A difícil arte de ser cliente

Se é que alguém acompanha meu blog, de vez em quando, e cada vez mais frequente, reclamo de empresas que não prestam serviços direito. Parando para pensar um pouco, por mais lógico que pareça, o difícil não é vender, mas sim comprar. É difícil ser cliente.

Quando você investe parte de suas finanças em um produto (ou serviço, propriedade, etc), o mínimo a se esperar é:

  • um produto ou serviço ou propriedade de qualidade, pois quem o fabricou ou desempenhou o serviço está ganhando algo com isso;
  • um atendimento de qualidade, pois que está vendendo o bem também está ganhando algo por isso;
  • e por último, em caso de problemas, espera a colaboração de ambos, quem desenvolveu e quem o vendeu para você, que lhe ajude a solucionar qualquer dificuldade da melhor forma possível, pois ambos foram pagos por isso.

Embora mais comum no Brasil, ninguém no mundo está a salvo de ficar entre um tiroteio, onde produtores e vendedores trocam farpas ou se omitem na hora de resolver seu problema, pior ainda é quando não existe concorrência de qualidade superior para seu refúgio.

Um exemplo: Minha operadora de telefonia, TIM, me oferece rede de dados UMTS (3G) e voz, mas a rede UMTS é instável, não obstante, eles adicionaram um serviço em minha conta que não solicitei, e a 3 meses ainda não reembolsaram todo o valor que haviam cobrado de mim. Das outras operadoras de telefonia em operação na minha cidade, sendo elas Oi, Vivo, Claro e Aeiou, somente a Claro possui uma rede de dados eficiente, e provavelmente com os mesmos defeitos que encontro com minha operadora celular atual, porém, ela comete erros ainda mais graves em relação a cobranças indevidas sem reembolsos.

Outro exemplo: Os 2 únicos serviços de internet banda larga para clientes residenciais, de aparente qualidade em São Paulo é o Speedy e o Vírtua. Os clientes do Speedy querem usar o Vírtua, pois quando o serviço Speedy fica fora do ar, a empresa controladora, Telefônica, não admite sua falha. Os clientes do Vírtua querem usar o Speedy, pois além de a conexão ser extremamente sensível a interferências oscilação de sinal e péssimo atendimento (ou embromation) dos atendentes, é estipulado em contrato um limite de utilização, apelidado de “franquia”, onde, se você utilizar sua conexão por 24 horas em sua capacidade máxima, a velocidade de sua conexão é reduzida para até 2000% abaixo do contratado.

…e assim, clientes não tem para onde correr.

Até o dia 20 eu receberei minha fatura tanto da TIM quanto da NET, empresa fornecedora do Vírtua, e se em ambos não constar minhas últimas slicitações frente aos problemas apresentados, pularei a parte “normal” (ombudsman), “legal” (assessoria de imprensa, procon e anatel) e passarei para a parte “merda no ventilador”, que é usar de alguns assessores de imprensa para colocar notícia na imprensa, exaustivamente, ao menos na última vez que tive um problema não resolvido, funcionou.

Além dos 2 casos acima nada isolados, é comum você tentar adquirir um produto ou serviço, e o atendimento da empresa interessada em vender não prestar o devido atendimento, ou no caso, não prestar qualquer atendimento. É o caso da GameMaxx, e em alguns casos referente a plataforma Steam, desenvolvida pela VALVe. É difícil ser cliente em um mundo onde você precisa brigar para fazer negócio, é uam arte.

Continuo notificando minha instatisfação pessoal periodicamente, agora com o Cobox, empresa do grupo O Estado de Minas, e com a Transit, operadora de telefonia de longa distância, e meus parabéns as empresas CTBC e Algar Tecnologia, ambas do Grupo Algar, além da Funcom e SoftCom, todas por feedback imediato.

Para evitar propaganda desmerecida, estou linkando somente as empresas citadas neste post, tais quais estou satisfeito até o momento.


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5 respostas para “A difícil arte de ser cliente”

  1. Dani disse:

    Que legal, vc mora nos Estados Unidos.. aonde? ^^
    Eu não sabia que ai lavavam as louças que nem aqui, rs.. Eu só vi isso nos bares XD

  2. Ivan Carlos disse:

    Oi! XD

    Não moro nos EUA não, mas conheci Bellevue, ao lado de Seattle (West Washington, não é Washington DC), eu não sobreviveria em um lugar onde algumas pessoas não lavam louça com muito detergente e resolvem tomar menos de 1 banho por dia no inverno =)

    Acho que sou o único menino que visita seu blog #¬¬# rs

    bjuu!

  3. Dani disse:

    Ah sim….
    Você não é o unico menino que visita o blog (:
    Boa pascoa pra vc

  4. KaJu disse:

    Obrigada pelo elogio e a visita ao meu blog!
    Já coloquei no blog a explicação para o ‘Elles’ e ‘Ellas’ no link SOBRE, visite!
    Sucesso aqui no seu!

    http://www.katiajuliana.com.br

  5. Dri disse:

    Veja pelo lado positivo, você podia TRABALHAR para operadoras de telefonia, hahahahaha!

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