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Arquivo da Categoria ‘Empresas’

A cidade do mundo dos jogos

1 de março de 2010 Sem comentários

Originalmente postado aqui.

Quando pensamos em localização geográfica para desenvolvimento de filmes, a primeira coisa que nos vem a cabeça é Hollywood, onde estão os grandes estúdios e sets de filmagens, na Califórnia, EUA. Quando pensamos em desenvolvimento de tecnologia e empresas como Apple, NVidia, AMD e HP, logo pensamos no Vale do Silício, também localizado na Califórnia, EUA. Mas… Onde estão concentrados os maiores estúdios de jogos do mundo?

As maiores empresas desenvolvedoras e distribuidoras de jogos do mundo estão na região de grande Seattle, Washington, EUA. Não se sabe exatamente por qual motivo, mas empresas como Valve, Nintendo, NCSoft, Popcap, Monolith, Real Arcade e outras menores como Bungie, Gastronaut Studios, Surreal, Zipper, Zombie Studios, Snowblind Studios e até a badass Microsoft estão sediadas em Seattle sem uma razão aparente. A Microsoft inclusive nasceu no Vale do Silício, e se mudou para a cidade de Redmonth (uma das cidades da grande Seattle) algum tempo depois.

Sem levar em consideração os grandes estúdios que estão sediados fora dos EUA, como a Sony no Japão, a Ubisoft na França e a Codemasters na Inglaterra, ninguém conseguiu ainda responder o que levam os grandes estúdios de jogos para Seattle. Um dia eu irei descobrir.

Somente por curiosidade: BlizzardEletronic Arts, AtariTHQ estão na Califórnia. Quando as grandes não estão em Seatle, onde mais poderiam estar?

Categories: Empresas, Hobbies

Conteúdo digital: Mercado com abusos e sem padrões

19 de fevereiro de 2010 1 comentário

Um executivo me mandou um e-mail nesta tarde, com uma única frase: “Por que o mercado de conteúdo digital não vai pra frente?”

Como um bom reclamão, resolvi responder aqui:

O mercado de conteúdo digital vai para frente, vai muito além do que imaginamos, o problema é que ele é totalmente decentralizado, fora de qualquer padrão e extremamente abusivo.

Podemos definir a área em 4 grandes nichos:

  • Mercado musical – onde englobam os trabalhos de produção sonora distribuidas digitalmente, e que as gravadoras odeiam tanto;
  • Mercado cinematográfico – onde englobam os trabalhos audiovisuais, filmes, seriados e afins;
  • Mercado de entretenimento digital – que envolvem os jogos eletrônicos, jogos de azar e jogos familiares/casuais; e
  • Mercado de serviços eletrônicos – que tratam de acesso a aplicações web, serviços em cloud computing, modalidades “software as a service”, etc.

Tirando o mercado de serviços eletrônicos, onde são dedicados ao casal computador + internet da forma que conhecemos e voltados para uma plataforma ou serviço em específico, todas as outras estão em crise. Uma crise de identidade, crise existencial. São sobre estes três primeiros mercados sobre qual me aprofundarei.

O mercado musical é desorganizado, traumatizado, desesperado para se tornar rentável a todo custo, e com isso são gerados contratos e mais contratos entre empresas de distribuição e cada uma das gravadoras que querem fazer parte desse negócio, englobando forma e formato de distribuição, métodos de proteção contra cópia indevida e outras características.

O que acontece de fato é que as gravadoras perderam, a muito tempo, a rentabilidade garantida da venda de mídias físicas, e querem retomar de alguma forma, mesmo sabendo que a muito tempo seu trabalho era conhecido como sangue-suga de ambas as partes, dos artistas e dos consumidores.

Ao meu ver, o artista ganha muito mais em seus shows, participações em eventos e venda de trilhas para outras produções audiovisuais do que vendendo cdzinho nas lojas. Isso era fato a algum tempo, agora é óbvio. As gravadoras se desesperam ainda mais quando o artista apóia o compartilhamento de suas obras pela internet.

O caso mais claro de sucesso para contornar esse problema, como serviço, é o iTunes. Ele tem um grande catálogo de grandes produtoras e artistas independentes, vendas em alta e índice quase nulo de falhas, exceto pelo fato de ser restrito para algumas partes do planeta. Brasileiros, por exemplo, não podem acessar o catálogo de músicas do iTunes, o que faz o negócio perder seu sentido, é o que chamamos de “desglobalização da internet”. Como algo disponível em uma rede mundial é restrito para algumas regiões? Fica a pergunta no ar.

