os humanos africanos só conseguem sobreviver à custa da exploração do mercado negro de animais selvagens. Talvez. Todavia, existem mais de 60 milhões de seres humanos no Congo, mas menos de 400 gorilas da montanha. Dentro de 30 anos não haverá mais gorilas andando pelas montanhas, mas os seres humanos continuarão numerosos e famintos.

Talvez seja apenas azar dos gorilas, bem como de tantos outros animais, terem co-evoluído com a espécie mais beligerante que já habitou o planeta. Mas o azar é nosso também. Afinal, talvez alguns se lembrem do massacre em Ruanda, que faz fronteira com o Congo, no qual um milhão de humanos foram mortos em 1994, sem que país algum protestasse. Se não conseguimos evitar nem mesmo o massacre de seres humanos, que esperança haverá para os gorilas da montanha?

Assim, Maria Schreiber não deveria se ofender por descender de símios primitivos ou por ser prima de gorilas e orangotangos e prima-irmã de chimpanzés. Nenhum desses animais, por selvagem que seja, pratica o genocídio.

__________________________________
(*) Frase freqüentemente citada pelo professor Newton da Costa, matemático e lógico brasileiro, reconhecido internacionalmente por suas pesquisas em lógica paraconsistente, área do conhecimento que ele ajudou a criar. Detalhes aqui.

[1] ESTADÃO. Justiça russa se recusa a proibir ensino da evolução. 21 fev 2007. Disponível aqui.

[2] Berggorilla & Regenwald Direkthilfe. Acesso em: 05 set. 2007. Disponível aqui.

[3] Veja. E ainda nos julgamos superiores. 02 set. 2007. Acesso em: 05 set. 2007. Disponível aqui.

Categories: Crenças

Nem 8, nem 80

1 de setembro de 2007 Sem comentários

por Bia Kunze

Eu sou contra qualquer tipo de imposição. Ainda que seja para um *suposto* bem comum. Afinal, nenhuma ideologia que é imposta sem ser discutida pode resultar em bem comum.

Não sou eu quem digo isso. É a História. Por causa de um regime de governo que queria o bem comum, meus avós passaram a juventude esfregando batatas em queijos embolorados, para pegar o cheirinho, pois uma fatia de queijo não dava para alimentar a família toda.

Onde eu quero chegar com isso?

Situação 1.
A Câmara dos Deputados levanta a bola: proclamar o dia 11 de maio feriado nacional, por causa do Frei Galvão, agora santo.
A bancada evangélica chia: não reconhece os santos católicos. Dia 11 de maio não pode ser feriado nacional, afinal, vivemos num estado laico. Onde fica a liberdade de religião de cada um?
Ok, ok. A Câmara propõe uma votação popular. Santifica o dia 11 de maio ou não? A bancada evangélica protesta de volta. Não, não pode haver votação. Não pode santificar e ponto final.
Uai, quem foi que falou em liberdade?

Situação 2.
Preocupados com os índices de mortalidade no país por causa de abortos clandestinos, o governo propõe legalizá-lo.
A CNBB bate o pé. Não pode. É pecado.
O governo rebate. É pecado para quem é católico. Não estamos preocupados com a consciência religiosa de cada um. A questão é de saúde pública. E aborto continuará sendo sempre uma opção, e não uma imposição.
Os católicos não aceitam a justificativa.
O Ministério da Saúde tenta uma solução democrática. Vamos abrir um canal de discussão, fazer uma votação popular?
A CNBB protesta de volta. Não, não e não. Não pode haver votação nem discussão. Não pode legalizar e ponto final.
Então tá. Vamos deixar a mocinha que tentou aborto com agulha de tricô sangrar até morrer. Afinal, é a vontade de Deus e ela é uma pecadora.

