Ateísmo e “agnosticismo”

Tratando sobre a ATEA no grupo de e-mails da Sociedade Brasileira de Céticos e Racionalistas, percebi uma deficiência gravíssima referente ao termo “agnoticismo”, inclusive tratada no próprio nome “ATEA”.

Ateísmo, como cunhado, amplamente conhecido e por definição da palavra, é a posição de não crer em qualquer entidade ou fenômeno sobrenatural. Não é uma religião, um movimento, ou qualquer coisa do tipo.

Agnosticismo, por definição, trata-se da posição de não ter ciência absoluta de algo, e que se aplica a praticamente tudo em nossa vida. Aplicamos e vivenciamos teorias a todo momento, mas se por algum imprevisto ou imprevisibilidade, o fenômeno se opor a teoria, ela precisa ser reestudada. É o caso por exemplo de se um dia encontrarmos um metal que não dilate ao ser aquecido, uma vez que a teoria diz o contrário.

Algumas pessoas tem tratado o termo ateísmo e agnosticismo como se fossem posições religiosas distintas, o que é um erro, dizendo que a “descrença em algo é uma crença”, o que classifica erroneamente a falta de crença dos ateístas, assim como classifica a “falta de ciências das coisas” como outro patamar de posição religiosa.

Ateísmo e agnosticismo não são excluentes, pelo contrário, uma vez que não é possível ter a ciência absoluta de tudo, e todo cético racionalista está disposto a rever qualquer teoria, todo ateu, seguro de sua posição descrente, é um ateu agnóstico. Pode estar  99,9% seguro de sua posição, ainda sim, é um ateu agnóstico. Isso porquê toda a ciência é passível de reestudo, análise de evidências, repetição de fenômenos e prova destes resultados.

Caso este não esteja seguro de que não acredita em qualquer entidade ou fenômeno sobrenatural, por favor, selecione a opção “tenho um lado espiritual independente de religiões” na sua ficha cadastral.

Banda Up Brothers

Tive a honra de conhecer pela internet a banda Up Brothers e seu vocalista Ricardo Renan, e após conhecer o trabalho sóbrio e entrosado dessa fantástica equipe o Rick me enviou o CD demo da banda, ainda que eu não pude comparecer a nenhum show deles pessoalmente, admito que sou fã do trabalho o Up Brothers.

upbrothersA banda paulistana Up Brothers foi formada em 1997 pelos irmãos Rick e Guilherme. Enquanto Rick tocava guitarra e compunha as músicas, Guilherme já demosntrava habilidade nas baquetas com apenas 6 anos de idade.

Pela Internet, RicK conheceu Rafael, que já tinha tocado em uma banda com amigos da escola. Alguns ensaios depois, Rafael chamou seu primo André para assumir o baixo e integrar a banda com eles. Pronto, estava formado o Up Brothers!

Logo nas primeiras apresentações, a banda demonstrou um espírito de grupo marcante, para no ano de 2000 começar a ter participação em vários festivais de grande porte em todo o Brasil.

2001: Guilherme foi premiado como destaque do festival “Tagima In Concert”.

2002: A banda apresentou-se na sala Adoniram Barbosa, a principal de espetáculos do Centro Cultural São Paulo.

2003 (Abril): A música “A Versão do Lobo Mau (Parte I)” foi selecionada entre mais de 3.500 músicas e entrou para o Cd de coletâneas das dez melhores do Jornal Folha de São Paulo. No show de apresentação dos vencedores do concurso, Rick foi premiado como o melhor guitarrista e Guilherme como o melhor baterista do evento.

2003 (Dez): Guilherme apresentou-se no Batuka Music Festival, um dos maiores eventos ligados à bateria no Brasil. Sua performance foi muito elogiada por bateristas renomados como Aquiles Priester (Angra), Charles Gavin (Titãs), e Marco Minneman (Alemanha).

2004: O Up Brothers foi convidado e fez uma turnê pelo Brasil tocando com a cantora Lívia Leite (finalista do programa FAMA da Rede Globo).

2005: Covernation Mtv teve a presença do Up Brothers interpretando a banda inglesa Oasis.

