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	<title>Blog do Ivan &#187; Política</title>
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	<description>Tecnologia, segurança da informação, cybercultura e comportamento</description>
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		<title>UOL entrevista Moacyr Alves, do Jogo Justo</title>
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		<pubDate>Thu, 12 May 2011 13:25:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Carlos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[UOL Jogos entrevista Moacyr Alves, idealizador do Jogo Justo, campanha cujo objetivo é convencer o governo brasileiro a baixar os impostos que incidem sobre os games, e pergunta sobre a origem da campanha, conquistas e pretensões políticas.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>UOL Jogos entrevista Moacyr Alves, idealizador do Jogo Justo, campanha cujo objetivo é convencer o governo brasileiro a baixar os impostos que incidem sobre os games, e pergunta sobre a origem da campanha, conquistas e pretensões políticas.</p>
<p><iframe src="http://player.vimeo.com/video/31429026?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
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		<title>Divagações sobre pirataria, impostos e censura na cultura brasileira</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Apr 2011 12:48:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Carlos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Brasil precisa de uma reforma cultural. Por mais que a expressão acima possa parecer absurda, ainda assim retrata a realidade. A cultura do brasileiro de tirar vantagem sobre qualquer coisa, resolver os problemas caso-a-caso e sua incapacidade de abordar uma solução que envolva problemas sistemáticos como um todo o faz com que seja sempre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil precisa de uma reforma cultural.</p>
<p>Por mais que a expressão acima possa parecer absurda, ainda assim retrata a realidade. A cultura do brasileiro de tirar vantagem sobre qualquer coisa, resolver os problemas caso-a-caso e sua incapacidade de abordar uma solução que envolva problemas sistemáticos como um todo o faz com que seja sempre um país emergente. Aquele que cresce, mas sob inércia. Possui uma economia forte, mas que não inova. Sempre devido a incompetência de gerir seus próprios recursos, a incapacidade de planejar melhorias que impactam positivamente a grupos distintos. O brasileiro nasce com a cultura de que somos todos concorrentes, no pior formato de mercado &#8220;ganha-perde&#8221;, onde é incapaz de realizar uma oferta sem almejar que a outra parte perca um pouco mais além do necessário.</p>
<p><strong>Pirataria</strong></p>
<p>Já declarei <a href="http://blog.icarlos.net/2009/06/25/sindrome-de-honestidade-jeitinho-brasileiro-pirataria-e-afins/" target="_blank">aqui</a> meu descontentamento com o jeitinho brasileiro de tirar vantagem sobre tudo, e por mais que trabalhamos para tentar reverter a situação, sempre aparecem novos analfabetos funcionais inventando novas desculpas estapafúrdias e argumentos estúpidos para justificar suas práticas. A desculpa mais usada para a pirataria foi o preço abusivo do material proprietário, seguido pela falsa idéia de &#8220;compartilhar do conhecimento&#8221; e pela idéia de que &#8220;não estaria prejudicando ninguém&#8221;. Sem considerar, claro, da estupidez brasileira em tirar vantagem sobre tudo, da idéia cretina de achar que &#8220;seguir a lei é para os trouxas&#8221;.</p>
<p>O que mais me assusta nessas pessoas é a incapacidade de atingir seu alvo, seja lá qual for seu protesto. Uma vez, um ser abissal me disse:</p>
<blockquote><p>Esse jogo ficou um lixo, vou usar pirata mesmo, não vou pagar 60 dólares nessa merda!</p></blockquote>
<p>Se o objeto de compra é ruim, por que então consumi-lo? Que tipo de protesto masoquista é esse que morde a cebola por que tem raiva dela? É o mesmo que pular o muro para assistir um show da Claudia Leitte de graça pelo fato de odiar as músicas dela! Outro solta uma pérola dessas:</p>
<blockquote><p>Eu compraria o DVD original se ele não fosse tão caro! Por que &#8220;lá fora&#8221; eles pagam 30 dólares e eu tenho que pagar o preço 4 vezes mais caro?</p></blockquote>