Situação 3.
O governo Lula vai privilegiar o sistema Linux e não dará espaço para que softwares como o Windows entrem na competição nos projetos de inclusão digital nas escolas.
Que maravilha, dizem os petistas. Vamos parar de gastar milhões com licenças de software proprietário!
Alguns professores acham esquisito. Afinal, 90% do mercado de trabalho exige conhecimentos em Windows para as colocações de emprego mais básicas. Mas tudo bem, pensam eles, sobrará mais dinheiro para nosso salário e capacitação profissional.
Se o problema é dinheiro, diz a Microsoft, ofereceremos Windows de graça.
Não, não, diz o assessor da Presidência, José de Aquino. Essa possibilidade não existe. Só usaremos software livre.
Ok, então. Vamos deixar nossos jovens desempregados. O guri que recém-acabou o 2º grau não conseguirá aquela vaga de recepcionista num laboratório de análises clínicas porque não tem a qualificação básica “Windows-Word-Excel” exigida no currículo. E que 90% do mercado usa.
Ah, quer saber? Azar do laboratório, que é do mal, pois usa software proprietário. Os jovens serão livres, é o que importa! Livres inclusive para ficarem desempregados.

Duvidam? Leiam aqui.

Gente, estamos falando de educação. Inclusão digital. Eu sou radicalmente a favor que repartições públicas e entidades governamentais usem software livre, afinal, trata-se de milhões economizados dos NOSSOS bolsos em licenças.

Mas na educação não. A escola tem que preparar a meninada para tudo. Vamos ensinar Linux, Ubuntu, Windows, vamos ensinar tudo aos jovens, principalmente a serem formadores de opinião e escolherem o que querem. É errado impor só Windows, tão errado quanto impor só Linux. Imposição não funciona. Conhecendo os dois sistemas, os jovens poderão até mudar a mentalidade dos mais velhos, mostrando as vantagens do software livre em contraposição ao software proprietário. Ah, sim, mesmo que eles queiram ser advogados no futuro, sinto muito, terão que aprender matemática também.

Podem falar que Linux é a única salvação contra os altos índices de pirataria que grassam no país. Mas a meu ver, até pirataria é opção. Assim como furar sinal vermelho, bater carteira na rua, jogar água na bomba de gasolina, ou qualquer outra contravenção. Pelo menos a pirataria deixaria de ser desculpa para a falta de conhecimento.

E quem acha que, ao expor as situações 1, 2 e 3, eu exagerei ao comparar sistema operacional com religião, está muito enganado.

Categories: Política

Foi para o espaço

1 de setembro de 2007 Sem comentários

editorial de “O Estado de SP – 31/07/2007″

Os pesquisadores que perderam seus experimentos fazem estarrecedores relatos, que precisam ser apurados pelas autoridades responsáveis

Nenhum programa espacial é uma história ininterrupta de sucessos.

Os soviéticos, que saíram à frente na conquista espacial, colecionaram fracassos atrás de fracassos, como se ficou sabendo quando caiu o véu de segredo que cobria essas atividades.

Foguetes explodiam na decolagem ou durante o vôo – e experiências científicas perderam-se nesses lançamentos frustrados.

Com os EUA, a única diferença foi que os fracassos eram filmados e transmitidos para o grande público.

Nesses dois programas – os mais avançados jamais feitos pelo homem – pessoas perderam a vida, ou nas explosões em solo, ou nas cápsulas e veículos tripulados que explodiram ou não puderam ser recuperados em ordem.

Aprendeu-se tanto com o sucesso como com o fracasso.

E se hoje os lançamentos e viagens espaciais são uma rotina que quase não provocam mais espanto e curiosidade, é porque os países que se dedicaram à conquista do espaço – e não foram apenas os EUA e a antiga URSS – usaram seus melhores recursos humanos e financeiros para desenvolver tecnologias que acabaram tendo emprego na nossa vida cotidiana.

Encararam o desafio com seriedade e perseveraram nesse empreendimento.

O Programa Espacial Brasileiro, iniciado na distante década de 1970, foi e está sendo administrado da maneira exatamente oposta à empregada por países, como Índia e China, que adotaram programas idênticos muito depois e estão muito à frente do Brasil.

Há mais de uma década, o programa brasileiro tem vida praticamente vegetativa, sustentada por recursos orçamentários escassos que desestimulam a permanência de cientistas e técnicos e não são um incentivo à formação de outros.

A última das três malogradas tentativas de lançamento do Veículo Lançador de Satélites (VLS) foi feita há três anos e não se tem idéia de quando e se o programa será retomado.

Não há método nem propósito definido numa atividade que deveria ser prioritária para o governo, na área científica e tecnológica.

