A velha arte de perder clientes

Eu estava interessado em comprar um monitor.

Como meu notebook 17′ possui resolução FullHD (1920×1200) a minha exigência inicial é que meu monitor tivesse esta resolução, mas como a mesa do meu escritório é pequena, para não me sentir desconfortável, não queria comprar um monitor de 24′, a resolução mínima comercializada na resolução FullHD.

Pesquisando na internet conheci um monitor fabricado pela Samsung de 22′ e resolução FullHD, também encontrei lojas na Europa comercializando este aparelho, mas nenhuma no Brasil. Procurando pela lista de produtos no site da fabricante a mesma coisa, o encontrei na lista de produtos nas versões internacionais do site, e nada no site nacional.

Mandei um e-mail para a Samsung perguntando sobre o fornecimento do modelo em específico no Brasil, já informando que eu procurei em , e a resposta foi totalmente diferente do esperado: “Não possuímos formas diretas de saber qual revenda possui determinado produto, pode-se tentar pesquisar em lojas virtuais como: www.submarino.com.br / www.fastshop.com.br /www.americanas.com.br

Como uma empresa que se diz pioneira em tecnologia não foi capaz de entender a minha pergunta, não está qualificada para ter a mim como cliente, existem outras empresas interessadas… talvez.

Optei então por um monitor de 19′ da LG, não tem resolução FullHD, mas em compensação não é grande, tem um tempo de resposta da imagem e qualidades de brilho e contraste excelentes. Abri alguas lojas virtuais conhecidas como Americanas.com, Submarino, FastShop, Fnac e Kalunga. A loja que possuia o modelo escolhido e que havia o melhor preço, a Kalunga, “ganhou” a venda.

Efetuei a compra, e 24 horas depois recebi um e-mail dizendo que, mesmo com a operadora do meu cartão de crédito aprovando a compra, EU deveria ligar para a central de atendimento para confirmar alguns dados. Eles explicaram que, como era a minha primeira compra naquela loja, eu deveria enviar por fax a cópia de faturas do cartão de crédito e do comprovante de residência. Eu concordo com a política de verificar dados com o cliente em uma loja virtual em sua primeira compra… mas enviar dados por fax? O que é um fax? Eu não vejo isso a anos, eu já tive que ligar para eles, o interessado na venda, e não tenho um fax em casa, sequer tenho linha de telefone fixo em casa! Também não tenho scanner para enviar tais faturas por e-mail, ainda que eles não me ofereceram tal alternativa.

Procurei então no site Bondfaro o modelo do monitor desejado e… tadan! Encontrei diversos sites com tal modelo, algumas lojas virtuais bastante conhecidas e outras que nunca ouvi falar. Escolhi o Mania Virtual, com o preço 40% mais barato que o produto na Kalunga, e efetuei a compra. 12 horas depois uma atendente do Mania Virtual ME LIGOU, informando que deveria confirmar alguns dados pessoais por se tratar da minha primeira compra com eles. Solicitou RG, endereço, telefone… e pronto, meu pedido foi encaminhado!

Parabéns ao Mania Virtual, até nunca Samsung e Kalunga. E obrigado pela economia, Bondfaro! ;)

Crenças matam…

…e isso está ficando comum demais, principalmente envolvendo o cristianismo protestante multiseccionado como “Igreja Universal” (universal?? igreja do universo? o que é isso, terei que mudar de universo para ão conviver com amiguinhos imaginários?). Nenhum tratamento psiquiátrico vai tirar esse distúrbio do pobre crente, para estes casos deveria existir prisão perpétua, assim como para os estupradores, culpados por homicídios dolosos ou por abuso sexual de menores.
PS: Não estou comparando religiosos com criminosos, estou comparando teístas que defendem o crime com criminosos.
PS2: Não é a primeira vez que eu vejo os líderes destas igrejas atacanda diretamente personagens de crenças candomblé e umbanda. 

Absolutamente nada contra as crenças em si, mas a partir do momento que seus seguidores tornam a perseguir inocentes, isso se torna um problema, e particularmente falando, tenho repulsa a problemas, se eu disser que minha especialidade é eliminar problemas e riscos, eles vão me condenar ao “lago de fogo”? preciso proteger minha integridade física, assim como a de meus amigos e familiares.

… e não costumo poupar esforços para isso.

