#MicrosoftFail



Microsoft FailMe simpatizei com essas hashtags “a la Twitter”, simpáticas, não?

Elas podem descrever tudo o que quer dizer em poucas letras, ou não, #mesmoquevcescrevaumafraseimensasemdarumunicoespaco.

A Microsoft é uma das empresas mais afetadas pela pirataria no mundo… (se não me engano, ela está competindo com a Adobe) e convenhamos, é a que menos pode reclamar disso, ao menos no Brasil. Eu sou veemente CONTRA a pirataria, mas o fornecedor precisa colaborar, o que não é o caso da Microsoft.

Vamos começar pelo preço: Enquanto um sistema operacional da Microsoft custa, “lá fora”, 169 dólares, no Brasil o preço dele gira em torno de 700 reais. PORRA! 700 REAIS! Mesmo se considerássemos a compra do software, o IOF, taxas de alfândega, manuseio, recriação de manuais, impostos de importação da receita federal e lucro da matriz, este valor não ultrapassaria 350 reais! Notem que estamos falando sobre a METADE do cobrado no cenário atual. O pacote Office é um show a parte, tem versões custando 1500 reais! Só rindo.

A disponibilidade é outro fator grave: Eu compro TUDO pela internet. Jogos, serviços de hospedagem, serviços de e-mail, domínios, etc, eu quero colocar meu cartão de crédito em um formulário, apertar enter e receber o produto via download, ou o serviço online, na hora, em um sábado a noite, isso se chama conveniência! Quem conhece minha conta no Steam sabe que ela tem registrado cerca de 350 jogos legalmente adquiridos, graças a tal conveniência, sem contar outros serviços. Alguém aí acha que eu pago hospedagem nacional? Ainda mais através de boleto bancário? Convenhamos.

A Microsoft anunciou que NÃO vai vender o pacote “família” do novo sistema operacional no Brasil (nem online, nem no varejo), também anunciou que NÃO vai oferecer a opção Anytime Upgrade para os brasileiros (vc não pode fazer upgrade do seu sistema online), e para piorar não vai vender NENHUM produto online no Brasil. Quem aí acha que eu vou ficar visitando site de ecommerce e esperar dias (ou semanas) até um dvdzinho ser entregue? Eu tive que usar um endereço dos EUA falso para comprar o Microsoft Money deles! Isso é que é bizarro, eu querendo PAGAR, e ninguém querendo vender!

DRM: Não basta você burlar o sistema para DAR dinheiro a eles, a Microsoft pode fazer questão de roubar você, cuidado. Eu comprei o Microsoft Money, conforme disse acima, em abril de 2009. Em junho de 2009 recebi um aviso de que o produto não será mais comercializado, até então tudo bem, eu paguei pelo meu produto e estou usando… mas no aviso também dizia que, se eu não ativar meu produto até janeiro de 2011, ele não poderá ser mais ativado! PORRA! Quer dizer que eu não posso formatar nem trocar de computador após 2011?? Que porra é essa??? Você paga por um produto achando que o está comprando, e na verdade está alugando? Crack nele! Estudei seu protocolo de ativação, exportei as chaves alteradas e pronto, meu produto é ativado por mim, e não pelo servidor DRM da Microsoft. Se fuder…

…E cuidado:

TODO produto recente da Microsoft, como o Windows Vista, Windows 7, Windows Server 2008, Office 2007, Office 2010, entre outros, vem com DRM embutido, no caso, só funcionam após fazer uma ativação online ou por telefone, e terão mais cedo ou mais tarde o mesmo fim que a Microsoft deu para meu Money. Ou seja, após um tempo de compra ela pode simplesmente não permitir que você instale o programa que você comprou. Não é lindo?

Me respondam: Sobre um produto que custa 100% a mais do que o necessário, que não tem a mínima conveniência de acesso, e que pode ser tirado das mãos do comprador a qualquer momento… QUEM É A ANTA QUE VAI PAGAR POR ISSO???

Não preciso entrar em detalhes do tipo “o console de videogame da Microsoft não tem wifi, usa pilhas, e vc precisa PAGAR para jogar online, mesmo pagando pelo console e pelos jogos, sem levar em consideração que você ainda assim precisa criar uma conta com endereço falso dos EUA para poder dar dinheiro a eles…”  (sic)

Conforme eu disse, sou veemente contra a pirataria… mas Microsoft, vai se fuder.

Update: A Info Online acabou de reportar que o upgrade para o Windows 7 custará 87% mais caro no Brasil que nos Estados Unidos, e custará 450% mais caro para o usuário que quiser atualizar 3 computadores domésticos no Brasil, em relação também aos Estados Unidos. Eu tenho 2 notebooks e 1 desktop, e para passar eles para o Windows 7, nos Estados Unidos, eu gastaria 267 reais. No Brasil, eu gastaria 1197 reais para fazer esta mudança!!! Gastaria, pq novamente: QUEM É O IDIOTA QUE VAI PAGAR ISSO? A Microsoft não tem o direito de falar sobre pirataria no Brasil.