Não surpreendem, portanto, as revelações contidas na reportagem de Eduardo Nunomura, publicada sábado em “O Estado de SP”, sobre os bastidores do lançamento do foguete de pesquisas VSB-30, no Centro de Lançamentos de Alcântara.

O foguete foi lançado com sucesso – após adiamentos determinados pelas condições meteorológicas -, mas a sua carga útil, contendo experimentos científicos, não foi recuperada.

Esse fato, em si, não seria extraordinário.

Em condições normais, um sem-número de fatores pode fazer com que helicópteros, aviões e embarcações encarregadas da recuperação da carga não consigam cumprir sua missão.

Mas a não recuperação da carga, no caso do VSB-30, teria sido o corolário das condições que precederam o lançamento do foguete, relatadas na reportagem.

Os pesquisadores que perderam seus experimentos fazem estarrecedores relatos, que precisam ser apurados pelas autoridades responsáveis.

Por exemplo, havendo uma ‘janela’ de apenas cinco dias para o lançamento, a Base de Alcântara foi fechada no domingo, para descanso.

O coordenador de resgate da carga útil teria entrado em choque com o coordenador-geral da operação, por discordar de uma eventual alteração da rota do veículo.

Embora negue o atrito, o fato é que o coordenador do resgate voltou para São José dos Campos, SP, antes do lançamento.

Sua explicação: “Sou vice-diretor de Administração do Instituto de Atividades Espaciais, estava chegando o final do mês e tenho de pagar as contas, precisei voltar.” O foguete subiu no dia 19.

Além disso, às 5h da manhã desse dia os pesquisadores ficaram sabendo por intermédio de um motorista que os servia que o foguete seria lançado naquele dia.

E o motorista tinha bons motivos para saber o que aconteceria: “Os salgadinhos (para o coquetel comemorativo) foram entregues hoje.”

E, se não bastasse, houve divergências entre militares e pesquisadores sobre a abertura do pára-quedas da ogiva com a carga útil.

Reclamam os pesquisadores que foram feitas apenas cinco tentativas de busca, quando na missão anterior, em 2002, a operação de resgate durou duas semanas.

A serem procedentes as reclamações e denúncias dos pesquisadores, a bagunça que é a marca do governo Lula chegou ao espaço.

Categories: Empresas, Política

Frases históricas que deixam claro o obscurantismo criacionista

1 de setembro de 2007 Sem comentários

“Jesus te ama. O Pastor te engana”.
Anônimo.

“Não acredito em Deus porque nunca o vi. Se ele quisesse que eu acreditasse nele, sem dúvida que viria falar comigo e entraria pela minha porta dentro dizendo-me, Aqui estou!”.
Alberto Caeiro (heterônimo de Fernando Pessoa, 1888-1935), em “O guardador de rebanhos, 1911/ 1912″.

“Deus é uma hipótese, e, como tal, depende de prova: o ônus da prova cabe ao teísta”.
Percy Bysshe Shelley (1792-1822).

“Prefiro o paraíso pelo clima, o inferno pela companhia”.
Mark Twain.

“Cada vez que ouço cristãos falarem de moral, sinto revoltar-me o estômago”.
Karlheinz Deschner.

“O cristão comum é uma figura deplorável, um ser que não sabe contar até três, e que, justamente por sua incapacidade mental, não mereceria ser punido tão duramente quanto promete o cristianismo”.
Nietzsche.

“Quanto mais aprendemos, de menos deuses precisamos. A crença em Deus é somente a resposta de um mistério por outro mistério, dessa forma não respondendo nada”.
Dan Barker.

“Algum homem primitivo um dia inventou a faca, para cortar peles e alimentos. Eis o cientista. Outro roubou seu invento e então o usou para matar. Eis o empresário. Outro regularizou aquele roubo e os assassinatos. Eis o político. Outro justificou a matança dizendo que era o desígnio de algum deus. Eis o religioso”.
Francisco Saiz.

“A verdade nunca perde em ser confirmada”.
Shakespeare (Pericles).

“Quando todos pensam o mesmo, ninguém está pensando”.
Walter Lippmann.

“Quando você agradece a Deus por tê-lo salvo de alguma doença ou acidente, ele não faz mais do que a obrigação, pois, como criador de todas as coisas, criou também as desgraças, doenças e tragédias”.
Perrone.

