Eu pego no pé das empresas que contrato. Pego pesado mesmo, mas com razão. Acredito que se você está pagando por um serviço, você merece receber o melhor tratamento possível. Se a empresa não está interessada em você, basta que busquemos outro. A livre concorrência existe para que possamos migrar de um serviço para outro sem grandes dificuldades.
O meu problema é que ainda sim insisto em tentar ajudar as empresas a perceberem seus erros e não cometê-los novamente. Infelizmente, salvo em raras excessões, não tem dado muito certo.
A TIM, por exemplo, tem um péssimo “sinal 3G” na região da Av. Paulista. Já tentei falar com atendentes, técnicos, ombudsman, e com a Anatel. Na última semana meu chamado na anatel foi encerrado, e no mesmo dia recebi uma carta por AR da TIM informando que o problema estaria solucionado, pois eu estava utilizando o serviço. Não consideraram que eu estaria utilizando o serviço através de uma rede mais lenta. Não obstante, em outubro de 2008 apareceu em minha conta um servicinho de 7 reais que não contratei. Em novembro apareceu novamente, e eu reclamei, queria meu reembolso. Em dezembro o reembolso entrou, mas o serviço foi cobrado novamente, e eu reclamei novamente. Em janeiro foi cobrado parte do serviço, parece que finalmente cancelaram, mas… cadê o reembolso? Terei de migrar para outro serviço.
A American Express pratica uma variação de câmbio absurda em relação a seus concorrentes. Usando o VISA, por exemplo, ganho cerca de 5 a 10 centavos por dólar gasto, por mês, se utilizado o American Express. Nos meses de outubro, novembro, e dezembro, tenho insistentemente brigado com a American Express para que possamos renegociar a tarifa cambial, e que o valor deles sejam reajustados equiparando-se ao de seus concorrentes. Nada feito. Não vou abandonar o cartão, como eu não pago anuidade simplesmente deixarei de usá-lo, ficará guardadinho somente para emergências.
Por uma determinação da empresa de comunicação para qual presto serviço, todos os seus prestadores devem abrir uma conta no Itaú para continuarem recebendo seus pagamentos em dia. Como tenho uma relação razoavelmente amigável com o Bradesco desde 2001, e possuo conta no Prime, me interessaria uma conta no Itaú somente se me isentassem de carência, de tarifas, e me levassem para o Personaliteé. Por uma diferença de menos de 40 reais e uma péssima vontade, a gerente encarregada de abrir a minha conta no banco não ofereceu a carteira no Personaliteé. Por consequência, o Itaú não terá qualquer investimento por minha parte naquele banco, e claro, na primeira oportunidade, encerrarei esta conta, diga-se de passagem, inútil.
As empresas que valeram as excessões foram o Burger King, Frescarini, Q-Unique e Boticário, muito obrigado.
Este canto agora é meu… e por muitas vezes pensei em encerrar este blog.
Eu pensei em recomeçar do zero, ou simplesmente esquecer esta história, talvez no máximo iniciar um microblog.
Eu pensei então em retornar ao Blogger, após a mágoa, mas ainda não fora suficiente…
…e a falta de boa vontade do Fotolog, assim como as falhas na recuperação de cagastros do Twitter me fizeram repensar.
Por mais inútil que seja, ainda prefiro escrever, por mais que eu não saiba, ou que ninguém leia, eu prefiro escrever… já perdi a muito meu dom para cantar, não tenho porte para atuar… então retomei algo que não é mais um teorema.
Vou revisar meus posts, migrar algumas imagens, fazer um garbage collect. Turn over, nada vai se conectar mesmo…
Resumiram minha “minissérie” na Folha de São Paulo, caderno Informática, do dia 14 de janeiro de 209.
DIREITOS DO USUÁRIO
Serviços grátis da rede também são considerados relação de consumo Quando operadora vende celular com subsídio, fabricante compartilha responsabilidade pelo produto - Por GUSTAVO VILLAS BOAS, DA REPORTAGEM LOCAL
Uma empresa faz o telefone, outra o vende. Uma faz o sistema operacional, outra produz o micro que carrega o programa. Quando surge um problema, o consumidor, muitas vezes, se perde, fica envolvido em um jogo de empurra, sem conseguir resolver coisas tão simples como uma tecla que não funcione.