Para exemplificar um caso nacional, temos o Sonora, do provedor Terra. Ele vende músicas, como o iTunes, e as reproduz online, como o LastFM. A diferença neste caso é que o catálogo do Sonora é extremamente limitado, procurei por minhas 2 bandas preferidas, que são finlandesas, e não as encontrei no Sonora. Outro problema é que todas as músicas possuem DRM, ou seja, são protegidas digitalmente. Elas necessitam de aplicações e licenças exclusivas para serem reproduzidas, isso quer dizer que eu não posso simplesmente colocar em qualquer aparelho de MP3 antigo que fatalmente não funcionará. É totalmente previsível, e compreensível, que a grande maioria dos consumidores em potencial deste conteúdo sinta-se no direito de copiar o material sem qualquer pudor.

O mercado cinematográfico sofre praticamente do mesmo mal, sob a condição de ser ainda mais restritivo. o iTunes, além de só distribuir filmes em alguns países, também os protege com DRM. A Sony faz o mesmo através do Playstation Network, e não encontrei sequer 1 empresa que oferecesse para o Brasil um catálogo no mínimo tolerável de filmes para venda ou locação.

Assim como no mercado musical, as produtoras estão desesperadas, ainda que elas consigam grande parte de sua rentabilidade em um ambiente livre de cópias, que é o conforto de uma sala de cinema, porém, ainda são vilãs, aliás, todos são. Do valor total pago em uma entrada para cinema, 97% deste, NO MÍNIMO, vai para o estabelecimento. Sem considerar o preço exorbitante e superfaturado dos comestíveis do local. Do que resta, a maior parte vai para a produtora, quem fecha a edição e faz o marketing. O “pouco” que sobra (embora tenham faturamentos milionários, é muito pouco comparado ao lucro da produtora) vai para a mão dos estúdios, que colocam a mão na massa e pagam o seu casting.

Filmes na forma de conteúdo digital, ao meu ver, não anda pra frente, e não andará. Não há lançamentos sincronizados entre diferentes países, não há serviços ditribuindo o material, não há padrão de formato, há proteção (inútil) d+, e assim o mercado não anda, esse não anda mesmo.

O mercado de entretenimento digital, apesar de ser o mais bem sucedido, é o que mais agride seus consumidores. Tirando casos de sucesso como aplicativos de redes sociais, alguns jogos de azar como o PokerStars e PKR, e serviços por assinatura como os jogos conhecidos por MMO (Massive Multiplayer Online game), os serviços de distribuição de entretenimento é uma zona.

Primeiramente, as grandes produtoras sobrem de um mal que apelidei carinhosamente de “síndrome de EA”, devido a frequência com que a produtora Eletronic Arts lança títulos novos, praticamente inalterados, em um curto prazo de tempo. Títulos da EA Sports como a série FIFA, e a série Need for Speed da produtora-chefe, chegam a ser lançados em intervalos menores que 1 ano. Sem falar nas dezenas de expansões lançadas para a série The Sims em um mesmo ano. Entram nesta dança produtoras como Ubisoft e Konami. A solução não agride ninguém, bastaria converter o título para uma modalidade de serviço, ou simplesmente lançar expansões (pagas, claro) que inovam o jogo. Jogadores menos dedicados a um título em específico (que, inclusive, trata-se da maioria), ficarão muito mais propensos a adquirir a expansão, que simplesmente adquirir um novo título sobre um jogo praticamente idêntico lançado no ano anterior.

Em segundo ponto, entram em conflito as disputas por plataformas. Diversas produtoras lançam o mesmo título para vários consoles, celulares e PC, porém, o lançamento para PC, em diversos casos, chegam com muito atraso, as vezes com mais de 1 ano de atraso. Também são raros os casos com o conteúdos extras oferecidos online de alguns títulos são disponibilizados para PC, em sua maioria, não são. É o caso de títulos como Resident Evil 5 (Capcom), Burnout Paradise (Eletronic Arts), FIFA 10 (EA Sports), entre MUITOS outros. e ainda reclamam que as vendas de títulos para PC são fracas…. mas é claro! A grande maioria dos consumidores destes títulos possuem mais de uma plataforma de entretenimento, alguns possuem console e PC, outros possuem diversos consoles, sabendo que a produtora costuma “dar uma mancada” desse porte, é óbvio que ele vai fugir dela ou adquirir uma versão para console, quando realmente for viável!