“O livre arbítrio na realidade não é livre, pois é uma coação; você só pode escolher dois caminhos, um é bom e outro é ruim. Livre arbítrio mesmo é poder escolher muitos caminhos, todos bons”.
Perrone.

“Que Deus é este que nos ensina a humildade, mas que não desce de seu pedestal, e a quem devemos obediência, respeito, lealdade e fé?”.
Márcia Vanni Scheffer.

“Se existisse um Deus bondoso e todo-poderoso, teria feito exclusivamente o bem”.
Mark Twain.

“O dia chegará em que a geração mística de Jesus pelo espírito santo no útero de uma virgem será comparado à geração de Minerva no cérebro de Júpiter”.
Dário de Paiva.

“Dizer que um crente é mais feliz do que um cético é como dizer que um bêbado é mais feliz que um sóbrio”.
George Bernard Shaw.

“Se 5 bilhões de pessoas acreditam em uma coisa estúpida, essa coisa continua sendo uma coisa estúpida”.
Anatole France.

“A inspiração da Bíblia depende da ignorância da pessoa que a lê”.
Robert G. Ingersoll, político e professor Americano.

“Encontramos muitos livros… e já que eles continham apenas superstições e falsidades do Diabo nós queimamos todos eles”.
Bispo Católico Diego de Landa, após queimar livros inestimáveis da história e da ciência Maia, Julho de 1952.

“Quando os missionários chegaram pela primeira vez na nossa terra, eles tinham as Bíblias e nós tínhamos a terra. Cinqüenta anos depois, nós tínhamos as Bíblias e eles tinham a terra”.
Jomo Kenyatta, primeiro Presidente do Quênia após a independência.

“Se você rezar por chuva por bastante tempo, ela eventualmente cai. Se você rezar para que enxurradas se acalmem, elas eventualmente o farão. O mesmo acontece na ausência de preces”.
Steve Allen.

“Deus e o Diabo oferecem a mesma mercadoria: a felicidade. A diferença é que Deus cobra adiantado”.
Anônimo.

“Como todas as religiões, a Sagrada Religião da Unicórnio Rosa Invisível é baseada sobre Lógica e Fé. Nós temos Fé que Ela é Rosa; nós Logicamente sabemos que Ela é Invisível, porque nós não podemos vê-la”.
Anônimo, paródia criada por ateus.

“Afirmar que a terra gira em torno do sol é tão errôneo quanto afirmar que Jesus não nasceu de uma virgem”.
Cardeal Bellarmino (1615, durante o julgamento de Galileu).

“Sou ateu apenas porque Deus não existe. Se existisse e fosse como dizem as religiões, eu o odiaria!!!”
Mago do Verbo.

“Religião é uma coisa excelente para manter as pessoas comuns quietas”.
Napoleão Bonaparte, imperador Francês.

“Não posso provar que deus não existe, mas também não posso provar que cogumelos não poderiam estar em espaçonaves intergalácticas nos espionando”.
Daniel Dennett.

“Quando o primeiro espertalhão encontrou o primeiro imbecil, nasceu o primeiro deus”.
Millôr Fernandes.

“É certamente prejudicial para as almas tornar uma heresia acreditar no que é provado”.
Galileu Galilei.

“Eles vieram com uma Bíblia e sua religião – roubaram nossa terra, esmagaram nosso espírito… e agora nos dizem que devemos ser agradecidos ao ‘Senhor’ por sermos salvos”.
Chefe Pontiac, Chefe Indígena Americano.

“Se Deus é onisciente, ele sabia que Adão e Eva iriam pecar. Se é onipotente, poderia ter evitado. Se é misericordioso, sem dúvida alguma, teria evitado… Nenhuma destas três qualidades Deus tem”.
Perrone.

“A religião é vista pelas pessoas comuns como verdadeira, pelos inteligentes como falsa, e pelos governantes como útil”.
Seneca, o Mais Jovem (4? a.c. – 65 d.c.).

“A única desculpa de deus é que ele não existe”.
Stendhal (Marie-Henri Beyle).

“Ela é apenas uma retribuição justa para a conduta sexual imprópria”.
Madre Teresa, sobre a AIDS.