<p>Meu caro <del>estúpido</del>, se você está bravo com o preço cobrado além do valor do produto, obviamente, desconsiderando o frete, deve ser porque o governo colocou <em>trocentos</em> impostos sobre o produto. Este, obviamente, não é o melhor dos conselhos, mas pirateando um produto você não está protestando contra os impostos mas sim prejudicando o produtor. Existem infinitas formas de se comprar produtos importados pagando impostos justos, seja através de compras pequenas utilizando formas de frete sem cobrança de impostos de importação, seja através de compras em formato digital, que só é cobrado o IOF.</p>
<p>Vale lembrar que diversos serviços online são livres de materiais entregáveis e consequentemente impostos de importação, como é o caso dos jogos multijogador, podemos <a title="play poker online" href="http://www.paddypowerpoker.com/" target="_blank">jogar poker online</a> e ganhar de verdade com isso.</p>
<p><strong>Impostos</strong></p>
<p>Falando nisso, é sobre os impostos que entra a imensa incapacidade cultural do brasileiro em olhar para o problema de forma macro e solucioná-lo de uma vez por todas.</p>
<p>O brasileiro, devido a sua própria estupidez, paga impostos por bens primordiais para sua sobrevivência, e os principais bens são o acesso a educação e os recursos médicos. Por que precisamos pagar impostos as escolas? Por que precisamos pagar impostos aos medicamentos? Isso faz algum sentido para você? Me explique, porque não faz qualquer sentido para mim. Se queremos evoluir tecnologicamente, aumentar o produto interno bruto e ser uma nação soberana tecnologicamente capaz de sobreviver sem depender dos países que estão literalmente &#8220;se comendo&#8221; &#8220;lá fora&#8221;, por quê precisamos pagar impostos para nos curar e aprender mais? NÃO FAZ SENTIDO.</p>
<p>O brasileiro (note que não estou citando &#8220;governo&#8221;, uma vez que governantes são brasileiros e qualquer um pode ser político) luta com unhas e dentes contra a evasão de dinheiro do país, luta contra a pirataria, manipula o câmbio como se fosse um joguinho de equilíbrio e&#8230; enfia, sem vaselina, impostos goela abaixo na garganta do povo. O argumento do brasileiro político é que devemos incentivar o mercado nacional, o produto criado internamente&#8230; este é o mesmo pensamento retrógrado que tínhamos na época da ditadura &#8211; e naquela época, estávamos certo. Nós queríamos produzir televisores e automóveis no Brasil, e assim foi feito. Mas os tempos mudaram, o valor deixou de ser material e passou a ser intelectual, nós criamos em um país, mandamos para outro para produção, outro para integração, e ele nos volta fechadinho dentro de uma caixinha mágica. É impossível exigir que demarquemos a região de criação da propriedade intelectual.</p>
<p>Com o pensamento paleozoico que ainda habita a cultura do brasileiro de hoje, enfiamos impostos em mais de 100% sobre os produtos importados. Assim como sustentamos esta cultura arcaica, também sustentamos a cultura &#8220;filha da puta&#8221; de tirar vantagem sobre os sistemas legislativos. Importamos nos limites da legalidade, ou muitas vezes, no contrabando descarado. E para não &#8220;dar na cara&#8221;, este mesmo brasileiro embolsa grande parte do valor economizado e repassa internamente o produto com um valor mínimo inferior a concorrência &#8220;mais legalizada&#8221;.</p>
<p>Com uma tabela de impostos honesta, não-abusiva e pouco excepcional (com poucas exceções), teríamos uma concorrência mais limpa, menos predatória, consequentemente, com maior arrecadação. Abaixo apresento um vídeo do ator <a href="http://www.youtube.com/user/felipeneto" target="_blank">Felipe Neto</a> de chamada para participação da campanha #PrecoJusto, disponível no website <a href="http://www.precojustoja.com.br/" target="_blank">www.precojustoja.com.br</a>.</p>
<p style="text-align: center;"><object width="560" height="349"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Q4rEJr3sUO8?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/v/Q4rEJr3sUO8?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>Censura</strong></p>