Outro ponto que dificulta bastante a progressão do mercado em entretenimento digital é o formato de distribuição. Algumas produtoras utilizam plataformas de distribuição com DRM integrado, como o Steam e o Direct2Drive, porém, insistem em utilizar uma segunda camada de proteção contra cópias indevidas, o que irrita terrivelmente os consumidores. Existem também casos onde as produtoras distribuem títulos somente para uma distribuidora digital, ou por um serviço de distribuição próprio, o que afasta qualquer consumidor que não estiver familiarizado com aquele serviço. E por último, assim como é o caso do mercado musical, existem muitos conteúdos que já desapareceram do comércio formal, e que continuam inexistentes nas plataformas de distribuição digital, como é o caso de títulos como Worms, Populous, Carmageddon, F.E.A.R. (que inclusive publicou sua continuação online, o que deixou a história sem sentido) e Diablo (idem).

Não me surpreende as notícias referente a pirataria de titulos de entretenimento, cópias de músicas e filmes em massa. A indústria impõe restrições que a flagelam, restringe (ou desglobaliza) sua distribuição, aplica proteções que não funcionam, e em todas as tentativas de contornar tal situação prejudicou unicamente o pobre consumidor, onde são poucos os que insistem em ser honestos, e muitos outros que já desistiram de ser.

Categories: Empresas, Pessoal, Tecnologia

@ICQ #fail

18 de fevereiro de 2010 14 comentários

Nada mais irritante que uma empresa inacessível.

Meu único endereço de e-mail está atualmente vinculado ao perfil de minha 1º conta do ICQ (antigamente chamado de UIN). Porém, não tenho nem idéia da senha desta conta, abandonada em 1999.

Não faço questão desta conta, tentei criar outra, mas não consigo associar meu e-mail a ela, devido ao problema anterior.

Ao buscar ajuda com o ICQ, os problemas:

  • Não existe e-mail, CRM ou qualquer outra forma de contato com a empresa;
  • O “suporte técnico” é feito entre usuários, atravé sde um fórum onde todos perguntam e ninguém responde (1) (2);
  • O ICQ responde através do seu Twitter @ICQ, porém, nenhuma ajuda útil.

Por estas e outras, só criei este post para dizer: Hey, ICQ, vai tomar no c*.

Categories: Empresas, Pessoal

Empresas nas redes sociais, eles estão esquecendo algo…

6 de dezembro de 2009 1 comentário

Todo mundo está falando sobre empresas nas redes sociais, estão bombando perfis corporativos no Twitter, Facebook, Orkut e afins. Já foi discutido bastante sobre privacidade nas redes sociais, cuidados com relacionamento online, segurança pessoal. O que estão esquecendo é que estes interesses são conflitantes.

Diferente de um perfil pessoal, o objetivo de uma presença corporativa nas redes sociais é justamente interagir com a mídia, com clientes, outras empresas e interessados através deste espaço, o problema, além do controle redobrado quanto a insatisfação de serviços se tornar pública, é a manipulação desta massa de usuários por terceiros.

Manter um diálogo aberto com comunidades e redes sociais, você, como empresa, abre precedentes para riscos antes não pensados, como ataques de phishing direcionados a esta comunidade de usuários, captura de informações sensíveis destas pessoas para uso contra ela ou a empresa, e não menos importante, o cultivo de clientes da concorrência.

Se você possui um negócio equiparado com um concorrente, e ambos possuem presenças idênticas nas redes sociais, o que impede a concorrente de “farmar” seus clientes para a concorrência?

Pense nisso.

Categories: Empresas, Segurança

Meio Steam, meio OnLive, tenta surgir a eGamers Digital

6 de dezembro de 2009 2 comentários

eGamersA eGamers resolveu anunciar, para o Brasil, que irá lançar a 1° plataforma mista de jogos sob demanda, tanto por download, quanto por streaming. Seria uma mistura “metade Steam, metade OnLive“.

Infelizmente ela não é a primeira empresa a se arriscar no Brasil, outras empresas, inclusive com cobertura mundial, faliram ao lentar tal façanha. Não basta ter somente uma boa campanha, é preciso convencer a praticamente todas as publishers de que seu sistema é confiável, e que eles terão retorno ao vender seus jogos através deste canal…

…porém, o que é mais desfavorável ainda para a eGamers é que eles estão sitiados no Brasil. O Brasil é composto de um povo estúpido que culturamente gosta de tirar vantagens sobre os outros e violam a lei descaradamente “somente pq não há nada impedindo-os” disto. A pirataria é um problema crônico, perdendo somente para países como Rússia e China. Sem levar em consideração que parte desse povo chega a invocar nomes de deuses cultuados por crenças evangélicas ao tomar posse de dinheiro público… nem os políticos do Brasil presta… prativamente nada presta.