Atualmente a banda se apresenta no circuito paulista de bares e casas de show participa de festivais pelo Brasil. Está na produção de seu primeiro cd que será lançado no meio independente.

Recebi a notícia agora no início de 2009 que a banda publicou seu primeiro CD independente e disponível pela internet! Quem quiser conhecer o trabalho da banda, acesse www.flordelotusdesign.com.br/upbrothers/cd/, o site da banda Up Brothers pode ser acessado aqui.

Sucesso ao Rick, Guilherme, Rafael e André, congratz!!

Associação quer reconhecimento e planeja Dia do Orgulho Ateu

por Fabricio Calado - Direto de São Paulo

Se Deus não existe, tudo é permitido? Não se você quiser anunciar a inexistência Dele no espaço para publicidade do Metrô de São Paulo. Ao menos, é o que diz a Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea), que teve a idéia inspirada em iniciativa semelhante feita nos ônibus da Europa.

“O Metrô proíbe anúncios como o nosso”, explica o engenheiro Daniel Sottomaior, 37 anos, presidente da Atea. O item 20-a do capítulo VI do regulmento de publicidade no Metrô veta propagandas “que possuam assuntos polêmicos, temas de cunho religioso (…) que possam prejudicar a imagem da companhia e suscitar comportamentos inadequados”. Além da restrição publicitária, ter que pôr a mão no bolso para abrir os olhos dos religiosos também pesa, diz Sottomaior. “Aqui no Brasil, o custo do anúncio só é minúsculo se você comparar nossos recursos com os dos nossos concorrentes, a Igreja”, brinca o engenheiro.

Se o Metrô for descartado, a Atea verá a possibilidade de anunciar em ônibus, como foi feito na Europa – e saiu “extremamente caro”, destaca o dirigente da associação atéia no Brasil.

Enquanto isso, os ateus já traçam outros planos. Um deles é o Dia do Orgulho Ateu, a ser comemorado em 12 de fevereiro, data do nascimento do naturalista britânico Charles Darwin (1809-1882), que invalidou parte do discurso religioso com sua teoria da evolução por meio de seleção natural, no livro “A origem das espécies”, de 1859. O Dia de Darwin é um exemplo até inofensivo comparado à outra alteração proposta pela Atea: o Natal ateu seria comemorado dia 25 de dezembro, com o nome Newtal – referência à possível data de nascimento do cientista inglês Isaac Newton (1643-1727).

Acredite se quiser

Segundo Sottomaior, a idéia de juntar ateus em um sindicato da categoria, por assim dizer, é antiga. “O Brasil tem de 1% a 2% de ateus, mais que judeus e adeptos da umbanda e candomblé juntos. Se a gente conseguir reunir 10% desse 1%, seriam 190 mil ateus”, afirma ele. A estimativa é baseada em números ‘escanteados’ pelo IBGE na hora de mapear a religião dos brasileiros.

Se alguém botar fé no que diz o dirigente ateu, a associação ainda tem uma longa via-crúcis a percorrer. Atualmente, a Atea tem 155 membros, e outros 30 no aguardo de aprovação. O cadastro é feito no site da associação, www.atea.org.br. Segundo o presidente, o associado pode escolher se contribui com dinheiro.

A nova minoria

Um dos motes da campanha da Atea é “saindo do armário”. Qualquer coincidência com a bandeira do movimento LGBT é 100% intencional.

“Usamos muitas analogias do movimento gay porque muitos deles acham que são a última minoria, mas somos nós. Os homossexuais já conseguiram seu lugar ao sol”, explica Sottomaior. Ainda hoje, ele se enfurece ao ouvir o comentário-padrão “isso é coisa de quem não tem Deus no coração” quando alguém comete uma monstruosidade. “Já tentei fazer representação contra isso no Ministério Público, mas não me deram bola”, lastima.

Por isso, o objetivo-mor da Atea é conseguir espaço na sociedade. Pode ser até um representante no Congresso. “Ele poderia propor projetos relativos ao ateísmo. Seria difícil ser aprovado, mas pelo menos traria a discussão”, acredita Sottomaior.

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