Entre mudanças que acontecem neste universo, na velocidade de um raio, guardamos em memória eventos tão pequenos que não conseguem expressar, por conta própria, sua significância.
A vida e os elos e que a compõe funcionam dessa forma. Não importa realmente o quão longo ela seja, sempre será curta, mais curta do que gostaríamos, menos intensa do que almejamos, talvez próximo, mas nunca satisfeitos.
As flores nascem e depois murcham… as estrelas brilham, mas algum dia se extinguem… comparado com isso, a vida do homem não é nada mais do que um simples piscar de olhos, um breve momento. Nesse pouco tempo, as pessoas nascem, riem, choram, lutam, são feridas, sentem alegria, tristeza, odeiam alguém, amam alguém. Tudo isso em um só momento… (Virgo no Shaka)
Infelizmente, chamamos de “vida” a existência justamente pelo fato desta ser finita. Deixamos de respirar para dar lugar aos outros, em muitos casos, deixamos nada em nosso lugar. Esse ciclo também é finito, talvez o futuro seja somente pó de estrelas, para formar vida em outro lugar. Ainda assim, nós vivemos, e vivemos com a regra irrefutável que veremos surgir novas vidas, assim como outras que deixarão de viver.
Shorel’aran.