<p>Também já falei <a href="http://blog.icarlos.net/2010/10/06/voto-obrigatorio-democracia-e-tiroteio-midiatico/" target="_blank">aqui</a> algumas vezes sobre censura. O brasileiro, que tem o dom de querer prejudicar o vizinho para obter vantagem, acaba muitas vezes &#8220;se perdendo&#8221; quando tenta fugir de suas obrigações. Vide estas observações, falei <a href="http://blog.icarlos.net/2011/04/21/mais-um-golpe-no-o-mercado-de-jogos/" target="_blank">aqui</a> sobre o pseudojornalista <a href="http://twitter.com/WERNECKantonio" target="_blank">Antonio Werneck</a> resolveu usar de seu poder de &#8220;disseminar informação&#8221;, uma vez que faz parte do seu trabalho, para aplicar seus achismos e obscurantismo sobre determinado assunto em uma matéria publicada em seu nome. O resumo da ópera é que ele lançou um texto na mídia que viola os 3 princípios básicos do jornalismo (honestidade, imparcialidade e veracidade), compactuando com a empresa publicadora &#8211; O Globo &#8211; que, após diversos protestos, eliminou parte da informação deturpada sem a publicação de uma errata ou qualquer notificação que a matéria foi atualizada.</p>
<p>Pouco tempo depois, ainda sobre o mesmo tema (no caso, jogos eletrônicos), o programa CQC, da Band, fez o mesmo com uma série de entrevistas terrivelmente conduzidas, e por fim, a emissora Record fez o mesmo em um programa sensacionalista típico das noites de domingo, uma espécie de &#8220;Fantástico&#8221; da Rede Globo.</p>
<p>No vídeo abaixo, o mestre <a href="http://www.youtube.com/user/lreporta" target="_blank">Leon Martins</a> discursa em formato de videolog sobre a matéria da Record tentando depreciar os jogos eletrônicos, vale a pena ver:</p>
<p style="text-align: center;"><object width="560" height="349"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ruffGxk2DRU?fs=1&amp;hl=pt_BR" /><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="349" src="http://www.youtube.com/v/ruffGxk2DRU?fs=1&amp;hl=pt_BR" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
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		<title>ECAD e a bizarrices do direito autoral extremo</title>
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		<pubDate>Wed, 12 Jan 2011 05:39:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Carlos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Desde 1992, o Superior Tribunal de Justiça entende que todo comerciante tem de pagar direito autoral por música ambiente reproduzida em seus estabelecimentos. Qualquer modalidade comercial, como hotéis, motéis, restaurantes, lanchonetes, bares, boates, e butiques, deve pagar direitos autorais ao ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) vaso reproduza música ambiente em seus estabelecimentos, este [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde 1992, o Superior Tribunal de Justiça entende que todo <a href="http://ultimainstancia.uol.com.br/noticia/COMERCIANTE+TEM+DE+PAGAR+DIREITO+AUTORAL+POR+MUSICA+AMBIENTE+_65819.shtml" target="_blank">comerciante tem de pagar direito autoral por música ambiente</a> reproduzida em seus estabelecimentos.</p>
<p>Qualquer modalidade comercial, como hotéis, motéis, restaurantes, lanchonetes, bares, boates, e butiques, deve pagar direitos autorais ao ECAD (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) vaso reproduza música ambiente em seus estabelecimentos, este entendimento foi revisado em 1998 através da lei do direito autoral &#8211; 9.610/98, que garante a cobrança do direito autoral sobre música ambiente. Mesmo se a música for recebida através de uma emissora de rádio, segundo o entendimento do ministro Bueno de Souza, &#8220;o fato de a empresa radiofônica já ter pago ao Ecad não autorizava ao usuário do aparelho receptor difundir, em iniciativa diversa da mera recepção, o som recebido para, a partir daí, tirar algum proveito&#8221;.</p>
<p>A abordagem dos agentes do ECAD ao abordar um estabelecimento não são amigáveis. Segundo relatos, eles aparecem de grupo, nunca um único agente, vestingo ternos pretos e óculos escuros. Pedem satisfação quanto ao seu sistema de música ambiente e qualquer outro recurso que fala difusão de música, como por exemplo o modo de espera da central telefônica da empresa. Também há relatos que eles abordam não só estabelecimentos comerciais, como também festas sociais e domésticas, como um aniversário.</p>