Microsoft oferece 250 mil dólares pelo paradeiro do autor do Conficker

Li uma notícia hoje de que a Microsoft estaria oferecendo 250 mil dólares para quem entregar o “criminoso”. Criminoso?? OK, ele criou um worm, mas não vejo isso se fosse algo pior de quem lubridia os leigos usuários com aplicações que são por si só spywares residentes. A Microsoft fez a mesma ação para conseguir pegar o criador do worm Sasser, para quem não lembra, uma versão mais robusta do worm Blaster.

…mas 2 coisas me intrigam.

1º Onde eu estava quando esse worm apareceu?
2º Por que se preocupar em pegar a cabeça de um programador, se existem outros milhões com o mesmo (esdrúxulo) potencial de criar worms?

Talvez eu tenha protegido os ambientes que administro de tal forma que não precisei me preocupar com esta epidemia, e talvez minha rede de amigos seja igualmente tão competente para tal, por não conheci até então nenhum desses 10 milhões de infectados (convenhamos, se alguma empresa passou por este problema ainda que por descuido, se não conseguiu contorná-lo de forma ágil, substitua seus funcionários).

Talvez a Microsoft queira a cabeça desse programador para contratá-lo, ou como um aviso ao próximo engraçadinho que eles podem pagar para qualquer caçador de recompensas lhe entregar para a polícia local.

Whatever.

O conceito de vírus não existe mais, felizmente ou não. Aquele pedaço de código malicioso que infectava arquivos executáveis, dlls, que saía apagando arquivos em dias específicos ou brincava com sua tela mostrando imagens ou desfigurando textos não existem mais. Ha pelo menos 7 anos, os programadores esdrúxulos tem se preocupado a cada vez mais fazer com que seus vermes (e não mais vírus) trabalhem de forma silenciosa e com o máximo de funcionalidades possíveis. O mesmo worm agora é capaz de seqüestrar documentos exigindo um preço pelo resgate, abrir uma porta utilizando-se inclusive de UPnP para fazer com que ele se torne um trojan, e também se conectar a uma botnet (rede de computadores zumbis), uma verdadeira exploração da computação em nuvem (ou Cloud Computing) já existente a anos e anos (e não uma “super-inovação-tecnológica”, como muitas mídias noticiaram em 2008), além de claro, se replicar de diferentes formas, inclusive utilizando-se do catálogo pessoal do seu webmail e também alterando páginas do seu banco online para que envie suas informações financeiras – e claro – suas senhas, ao programador.

Espera.

Eu não descrevi um worm, eu descrevi uma BOMBA… mas este é o potencial mínimo de um worm, basta o programador querer. A diferença é a forma como um simples vírus aborda a sua vítima, e como esses (superoderosos) worms fazem o mesmo. Um vírus, para contaminar alguém, basta que alguém espirre do seu lado, literalmente falando, se você abrir um documento contaminado e tal vírus for ativado, aquele pedaço de código (ou seu RNA =) irá se infiltrar em outros documentos. Um worm, para contaminar alguém, precisa primeiramente que alguém “pise na merda”, ou literalmente falando, execute O PROGRAMA propriamente dito.

É claro que existem N formas de fazer com que um worm seja instalado automaticamente em um sistema operacional, principalmente se for um casalzinho da Microsoft conhecido como “Windows + Internet Explorer”, mas ainda sim, depende de um empurrãozinho do usuário.

Sistemas com antivirus e atualizações do sistema operacional em dia, e onde o usuário que não abre qualquer link (cretino) do seu e-mail, não aprove execução de aplicações ActiveX de sites desconhecidos ou saia “enfiando” qualquer programa, cd, dvd, pen drive ou qualquer outra coisa (idiota) “baixada” da internet não tem esse tipo de problema.

Eu percebi então, que o programador do worm Conficker fez, foi criar uma botnet de 15 milhões de usuários sem qualquer instrução do que NÃO se deve fazer na internet. Não sou contra a inclusão digital, mas na wired (rede mundial, internet, whatever) deve se ter alguns mínimos cuidados, e uma vez que os governos de todo o mundo estejam empenhados em integrar cada vez mais seus cidadãos à internet, estes devem também adotar planos de conscientização para prevenir estes mesmos cidadãos a não serem somente novas presas fáceis da rede.

Atualização: No blog do Microsoft Technet “Negócio de Risco” foi publicado um post no dia 14 de janeiro sobre como remover tal worm.

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