Tenho vergonha dos brasileiros e suas crenças.

Além de escolher um sítio infértil para cultivar, a eGamers nasceu sem pé nem cabeça. O carro-chefe da empresa é um fórum de jogos pouco visitado, não há contato com imprensa, relações públicas, site institucional, nada. Até no site-teaser da eGamers, o “eGamers Digital Platform”, não há absolutamente nenhuma informação útil a não ser um videozinho besta feito em Adobe After Effects “contando” como funciona uma distribuição sob demanda.

…e eles estão prometendo distribuir isso em menos de 1 mês? Sim, o lançamento está previsto ainda para 2009.

Absolutamente nada contra, só não estou confiante… eu faria diferente. Boa sorte, eGamers!

Categories: Empresas, Pessoal

#MicrosoftFail

26 de setembro de 2009 3 comentários

Microsoft FailMe simpatizei com essas hashtags “a la Twitter”, simpáticas, não?

Elas podem descrever tudo o que quer dizer em poucas letras, ou não, #mesmoquevcescrevaumafraseimensasemdarumunicoespaco.

A Microsoft é uma das empresas mais afetadas pela pirataria no mundo… (se não me engano, ela está competindo com a Adobe) e convenhamos, é a que menos pode reclamar disso, ao menos no Brasil. Eu sou veemente CONTRA a pirataria, mas o fornecedor precisa colaborar, o que não é o caso da Microsoft.

Vamos começar pelo preço: Enquanto um sistema operacional da Microsoft custa, “lá fora”, 169 dólares, no Brasil o preço dele gira em torno de 700 reais. PORRA! 700 REAIS! Mesmo se considerássemos a compra do software, o IOF, taxas de alfândega, manuseio, recriação de manuais, impostos de importação da receita federal e lucro da matriz, este valor não ultrapassaria 350 reais! Notem que estamos falando sobre a METADE do cobrado no cenário atual. O pacote Office é um show a parte, tem versões custando 1500 reais! Só rindo.

A disponibilidade é outro fator grave: Eu compro TUDO pela internet. Jogos, serviços de hospedagem, serviços de e-mail, domínios, etc, eu quero colocar meu cartão de crédito em um formulário, apertar enter e receber o produto via download, ou o serviço online, na hora, em um sábado a noite, isso se chama conveniência! Quem conhece minha conta no Steam sabe que ela tem registrado cerca de 350 jogos legalmente adquiridos, graças a tal conveniência, sem contar outros serviços. Alguém aí acha que eu pago hospedagem nacional? Ainda mais através de boleto bancário? Convenhamos.

A Microsoft anunciou que NÃO vai vender o pacote “família” do novo sistema operacional no Brasil (nem online, nem no varejo), também anunciou que NÃO vai oferecer a opção Anytime Upgrade para os brasileiros (vc não pode fazer upgrade do seu sistema online), e para piorar não vai vender NENHUM produto online no Brasil. Quem aí acha que eu vou ficar visitando site de ecommerce e esperar dias (ou semanas) até um dvdzinho ser entregue? Eu tive que usar um endereço dos EUA falso para comprar o Microsoft Money deles! Isso é que é bizarro, eu querendo PAGAR, e ninguém querendo vender!

DRM: Não basta você burlar o sistema para DAR dinheiro a eles, a Microsoft pode fazer questão de roubar você, cuidado. Eu comprei o Microsoft Money, conforme disse acima, em abril de 2009. Em junho de 2009 recebi um aviso de que o produto não será mais comercializado, até então tudo bem, eu paguei pelo meu produto e estou usando… mas no aviso também dizia que, se eu não ativar meu produto até janeiro de 2011, ele não poderá ser mais ativado! PORRA! Quer dizer que eu não posso formatar nem trocar de computador após 2011?? Que porra é essa??? Você paga por um produto achando que o está comprando, e na verdade está alugando? Crack nele! Estudei seu protocolo de ativação, exportei as chaves alteradas e pronto, meu produto é ativado por mim, e não pelo servidor DRM da Microsoft. Se fuder…

…E cuidado:

TODO produto recente da Microsoft, como o Windows Vista, Windows 7, Windows Server 2008, Office 2007, Office 2010, entre outros, vem com DRM embutido, no caso, só funcionam após fazer uma ativação online ou por telefone, e terão mais cedo ou mais tarde o mesmo fim que a Microsoft deu para meu Money. Ou seja, após um tempo de compra ela pode simplesmente não permitir que você instale o programa que você comprou. Não é lindo?