“Não sou um ateu total, todos os dias tento encontrar um sinal de Deus, mas infelizmente não o encontro”.
José Saramago.

“A fé pode ser definida brevemente como uma crença ilógica na ocorrência do improvável”.
Henry Louis Mencken.

“As mulheres ainda sentirão orgulho por não terem jamais contribuído uma linha sequer na redação da Bíblia”.
George W. Foote.

“Não sei se Deus existe. Mas seria melhor para sua reputação que não existisse”.
Jules Renard.

“O fundamento da crítica irreligiosa é: foi o homem quem fez a religião, não foi a religião que fez o homem”.
Karl Marx (1818-1883), filósofo político, escritor e revolucionário alemão.

“Caros amigos: O homem criou Deus, não Deus o homem”.
Giuseppe Garibaldi.

“Se Deus não sabe que existe o mal Ele não é ‘Onisciente’. Se Deus sabe que existe o mal, mas não pode evitá-lo, ele não é ‘Onipotente’. Se Deus sabe que existe o mal, pode evitá-lo, mas decide não fazê-lo Ele não é ‘Onibondoso’”.
Daniel Haddad.

“Fiquei muito triste quando ouvi o presidente dizer que era ateu e gostava de vodu e candomblé. Como é que o país pode ir para frente?”.
Garotinho.

“A idéia de um Ente supremo que cria um mundo no qual uma criatura deve comer outra para sobreviver e, então, proclama uma lei dizendo: ‘Não matarás’ é tão monstruosamente absurda que não consigo entender como a humanidade a tem aceitado por tanto tempo”.
Peter de Vries.

“No mundo moderno, que cada vez mais recorre à ciência, a religião deixa de ser uma necessidade. Por isso, a causa principal da crise da religião, principalmente nos países desenvolvidos, é a evolução gradual da religiosidade para o pensamento científico, donde decorre a vaidade das tentativas de reconciliação da ciência com a religião, porque, para o homem moderno é absolutamente impossível, mesmo que o quisesse acreditar nas velhas lendas, nas filosofias primitivas e nas histórias imaginárias sobre as quais se baseiam as religiões. Além do desenvolvimento da ciência, uma das mais importantes razões do declínio das religiões é o fato da hierarquia religiosa ter-se integrado na reação política. Muitos representantes do baixo clero na França, na Itália, na Espanha e em outros países defenderam corajosamente a causa operária a do povo. Mas, a Igreja Católica, como instituição lutava, como ficou evidente pela política de seus dirigentes, para manter o feudalismo da Europa, justificava a escravatura; é muito responsável pelo analfabetismo maciço, pela miséria e pela tirania nos países da América Latina onde, durante séculos, o catolicismo foi a religião do Estado. A Igreja é hoje uma das maiores forças que lutam pela manutenção do capitalismo. A política reacionária da Igreja, não tem apenas como conseqüência a rejeição das massas, mas também a demolição da fé religiosa do povo”.
William Foster.

“A ridícula situação de alguém que critica o que confessa nunca ter lido, já é suficiente para desqualificar a sua crítica”.
Voltaire.

“Se as pessoas são boas só por temerem o castigo e almejarem uma recompensa, então realmente somos um grupo muito desprezível”.
Albert Einstein.

“Eu não fui criado como um Católico, mas eu costumava ir à missa com meus amigos, e eu vi todo o negócio como um monte de hocus-pocus muito encantador. Tem um cara pendurado no muro na igreja, pregado em uma cruz e pingando sangue, e todo mundo está se culpando pelo tormento desse homem, mas eu disse pra mim mesmo, ‘Esquece. Eu não participo desse mal. Eu não tenho pecado original. Não há sangue de nenhum mártir sacro nas minhas mãos. Eu rejeito tudo isso”.
Billy Joel, músico americano.

“Ou dá ou desce”.
Bispo Edir Macedo.

“As instituições religiosas são a cegueira do pensamento crítico”.
Victor Mendonça.

“‘Superstição’… que palavra estranha esta! Se a gente acredita no bom Deus, isto se chama ‘ter fé’, mas se a gente acredita em astrologia ou na sexta-feira 13, o nome muda para ’superstição!’”.
Sofia Amundsen em “O Mundo de Sofia” de Jostein Gaarder.

