Ode a ninguém

Não que eu queira consumir toda uma vida, ou escapar dela.
Não que eu queira tornar tudo mais simples…
Não que eu devesse enxergar, extravasar.
Não que eu queira viver.

Mas anseio por uma vida pacífica mais agitada que uma tormenta,
que tenha o silêncio de uma zona pós-catástrofe,
sem perder o tsunami que a devastou.

Eu busco o controle sem saber se o desejo,
busco a segurança querendo viver em risco…

Sou um homem como muitos homens, mas de uma única face, de infinitas vontades.


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