You can’t believe everything you read on the Internet



Da mesma forma com que eu costumo brincar com minhas equipes: “O objetivo é o máximo”.

Me ligaram por volta do meio dia informando que havia uma referência a minha pessoa em um site político. Eu estranhei, pois não entendo, não trabalho, não conheço, e NÃO VOTO nas eleições.

A situação era a seguinte: Um perfil do Blogger, com minhas informações e minha foto (que estavam disponíveis no Orkut, sem tirar nenhuma vírgula), surgiu do nada, e com ele um blog recém criado. Este blog era um endereço falho do blog http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com, “amigosdopresientelula”, que nem esses que você digita www.goggle.com.br e ele te leva para um site errado.

No melhor estilo – teoria conspiratória – pegaram o nome de uma das grandes empresas para qual trabalho e relacionaram com um outro evento político. Sorte da Valve não ser brasileira, seria engraçado ver uma empresa de jogos envolvido com política, porém, pegaram no pé de uma grande empresa de comunicação.

Para encerrar, atribuíram a ação deste clone como legítima, dizendo que “a turma serrista está querendo obstruir as pessoas de lerem nosso blog”. Eu não sei se a turma serrista sou eu, ou se é a empresa de comunicação, uma vez que nem eu nem ela possuímos qualquer vínculo político. Se eu estivesse falando da revista Veja – assumidamente “de direita” – seria diferente.

Repito então as palavras de Jerry Lambert, ator que interpreta o VP “de qualquer coisa” da Sony, Kevin Butler: “You can’t believe everything you read on the Internet”.

PS: Liguei para o service desk do Google, enviei um documento com foto conforme ordena o procedimento, e o perfil clonado, assim como seu blog de endereço errado, foram apagados. Infelizmente essa abordagem não vence os aproximadamente 20 perfis falsos de minha pessoa que ainda existem no Orkut.

É doutor ou não é doutor?

Afinal, quem não possui título de doutorado, mas possui título de graduação médica ou jurídica, deve ou não receber o tratamento de “doutor”?

A maioria dos advogados defendem o tratamento de doutor com unhas e dentes, primeiramente com base do artigo #9 da Lei do Império de 11 de agosto de 1829, e em segundo a defesa por “tradição e cultura”, onde explica-se que devemos adotar o tratamento de doutor a advogados sem título de doutorado porque a história sempre os tratou assim.

Já a Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, de 24 de fevereiro de 1891, artigo #72, § 2º, extingue todas as ordens honoríficas pré-existentes, o que cai por terra primeira justificativa dos advogados.

Já os médicos não possuem sequer uma defesa (mesmo que inválida, como os advogados) legal para o título. O título nasceu na Inglaterra, onde todo especialista da área de saúde era chamado de “medical doctor”, isso porque um dos cursos de formação mais antigos da história se chamava Philosophiæ Doctor. Vale lembrar que assinatura “M.D.” que acompanha o nome de apresentação dos médicos referem-se a medical degree, ou seja, “formado em Medicina”, essa sigla não tem relação com “medical doctor”.

Assim como no caso dos advogados, há quem defenda que o tratamento de doutor faz parte dos costumes e tratamentos por educação presentes em nossa língua, dado as pessoas em função de respeito, cargo e hierarquia, ainda que não caiba o título de doutor, tanto para médicos quanto para advogados.

Legalmente e formalmente, doutor é título proveniente da formação acadêmica de pós-graduação stricto sensu de doutorado (assim como existe também a pós-graduação stricto sensu com formação “mestrado”, conferindo ao formado o título de “mestre”), nenhuma outra qualificação concede este título ao portador. Resumindo, médico e advogado sem título de doutorado não é doutor.