“Certas pessoas querem que Deus lhes dê uma certidão comprovando-lhe a existência”.
Danny Thomas.

“Quem não paga dízimo, está roubando de Deus”.
Bispo Edir Macedo.

“Através dos anos percebi que o deus pra quem eu rezava era o deus que eu inventei. Quando eu falava com ele, falava comigo mesmo. Ele não tinha conhecimento ou qualidades que eu não tenho. Quando percebi que deus era uma extensão da minha imaginação, parei de rezar pra ele”.
Howard Kreisner, âncora do programa “The American Atheist Hour”.

“O telescópio vasculha os céus sem encontrar Deus”.
Pierre Laplace (1749-1827), astrônomo e matemático Francês, em Rufus K. Noyes, Visões de Religião.

“Se Deus existe, a ciência vai desvendá-lo”.
Perrone.

“Eu não acredito em Bíblia. Eu não acredito em tarô. Eu não acredito em Jesus. Eu não acredito em Buda. Eu só acredito em mim”.
John Lennon, músico inglês, na música “God”.

“Não sinto falta nenhuma de deus, mas com certeza sinto falta do Papai Noel!”.
Courtney Love.

“Novo programa da TV Recorde: Pequena$ Igreja$ Grande$ Negócio$”.
Anônimo.

“Templo é dinheiro!”.
Anônimo.

“Religiões são todas iguais – fundadas sobre fábulas e mitologias”.
Dário de Paiva.

“Todas as religiões, com seus deuses, semideuses, profetas, messias e santos, são resultado da fantasia e credulidade de homens que ainda não atingiram o total desenvolvimento e personalidade das suas capacidades intelectuais”.
Mikhail Bakunin.

“Nós deveríamos obedecer a um velho pedaço de papel ou deveríamos tomar nossas próprias decisões?”.
Arthur (o personagem de desenho animado PBS) no capítulo “Misfortune Teller”.

“A religião é a maior arma na guerra contra a realidade”.
Anônimo.

“É mais lógico atribuir os avistamentos de OVNIs à conhecida irracionalidade dos terrestres que às desconhecidas proezas dos extra-terrestres”.
Richard Feynman.

“Essa tal de nova religião não passa de um bando de ritos e cânticos esquisitos criados para arrancar dinheiro dos trouxas. Agora vamos rezar o Pai Nosso 40 vezes, mas antes vamos passar a sacolinha”.
Reverendo Lovejoy, em “Os Simpsons”.

“Para ter certeza que minha blasfêmia está minuciosamente clara, por meio desta declaro minha opinião que a noção de um deus é uma superstição básica, que não há evidência para a existência de nenhum deus (es), que diabos, demônios, anjos e santos são mitos, que não há vida após a morte, paraíso nem inferno, que o Papa é um dinossauro medieval perigoso e intolerante, e que o Espírito Santo é um personagem de história em quadrinhos digno de risadas e escárnio. Acuso o deus Cristão de assassinato ao permitir o Holocausto – sem mencionar a ‘limpeza étnica’ presentemente sendo feita pelos Cristãos no mundo – condeno e vilipendio essa divindade mítica por encorajar o preconceito racial e comandar a degradação da mulher”.
James Randi, desafiando as leis de blasfêmia em vários estados dos EUA.

“Eu continuo ateu, graças a Deus”.
Luis Buñuel.

“Saímos da realidade e assim criamos perspectivas que nos levaram à imagem de Deus e de uma alma humana imortal, concepções tão fúteis e vazias quanto as da velha mitologia”.
Silva Mello.

“(Quando perguntado meramente se eles aceitam a evolução, 45 por cento dos Americanos dizem sim. A figura é 70 por cento na China.) Quando o filme ‘Parque dos Dinossauros’ foi mostrado em Israel, ele foi condenado por alguns rabinos Ortodoxos porque ele aceitou a evolução e porque ele ensinou que os dinossauros viveram centenas de milhões de anos atrás – quando, como está claramente declarado em todo Rosh Hashonhan e toda cerimônia de casamento Judaica, o Universo tem menos do que 6.000 anos”.
Carl Sagan, O Mundo Assombrado Pelos Demônios: A Ciência Vista Como Uma Vela No Escuro.

