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Arquivo da Categoria ‘Finanças’

Desglobalização e globalização assíncrona

17 de setembro de 2009 Sem comentários

Muitas empresas ainda não entenderam: Por mais impecílios que existam, a globalização demanda alguns pontos que devem ser observados quando pensamos em distribuição de produtos e serviços. O que listo abaixo são 2 cenários que tratam os impacto negativo nas empresas que “promovem” a “desglobalização”:

  1. Se sua marca é mundial, seu produto ou serviço deve ser lançado mundialmente. Não adianta selecionar áreas de atuação, se você não entregar ou adiar o lançamento de um produto ou serviço em determinada região, você terá contra si 3 fatores: A não exploração deste mercado, o contrabando ou violação de acesso e a pirataria. Se ainda assim, teimar em fazer lançamentos tardios nestas regiões, ainda terá uma atuação frustrada, pois seu produto se tornou obsoleto. Exemplos: HTC lança o celular Touch Pro no Brasil após 2 anos de lançamento em outros países, Microsoft lança produtos no Brasil com defasagem e/ou preços superfaturados em relação a outros países.
  2. Se sua marca não é mundial, seu produto não deve ter restrições contra acesso a ele. Não tente impedir que usuários compre seus produtos, eles querem te pagar, na moeda que o fornecedor deseja! Impedir que um produto ou serviço seja acessível por consumidores que estão fora da sua região de atuação cria os mesmos 3 fatores contra si: A não exploração deste mercado (o que é um absurdo, uma vez que o consumidor está disposto a te pagar, na sua moeda, pelo seu serviço), o contrabando ou violação de acesso, e com muito mais intensidade a pirataria, pois um usuário que deseja um produto ou serviço que não está disponível em seu país e que o fornecedor implanta bloqueios que explicitamente impedem o consumidor de acessar este recurso, ele “concede a si” o direito de copiar ilegalmente este produto ou serviço, uma vez que não há outra forma de obtê-lo. Exemplos: Apple não vende conteúdo do iTunes no Brasil, Sony não aluga ou vende conteúdo de vídeo do Playstation Network no Brasil, Publishers de entretenimento digital não vendem alguns conteúdos através de distribuição digital, Microsoft impede aquisição de produtos no Brasil.

Não vou entrar na discussão referente ao DRM, mas quero dar um brief. O DRM é mais que um impecílio que impacta violentamente na pirataria no mundo. Eu não compraria músicas no iTunes mesmo se existisse no Brasil se eles fossem distribuidos com DRM, meu celular não lê músicas com DRM. Existem algumas vendedoras de música digital no Brasil, mas TODAS, além de possuírem um catálogo de músicas limitadíssimo, também só as distribuem com DRM. Que saída teria a não ser a pirataria?

Eu cheguei a falsificar um endereço dos EUA para poder comprar legalmente o Money, da Microsoft, e MESMO ASSIM  não poderei usá-lo após 2011 por causa do DRM! Nunca mais compro um produto da Microsoft, não quero um dia instalar um Office lançado a 5 anos atrás e ser surpreendido com um aviso dizendo que não posso ativá-lo porque o servidor de ativação foi desligado.

A difícil arte de ser cliente

9 de abril de 2009 5 comentários

Se é que alguém acompanha meu blog, de vez em quando, e cada vez mais frequente, reclamo de empresas que não prestam serviços direito. Parando para pensar um pouco, por mais lógico que pareça, o difícil não é vender, mas sim comprar. É difícil ser cliente.

Quando você investe parte de suas finanças em um produto (ou serviço, propriedade, etc), o mínimo a se esperar é:

  • um produto ou serviço ou propriedade de qualidade, pois quem o fabricou ou desempenhou o serviço está ganhando algo com isso;
  • um atendimento de qualidade, pois que está vendendo o bem também está ganhando algo por isso;
  • e por último, em caso de problemas, espera a colaboração de ambos, quem desenvolveu e quem o vendeu para você, que lhe ajude a solucionar qualquer dificuldade da melhor forma possível, pois ambos foram pagos por isso.