<p>E ao sair, deixam um folheto&#8230; e seu cartão:</p>
<div id="attachment_1502" class="wp-caption aligncenter" style="width: 216px"><a href="http://blog.icarlos.net/wp-content/uploads/2011/01/ecad1001.jpg" rel="lightbox[1501]"><img class="size-medium wp-image-1502" title="ecad1001" src="http://blog.icarlos.net/wp-content/uploads/2011/01/ecad1001-206x300.jpg" alt="" width="206" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Folheto ECAD</p></div>
<div id="attachment_1503" class="wp-caption aligncenter" style="width: 281px"><a href="http://blog.icarlos.net/wp-content/uploads/2011/01/cartaoecad.jpg" rel="lightbox[1501]"><img class="size-medium wp-image-1503" title="cartaoecad" src="http://blog.icarlos.net/wp-content/uploads/2011/01/cartaoecad-271x300.jpg" alt="" width="271" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Cartão de apresentação</p></div>
<p>Essa notícia tinha caído no esquecimento até tornar a conhecer essas abordagens&#8230; e passei a analisar o quão isso é absurdo:</p>
<ul>
<li>Levando em consideração esta cobrança, os taxistas terão que cobrar a bandeira + a corrida + taxa ECAD, pois tiveram lucro indireto com o conforto do passageiro ao ligar o rádio, não?</li>
<li>Na hora de vender um televisor ou um rádio na loja, como é feita a cobrança? O show que fica passando em looping nas TVs oferece lucro indireto ou está lá só pra demonstrar que o equipamento funciona?</li>
<li>Ao meu entender, as livrarias megastore precisarão tirar aqueles equipamentos para escutar faixas dos cds e dvds das lojas, a comodidade pode fazer com que o cliente compre outros produtos da loja promovendo lucro indireto.</li>
<li>Se eu receber a visita de executivos na minha casa, poderei ligar meu rádio ou terei de pagar o ECAD por tornar o ambiente mais agradável e indiretamente favorecer promoção pessoal?</li>
<li>Como é feita a cobrança de músicas que estão em domínio público?</li>
<li>E se o autor da música autorizou a sua difusão?</li>
<li>Como o ECAD paga os proprietários do direito autoral?</li>
<li>E se o detentor do direito autoral não possui representatividade no Brasil?</li>
</ul>
<p>A <a href="http://reformadireitoautoral.org" target="_blank">Rede pela Reforma da Lei de Direito Autoral</a> lembra o caso da cantora Karina Buhr, de Recife, que foi impedida pelo ECAD de se apresentar pois ela não pagava os direitos autorais de suas próprias músicas (!!!). Eles desenvolveram o caderno &#8220;Direito Autoral em Debate&#8221;, que pode ser baixado <a href="http://reformadireitoautoral.org.br/lda/wp-content/uploads/2010/05/Caderno-Direito-Autoral-em-Debate-Rede-Reforma-LDA1.pdf" target="_blank">aqui</a>. Os materiais de referência e andamento do projeto para reforma da lei 9.610/98 podem ser consultados através do site <a href="http://reformadireitoautoral.org" target="_blank">reformadireitoautoral.org</a>.</p>
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		<title>Voto obrigatório, democracia e tiroteio midiático</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Oct 2010 16:24:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Carlos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O voto obrigatório foi um artifício usado para garantir a democracia do nosso país. Eu, a grosso modo, sou contra o voto obrigatório, a grande maioria das pessoas também são, mas admito que sem esta obrigatoriedade não teríamos conquistado a nossa democracia, principalmente o movimento civil das &#8220;diretas já&#8221; teria sido em vão. A verdade é que, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O voto obrigatório foi um artifício usado para garantir a democracia do nosso país. Eu, a grosso modo, sou contra o voto obrigatório, a grande maioria das pessoas também são, mas admito que sem esta obrigatoriedade não teríamos conquistado a nossa democracia, principalmente o movimento civil das &#8220;diretas já&#8221; teria sido em vão.</p>
<p>A verdade é que, por mais insolúvel que seja um voto consciente entre uma grande massa de manobra, ainda vale apostar na democracia que está de fato sendo exercida do que o enfraquecimento do poder conjunto, assim como já fazemos com nossas próprias leis (leia <a href="http://blog.icarlos.net/2009/06/25/sindrome-de-honestidade-jeitinho-brasileiro-pirataria-e-afins/" target="_blank">aqui sobre enfraquecimento da lei</a>).</p>
