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Contos por dinheiro

Talvez eu seja a pior pessoa para falar sobre dinheiro, mas não encontrei que pudesse fazê-lo.

Eu migrei meu controle financeiro do meu velho GnuCash para o novo Microsoft Money Plus, primeiramente pois ele é mais bonito. É claro que ao ouvir isso os “linuxiitas” já preparam suas pedras protestando que interfaces limpas e comandos lhe permitem um sistema mais dinâmico, seguro, bláblálá… espera. Estamos falando de um gerenciador financeiro, eu realmente preciso ver um gráfico de como será a evolução (ou retrocesso) dos meus saldos, despesas e investimentos. Por um “investimento” de 39 dólares, espero ter o retorno desejado que é o completo controle da minha saúde financeira… ok, embora a palavra engane, isso não quer dizer que minha “saúde financeira” esteja ou seja saudável. (rs)

Explorando o software a fundo, me lembrei de como as coisas funcionam nos Estados Unidos… lá não é preciso emitir notas fiscais autorizadas, você emite uma fatura (invoice), e não é preciso que lhe arranquem ISS, IRPF, IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e outros impostos na marra da sua folha de pagamento ou nota emitida, basta fazer o pagamento de porcentagem do montante recebido deduzindo gastos como educação, doações, cuidados médicos, etc. Nada de malha fina e uma intimação na sua porta. Se você fizer algo errado, o assistente social irá até a sua casa bater um papo sobre o que está errado e como regularizar, não temos que enfrentar filas na receita federal.

Ainda explorando o software, lembrei de como funciona a a previdência pública nos Estados Unidos, que de pública não tem nada. Você recebe uma conta (e não seu empregador) onde uma porcentagem de seus ganhos devem ser encaminhados (por você ou pelo seu contador) para rendimento e segurança contra impulsos consumistas. Quando se aposentar, você terá acesso ao seu dinheiro, e não a algo que pode não existir quando se aposentar, ou sabe-se lá de onde saiu, como acontece atualmente com nossa alienada previdência pública. Com o sistema de segurança social brasileiro em crise, quem me garantirá que irei receber 1 centavo do governo ao me aposentar, a muitas décadas a frente?

…ainda explorando o software, lembrei que a última versão do programa desenvolvido para o sistema financeiro do Brasil foi o “Money 99″. Praticamente metade dos recursos deste software superpromissor são inúteis para mim, como o cálculo da previdência pública e o cálculo de impostos a pagar, uma vez que o software é destinado ao público EUA/Canadense. Infelizmente.

Para deixar uma mensagem ao ar, troco contos por dinheiro. (interpretação livre =)

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