Embora mais comum no Brasil, ninguém no mundo está a salvo de ficar entre um tiroteio, onde produtores e vendedores trocam farpas ou se omitem na hora de resolver seu problema, pior ainda é quando não existe concorrência de qualidade superior para seu refúgio.

Um exemplo: Minha operadora de telefonia, TIM, me oferece rede de dados UMTS (3G) e voz, mas a rede UMTS é instável, não obstante, eles adicionaram um serviço em minha conta que não solicitei, e a 3 meses ainda não reembolsaram todo o valor que haviam cobrado de mim. Das outras operadoras de telefonia em operação na minha cidade, sendo elas Oi, Vivo, Claro e Aeiou, somente a Claro possui uma rede de dados eficiente, e provavelmente com os mesmos defeitos que encontro com minha operadora celular atual, porém, ela comete erros ainda mais graves em relação a cobranças indevidas sem reembolsos.

Outro exemplo: Os 2 únicos serviços de internet banda larga para clientes residenciais, de aparente qualidade em São Paulo é o Speedy e o Vírtua. Os clientes do Speedy querem usar o Vírtua, pois quando o serviço Speedy fica fora do ar, a empresa controladora, Telefônica, não admite sua falha. Os clientes do Vírtua querem usar o Speedy, pois além de a conexão ser extremamente sensível a interferências oscilação de sinal e péssimo atendimento (ou embromation) dos atendentes, é estipulado em contrato um limite de utilização, apelidado de “franquia”, onde, se você utilizar sua conexão por 24 horas em sua capacidade máxima, a velocidade de sua conexão é reduzida para até 2000% abaixo do contratado.

…e assim, clientes não tem para onde correr.

Até o dia 20 eu receberei minha fatura tanto da TIM quanto da NET, empresa fornecedora do Vírtua, e se em ambos não constar minhas últimas slicitações frente aos problemas apresentados, pularei a parte “normal” (ombudsman), “legal” (assessoria de imprensa, procon e anatel) e passarei para a parte “merda no ventilador”, que é usar de alguns assessores de imprensa para colocar notícia na imprensa, exaustivamente, ao menos na última vez que tive um problema não resolvido, funcionou.

Além dos 2 casos acima nada isolados, é comum você tentar adquirir um produto ou serviço, e o atendimento da empresa interessada em vender não prestar o devido atendimento, ou no caso, não prestar qualquer atendimento. É o caso da GameMaxx, e em alguns casos referente a plataforma Steam, desenvolvida pela VALVe. É difícil ser cliente em um mundo onde você precisa brigar para fazer negócio, é uam arte.

Continuo notificando minha instatisfação pessoal periodicamente, agora com o Cobox, empresa do grupo O Estado de Minas, e com a Transit, operadora de telefonia de longa distância, e meus parabéns as empresas CTBC e Algar Tecnologia, ambas do Grupo Algar, além da Funcom e SoftCom, todas por feedback imediato.

Para evitar propaganda desmerecida, estou linkando somente as empresas citadas neste post, tais quais estou satisfeito até o momento.

Contos por dinheiro

5 de fevereiro de 2009 Sem comentários

Talvez eu seja a pior pessoa para falar sobre dinheiro, mas não encontrei que pudesse fazê-lo.

Eu migrei meu controle financeiro do meu velho GnuCash para o novo Microsoft Money Plus, primeiramente pois ele é mais bonito. É claro que ao ouvir isso os “linuxiitas” já preparam suas pedras protestando que interfaces limpas e comandos lhe permitem um sistema mais dinâmico, seguro, bláblálá… espera. Estamos falando de um gerenciador financeiro, eu realmente preciso ver um gráfico de como será a evolução (ou retrocesso) dos meus saldos, despesas e investimentos. Por um “investimento” de 39 dólares, espero ter o retorno desejado que é o completo controle da minha saúde financeira… ok, embora a palavra engane, isso não quer dizer que minha “saúde financeira” esteja ou seja saudável. (rs)