Me respondam: Sobre um produto que custa 100% a mais do que o necessário, que não tem a mínima conveniência de acesso, e que pode ser tirado das mãos do comprador a qualquer momento… QUEM É A ANTA QUE VAI PAGAR POR ISSO???

Não preciso entrar em detalhes do tipo “o console de videogame da Microsoft não tem wifi, usa pilhas, e vc precisa PAGAR para jogar online, mesmo pagando pelo console e pelos jogos, sem levar em consideração que você ainda assim precisa criar uma conta com endereço falso dos EUA para poder dar dinheiro a eles…”  (sic)

Conforme eu disse, sou veemente contra a pirataria… mas Microsoft, vai se fuder.

Update: A Info Online acabou de reportar que o upgrade para o Windows 7 custará 87% mais caro no Brasil que nos Estados Unidos, e custará 450% mais caro para o usuário que quiser atualizar 3 computadores domésticos no Brasil, em relação também aos Estados Unidos. Eu tenho 2 notebooks e 1 desktop, e para passar eles para o Windows 7, nos Estados Unidos, eu gastaria 267 reais. No Brasil, eu gastaria 1197 reais para fazer esta mudança!!! Gastaria, pq novamente: QUEM É O IDIOTA QUE VAI PAGAR ISSO? A Microsoft não tem o direito de falar sobre pirataria no Brasil.

Categories: Empresas, Pessoal

Desglobalização e globalização assíncrona

17 de setembro de 2009 Sem comentários

Muitas empresas ainda não entenderam: Por mais impecílios que existam, a globalização demanda alguns pontos que devem ser observados quando pensamos em distribuição de produtos e serviços. O que listo abaixo são 2 cenários que tratam os impacto negativo nas empresas que “promovem” a “desglobalização”:

  1. Se sua marca é mundial, seu produto ou serviço deve ser lançado mundialmente. Não adianta selecionar áreas de atuação, se você não entregar ou adiar o lançamento de um produto ou serviço em determinada região, você terá contra si 3 fatores: A não exploração deste mercado, o contrabando ou violação de acesso e a pirataria. Se ainda assim, teimar em fazer lançamentos tardios nestas regiões, ainda terá uma atuação frustrada, pois seu produto se tornou obsoleto. Exemplos: HTC lança o celular Touch Pro no Brasil após 2 anos de lançamento em outros países, Microsoft lança produtos no Brasil com defasagem e/ou preços superfaturados em relação a outros países.
  2. Se sua marca não é mundial, seu produto não deve ter restrições contra acesso a ele. Não tente impedir que usuários compre seus produtos, eles querem te pagar, na moeda que o fornecedor deseja! Impedir que um produto ou serviço seja acessível por consumidores que estão fora da sua região de atuação cria os mesmos 3 fatores contra si: A não exploração deste mercado (o que é um absurdo, uma vez que o consumidor está disposto a te pagar, na sua moeda, pelo seu serviço), o contrabando ou violação de acesso, e com muito mais intensidade a pirataria, pois um usuário que deseja um produto ou serviço que não está disponível em seu país e que o fornecedor implanta bloqueios que explicitamente impedem o consumidor de acessar este recurso, ele “concede a si” o direito de copiar ilegalmente este produto ou serviço, uma vez que não há outra forma de obtê-lo. Exemplos: Apple não vende conteúdo do iTunes no Brasil, Sony não aluga ou vende conteúdo de vídeo do Playstation Network no Brasil, Publishers de entretenimento digital não vendem alguns conteúdos através de distribuição digital, Microsoft impede aquisição de produtos no Brasil.

Não vou entrar na discussão referente ao DRM, mas quero dar um brief. O DRM é mais que um impecílio que impacta violentamente na pirataria no mundo. Eu não compraria músicas no iTunes mesmo se existisse no Brasil se eles fossem distribuidos com DRM, meu celular não lê músicas com DRM. Existem algumas vendedoras de música digital no Brasil, mas TODAS, além de possuírem um catálogo de músicas limitadíssimo, também só as distribuem com DRM. Que saída teria a não ser a pirataria?

Eu cheguei a falsificar um endereço dos EUA para poder comprar legalmente o Money, da Microsoft, e MESMO ASSIM  não poderei usá-lo após 2011 por causa do DRM! Nunca mais compro um produto da Microsoft, não quero um dia instalar um Office lançado a 5 anos atrás e ser surpreendido com um aviso dizendo que não posso ativá-lo porque o servidor de ativação foi desligado.

Categories: Empresas, Finanças
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