“Deus existiu sempre? Que é sempre? Deus criou-se a si próprio para depois começar a criar o universo? Onde é que estava deus quando se criou a si próprio? E como é que alguém se cria a si próprio? Do nada, passando do nada ao ser? Se o nada existiu, tudo que veio depois estava contido no nada. Mas se estava contido no nada, então o nada não existia”.
José Saramago, Playboy de Out/98.

“É melhor ler a previsão do tempo antes de rezar por chuva”.
Mark Twain.

“O inferno é para onde os covardes enviaram os heróis”.
Lemuel K. Washburn, Vale A Pena Ler A Bíblia E Outros Ensaios.

“Eu rezei por vinte anos mas não recebi nenhuma resposta até que rezei com as minhas pernas.”
Frederick Douglass, escravo fugitivo

“Religião é ilusão”
Thomas Edson.

“Nada é maior que o pensamento humano”
Thomas A. Edson.

“As mulheres ainda sentirão orgulho por não terem jamais contribuído uma linha sequer na redação da Bíblia”
George W. Foote.

“Duas mãos trabalhando fazem mais que milhares juntas em prece.”
Anônimo.

“Se você rezar por chuva por bastante tempo, ela fatalmente cai. Se você rezar para que enxurradas se acalmem, elas fatalmente o farão. O mesmo acontece na ausência de preces.”
Steve Allen.

“Nós deveríamos obedecer um velho pedaço de papel ou deveríamos tomar nossas próprias decisões?”
Anônimo.

“Afirmar que “Deus fez isso” não é nada mais do que uma admissão de ignorância vestida enganadoramente como uma explicação.”
Peter Atkins.

“Religião é como quimioterapia, ela pode resolver um problema, mas pode causar um milhão a mais.”
John Bledsoe.

“Acreditar é mais fácil do que pensar. Daí existem muito mais crentes do que pensadores.”
Bruce Calvert.

“A religião é apenas controle mental.”
George Carlin, comediante.

“O homem aponta, e Deus desaponta.”
Miguel de Cervantes.

“Eu sou contra a religião porque ela nos ensina a nos satisfazermos ao não entender o mundo.”
Richard Dawkins.

“A teoria da evolução por seleção natural cumulativa é a única teoria que conhecemos que é em princípio capaz de explicar a existência de complexidade organizada.”
Richard Dawkins.

“Se render à ignorância e chamá-la de Deus sempre foi prematuro, e continua prematuro até hoje.”
Umberto Eco.

“A religião é o ópio do povo”.
Karl Marx.

Categories: Crenças

Engodo plastificado

1 de setembro de 2007 Sem comentários

por Xico Graziano

O governo do Estado de SP veta o projeto de lei que obrigava todo comerciante a usar sacolas erroneamente chamadas de ecológicas

O DIÁRIO Oficial de hoje publica o veto do governo do Estado de São Paulo ao projeto de lei 534/07, que obrigava todo comerciante a usar sacolas erroneamente chamadas de ecológicas. A partir de um plástico modificado que, na química, é conhecido pelo nome de polímero oxibiodegradável, surgiram sacolas plásticas “ecológicas”. Aparentemente, a causa é boa. Mas o projeto é um engodo técnico e uma marotice política. Um projeto semelhante foi aprovado pela Câmara Municipal de São Paulo e vetado pelo prefeito Gilberto Kassab.

Polímeros são macromoléculas derivadas do petróleo, muito estáveis, que demoram séculos para se degradarem no meio ambiente. Para contornar essa persistência, tecnologia baseada em aditivos químicos acelera a reação do polímero com o oxigênio do ar, formando novos compostos. Tal plástico modificado, embora se degrade mais rapidamente do que o comum, continua contaminando o meio ambiente de forma agressiva, em razão dos catalisadores empregados, derivados de metais pesados como níquel, cobalto e manganês.

Traduzindo em português claro, a tecnologia permite que o plástico se esfarele em pequenas partículas, até desaparecer ao olho nu, mas continua presente na natureza, agora disfarçado pelo tamanho reduzido. Com um sério agravante. Quando vier a ser atacado pela ação dos microrganismos, irá liberar, além de gases de efeito estufa, como CO2 e metano, metais pesados e outros compostos inexistentes no plástico comum. Pigmentos de tintas, utilizados nos rótulos, também se misturarão ao solo.