Explorando o software a fundo, me lembrei de como as coisas funcionam nos Estados Unidos… lá não é preciso emitir notas fiscais autorizadas, você emite uma fatura (invoice), e não é preciso que lhe arranquem ISS, IRPF, IRPJ, CSLL, PIS, COFINS e outros impostos na marra da sua folha de pagamento ou nota emitida, basta fazer o pagamento de porcentagem do montante recebido deduzindo gastos como educação, doações, cuidados médicos, etc. Nada de malha fina e uma intimação na sua porta. Se você fizer algo errado, o assistente social irá até a sua casa bater um papo sobre o que está errado e como regularizar, não temos que enfrentar filas na receita federal.

Ainda explorando o software, lembrei de como funciona a a previdência pública nos Estados Unidos, que de pública não tem nada. Você recebe uma conta (e não seu empregador) onde uma porcentagem de seus ganhos devem ser encaminhados (por você ou pelo seu contador) para rendimento e segurança contra impulsos consumistas. Quando se aposentar, você terá acesso ao seu dinheiro, e não a algo que pode não existir quando se aposentar, ou sabe-se lá de onde saiu, como acontece atualmente com nossa alienada previdência pública. Com o sistema de segurança social brasileiro em crise, quem me garantirá que irei receber 1 centavo do governo ao me aposentar, a muitas décadas a frente?

…ainda explorando o software, lembrei que a última versão do programa desenvolvido para o sistema financeiro do Brasil foi o “Money 99″. Praticamente metade dos recursos deste software superpromissor são inúteis para mim, como o cálculo da previdência pública e o cálculo de impostos a pagar, uma vez que o software é destinado ao público EUA/Canadense. Infelizmente.

Para deixar uma mensagem ao ar, troco contos por dinheiro. (interpretação livre =)

Sustentabilidade comercial: Monitorando marcas na web

26 de maio de 2008 Sem comentários

“Propaganda é a alma do negócio”, é o que dizem, desde que seja bem planejada. De nada vale concorrer anúncios em links patrocinados com outros 500 concorrentes tentando somente definir seu público por classe social, idade, país e palavras chaves de busca. Para sua marca ser vista na internet é preciso que de alguma forma ela traga a tona lembranças de seu público, da satisfação de seu produto ou serviço, da recomendação de um amigo, de uma conversa informal no elevador, de uma propaganda no jornal diário que o leitor não parou para ler, mas se ele rever sua marca, será lembrado, e dará mais atenção a ela.

É tampouco eficaz uma campanha exaustiva em mídias circulares, cartazes e jornais, se não há o resgate inconsciente destas informações em meios de comunicação mais próximos do público, como mensageiros instantâneos, mensagens de texto em dispositivos móveis e claro, a internet. Monitorar marca na web é a lição de casa #1.

A não ser que um produto seja de vital necessidade ao leitor, é quase nula a probabilidade deste ir até a internet e acessar o site institucional do anunciante ou fazer uma busca interessado no produto ou serviço em específico, e quando isso não ocorre, a probabilidade deste consumidor cair nas mãos de seu concorrente são altas. É neste ponto onde entra o trabalho de lembrar seu público de sua marca, facilitar o acesso destes a informação desejada sobre e acompanhar o desempenho de sua marca na internet, fundamental.

Existem empresas como a Máquina Web especializadas em prestar consultoria em gestão da presença e planejamento web, fundamentais não somente para apresentar sua marca no espaço digital, mas também para lembrar e facilitar sua apresentação a quem já tem lembranças de sua propaganda mas não se dispôs a buscar mais informações sobre, apresentação comercial conhecida como impacto mediano*.

*Impacto publicitário mediano é o fenômeno causado por uma campanha onde seu público pode se recordar de aspectos da marca como somente nome, marca, formas ou logotipo, mas não consegue descrever seu produto. Acontece normalmente em ambiente que se interage com leitura dinâmica (cartazes na rua, revistas, jornais) ou momento de distração (teasers, comerciais de TV).