Mas a lei é clara: “No caso de cadeias de consumo, todas as partes são responsáveis”, diz o técnico do Procon-SP (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) Raul Dalaneze. Ele diz que, muitas vezes, uma multinacional afirma que não presta determinada assistência no Brasil. Mas, caso a empresa tenha escritório no país, e exista uma relação de consumo, o técnico diz que a ela deve atuar. “Mesmo que os termos digam que o foro para resolver os problemas é nos EUA, em uma relação de consumo, o foro é o do consumidor.”
E no caso de serviços de internet -por exemplo, e-mails gratuitos? Dalaneze diz que, na maior parte das vezes, esse contrato entre a empresa fornecedora do endereço eletrônico gratuito (ou outro recurso) e o usuário é caracterizado como uma relação de consumo.
O código do consumidor determina que essa relação é caracterizada pela existência de remuneração -no caso de serviços gratuitos, normalmente feita pela publicidade. Nesses casos, é possível reivindicar seus direitos, ato “mais fácil se a empresa tiver escritório no país”, diz Dalaneze.
Perda de conta
Ivan Carlos, gerente de tecnologia, teve um problema com um grande prestador de serviços da rede: o Google. Tomou um susto, mas não foi à Justiça. Em dezembro, ao tentar entrar em um serviço, descobriu que a conta estava desativada.
Não era coisa pouca: além do Gmail, Carlos tinha vídeos no YouTube, blog e era dono de comunidades no Orkut. Ele resumiu seu problema como “a vingança da convergência dos serviços” em e-mail à Folha, um dia depois de descobrir a desativação da conta.
“Você não deve concentrar todas as informações em uma única empresa”, disse Carlos à Folha, na semana passada.
“Eu consegui recuperar meus dados, mas já migrei meu blog para o WordPress.”
Para recuperar a conta, ele diz que cumpriu os passos indicados pelo Google, “complicados”, segundo Carlos, mas também entrou em contato com a assessoria de imprensa.
A conta foi recuperada dois dias depois do cancelamento.
O Google, claro, fez valer seu direito de resposta:
outro lado
Google afirma que analisa todos os casos - DA REPORTAGEM LOCAL
O Google afirmou que a recuperação da conta de Ivan Carlos foi feita normalmente. “A equipe do Google recebeu e processou a solicitação dele pelo canal eletrônico utilizado por qualquer internauta.” A conta foi recuperada em dois dias.
De acordo com Felix Ximenes, diretor de comunicação do Google Brasil, a melhor forma de proceder é via Central de Ajuda (www.google.com.br/support).
Ximenes diz que apenas em casos graves a conta é cancelada em todos os serviços. Segundo ele, uma equipe sempre avalia reclamações por conta desativada.
No caso do Orkut, o site mais popular do Brasil, esse procedimento ocorre em 48 horas, em média.
Quem tiver uma conta desativada deve agir rápido. Os dados são mantidos por apenas alguns dias, de acordo com Ximenes.
Minha réplica, em resposta a assessoria de imprensa do Google, segue abaixo:
(…) Se o procedimento que funcionou foi o adotado no grupo de ajuda, ou em contato contigo, não sei como dizer, pois no dia 18 já havia falado com vcs, digo isso pois existem outros casos idênticos no mesmo grupo de ajuda do google sem qualquer resposta do staff, como abaixo:
http://groups.google.com/group/google-pt-forum/browse_thread/thread/a4b4b3da5568a1bb/cc5cbf4bcd4004e6
http://groups.google.com/group/google-pt-forum/browse_thread/thread/838a0f08f9057cf9/52cb2b8d0a6f230c
http://groups.google.com/group/google-pt-forum/browse_thread/thread/b15e0502e0175390/f7dc548f3fd5e12e
http://groups.google.com/group/google-pt-forum/browse_thread/thread/dc3c5a9c4e72c0cc/e4016c40c73aec1a
http://groups.google.com/group/google-pt-forum/browse_thread/thread/1152b98761655591/664583d4df90f57bNão encontrei nenhum outro chamado recente no grupo de ajuda do google informando a solução do problema, envio ou recebimento de e-mails, nada.
“The end.”