Desglobalização e globalização assíncrona



Muitas empresas ainda não entenderam: Por mais impecílios que existam, a globalização demanda alguns pontos que devem ser observados quando pensamos em distribuição de produtos e serviços. O que listo abaixo são 2 cenários que tratam os impacto negativo nas empresas que “promovem” a “desglobalização”:

  1. Se sua marca é mundial, seu produto ou serviço deve ser lançado mundialmente. Não adianta selecionar áreas de atuação, se você não entregar ou adiar o lançamento de um produto ou serviço em determinada região, você terá contra si 3 fatores: A não exploração deste mercado, o contrabando ou violação de acesso e a pirataria. Se ainda assim, teimar em fazer lançamentos tardios nestas regiões, ainda terá uma atuação frustrada, pois seu produto se tornou obsoleto. Exemplos: HTC lança o celular Touch Pro no Brasil após 2 anos de lançamento em outros países, Microsoft lança produtos no Brasil com defasagem e/ou preços superfaturados em relação a outros países.
  2. Se sua marca não é mundial, seu produto não deve ter restrições contra acesso a ele. Não tente impedir que usuários compre seus produtos, eles querem te pagar, na moeda que o fornecedor deseja! Impedir que um produto ou serviço seja acessível por consumidores que estão fora da sua região de atuação cria os mesmos 3 fatores contra si: A não exploração deste mercado (o que é um absurdo, uma vez que o consumidor está disposto a te pagar, na sua moeda, pelo seu serviço), o contrabando ou violação de acesso, e com muito mais intensidade a pirataria, pois um usuário que deseja um produto ou serviço que não está disponível em seu país e que o fornecedor implanta bloqueios que explicitamente impedem o consumidor de acessar este recurso, ele “concede a si” o direito de copiar ilegalmente este produto ou serviço, uma vez que não há outra forma de obtê-lo. Exemplos: Apple não vende conteúdo do iTunes no Brasil, Sony não aluga ou vende conteúdo de vídeo do Playstation Network no Brasil, Publishers de entretenimento digital não vendem alguns conteúdos através de distribuição digital, Microsoft impede aquisição de produtos no Brasil.

Não vou entrar na discussão referente ao DRM, mas quero dar um brief. O DRM é mais que um impecílio que impacta violentamente na pirataria no mundo. Eu não compraria músicas no iTunes mesmo se existisse no Brasil se eles fossem distribuidos com DRM, meu celular não lê músicas com DRM. Existem algumas vendedoras de música digital no Brasil, mas TODAS, além de possuírem um catálogo de músicas limitadíssimo, também só as distribuem com DRM. Que saída teria a não ser a pirataria?

Eu cheguei a falsificar um endereço dos EUA para poder comprar legalmente o Money, da Microsoft, e MESMO ASSIM  não poderei usá-lo após 2011 por causa do DRM! Nunca mais compro um produto da Microsoft, não quero um dia instalar um Office lançado a 5 anos atrás e ser surpreendido com um aviso dizendo que não posso ativá-lo porque o servidor de ativação foi desligado.

Mais um falando sobre o Twitter



Para quem não entendeu o sucesso do Twitter, ele não foi tão bem planejado como todos acreditam.

O Twitter nasceu em 2006, com o objetivo de ser um microblogger geenciado através de todas as formas, de qualquer lugar, inclusive a possibilidade de receber posts através de SMS, por isso a limitação de 140 caracteres.

No início, e por aproximadamente 1 ano, você podia publicar e principalmente receber os posts de quem vc estava seguindo via SMS, de qualquer país, com um limite de mensagens recebidas por mês, sem custos. Enviar seu post sobre “o que você está fazendo agora” também era possíve através do Google Talk e outros comunicadores.

Com a entrada da avalanche de usuários avançados em 2008 e a de grupos sociais “intrusas”, como os brasileiros no início de 2009, moldaram um novo formato para o microblogger, o de disseminar informação e interação, como literalmente um blog e alguns recursos de redes sociais integrado, com isso, seu serviço de gerenciamento através de SMS foi reestruturado e o serviço passou a suportar somente um pequeno grupo de países.

Atualmente o Twitter se tornou um canal de notícias, devido a sua integração massiva entre “microblogs” e seus usuários, deixando para trás muitos portais de notícias, tornando-os úteis somente para que forneçam a notícia na íntegra.

No meio de tanto barulho falando das “maravilhas” do Twitter, poucos perceberam o quanto ele é útil para blogueiros pessoais, onde antes era reservado para seus respectivos blogs a postagens de mensagens curtas, que não extavam exatamente relacionados a seu próprio blog.

Obrigado Twitter pelo networking microblogger “sem querer”!

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