O efeito do projeto de lei vetado seria visual, e não ecológico, portanto. A questão fundamental não reside em caracterizar um produto como biodegradável ou não. Esgotos domésticos são essencialmente formados por materiais orgânicos biodegradáveis, mas se tornaram os maiores poluentes de nossos rios. As sacolas plásticas oxibiodegradáveis se decompõem mais cedo na natureza que as de plástico comum. Poderão, entretanto, causar um efeito contrário na educação ambiental, induzindo a sociedade a relaxar o zelo na disposição dos detritos urbanos.

A saída correta para o problema dos resíduos sólidos reside no consumo sustentável, que levará ao lixo mínimo. A reciclagem, a compostagem e a valorização energética são fundamentais nesse processo educativo. Produtos oxibiodegradáveis dissimulam o problema, varrendo a sujeira para baixo do tapete. Por essas razões, a Prefeitura de São Paulo, em 23/6, vetou projeto de lei que obrigava o uso de tais sacolinhas plásticas na capital. No mesmo sentido, a Secretaria do Meio Ambiente recomendou ao governador José Serra o veto a semelhante iniciativa aprovada, por acordo, sem votação, na Assembléia Legislativa. Repita-se: o projeto de lei torna obrigatório o uso do novo plástico. Esquisito, parece lobby de interesse privado.

Curiosamente sempre se originam de parlamentares do PT os incisivos projetos de lei, que se esparramam alhures. Ora, se o partido do presidente da República realmente julgar que essa alternativa do plástico oxibiodegradável é a melhor, poderia remeter o tema à discussão do Congresso Nacional. A matéria exige legislação nacional. Não houvesse outro, esse seria um motivo para o veto.

É indevido querer obrigar comerciantes paulistas a utilizar tal material. Não faz sentido privilegiar uma tecnologia contestada por cientistas e ambientalistas. É instrutivo saber que nem Inglaterra e Canadá, países que desenvolveram essas poliolefinas e demais aditivos oxidegradantes, adotaram a tecnologia. Se efetivamente os inventores das novas sacolinhas tivessem “neutralizado” o plástico, o mercado mundial as teria adotado. Nem precisaria de lei. Estima-se que o mundo utilize 1 milhão de sacolas plásticas por minuto. Em São Paulo, 18% do lixo é composto desse material. É um enorme problema ambiental. A substituição do plástico derivado de petróleo por sucedâneo ecologicamente correto depende da inovação tecnológica.

Em São Paulo, pesquisas de ponta, apoiadas pela Fapesp em parceria com a iniciativa privada, buscam viabilizar o biopolímero oriundo de fontes renováveis de energia, como milho e cana-de-açúcar. Esses biopolímeros, sim, serão os plásticos do futuro, capazes de livrar a sociedade de montanhas de detritos. O marketing que privilegia o sumiço efêmero do lixo plástico serve à indústria petroquímica mundial. Daqui se origina o efeito estufa do planeta, exigindo mudanças profundas no uso da energia fóssil e seus sucedâneos.

Nesse processo, inexistem soluções milagrosas, que apenas mascaram o dilema ambiental da humanidade. O resto é perfumaria.


FRANCISCO GRAZIANO NETO, o Xico Graziano, é engenheiro agrônomo e secretário estadual do Meio ambiente de São Paulo. Foi presidente do Incra (1995) e chefe do gabinete pessoal da Presidência da República (gestão FHC).

Categories: Política

Celular Elef Check Mate é uma farsa

1 de setembro de 2007 Sem comentários

A algumas semanas a mídia anunciou um feito incrível. Uma fabricante de celulares “100% brasileira” chamada Elef estaria lançando no mercado o primeiro smartphone “100% brasileiro”! Estranho? Muito.

O dispositivo não é uma fabricação nacional, nada mais é do que uma importação barata do celular UBiQUiO 501. A UBiQUiO é uma empresa pouco conhecida mundialmente no mercado de dispositivos móveis que tenta ingressar no ramo com certa notoriedade, o aparelho em si é bom… mas a ELEF não tem patavinas a ver com isso.

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