<p>A mídia e o governo estão saindo literalmente &#8220;na mão&#8221; quanto a suposta censura de imprensa é colocada em pauta, imposta informalmente. A verdade é que existe muita jurisprudência, muito consentimento, e muito medo de machucar que está nos bancando. O <a href="http://www.grupoestado.com.br" target="_blank">Grupo Estado</a>, por exemplo, <a href="http://www.estadao.com.br/pages/especiais/sobcensura/" target="_blank">reclama</a> que não pode citar o nome José Sarney em suas páginas criminais, vetado pelo Superior Tribunal Federal por perseguição. Já o poder executivo nega qualquer envolvimento com as decisões do judiciário em prol do legislativo. A oposição, sabidamente, acusa este mesmo governo, porém, é a própria mídia que acaba por calar seus jornalistas, colunistas e editores quando é reportada alguma opinião contrária ao do Grupo. Um dos inúmeros casos é a proibição da jornalista Maria Rita Kehl de escrever sobre política no Estado, após <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20101002/not_imp618576,0.php" target="_blank">esta matéria</a>.</p>
<p>Já os roteiristas estão assumidamente riscando os temas políticos de seus livros, novelas, filmes, não por um receio direto de uma suposta censura, mas porquê a direção não os aceita, e novamente, não seria devido a censura, mas sim pelo receio de ferir seus executivos, sócios, parceiros, beneficiários e afins. Claro, ninguém pensa mais em coletividade de porra nenhuma, cada um quer tirar o seu da reta, tentar evoluir miseravelmente sua vida, e deixar o resto do mundo saindo na mão, como nunca antes acontecera.</p>
<p>Bem vindos ao novo Brasil, a terra onde vivem cada um por si.</p>
<p><strong>Atualização:</strong> Segundo o <a href="http://www.viomundo.com.br/politica/maria-rita-kehl-demitida-por-um-delito-de-opiniao.html" target="_blank">Vi o Mundo</a> e o <a href="http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=610IMQ008" target="_blank">Observatório de Imprensa</a>, entre outros veículos, a psicanalista e jornalista maria Kehl foi de fato demitida pelo Estadão, em um ato estúpido de censura. Estou aguardando o próximo idiota a me oferecer renovação de assinatura do Estadão. Caro Grupo Estado, pare de palhaçada e remova aquele &#8220;Há X dias sob censura&#8221; de sua página inicial, hipócrita. Existe alguma mídia que se salva nesse mundo?</p>
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		<title>Violação de Segurança: A &#8220;Mata Hari&#8221; do cyberespaço</title>
		<link>http://blog.icarlos.net/2010/08/01/violacao-de-seguranca-a-mata-hari-do-cyberespaco/</link>
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		<pubDate>Sun, 01 Aug 2010 19:32:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Carlos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O caso é fantástico e ao mesmo tempo previsível. Na verdade não tem nada de estranho, só comprova que homens machos do sexo masculino estão geneticamente programados para fazer tudo por um rabo de saia, inclusive abrir mão das faculdades mentais superiores que fingimos ter. A diferença aqui é a proporção que a coisa tomou. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1428" class="wp-caption aligncenter" style="width: 234px"><a href="http://blog.icarlos.net/wp-content/uploads/2010/08/robinsage.jpg" rel="lightbox[1427]"><img class="size-medium wp-image-1428" title="robinsage" src="http://blog.icarlos.net/wp-content/uploads/2010/08/robinsage-224x300.jpg" alt="" width="224" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Robin Sage, a &quot;Mata Hari&quot; da internet, criada por Thomas Ryan</p></div>
<p>O caso é fantástico e ao mesmo tempo previsível. Na verdade não tem nada de estranho, só comprova que homens machos do sexo masculino estão geneticamente programados para fazer tudo por um rabo de saia, inclusive abrir mão das faculdades mentais superiores que fingimos ter.</p>
<p>A diferença aqui é a proporção que a coisa tomou.</p>
<p>Tudo começou quando surgiu nas interwebs uma moça chamada Robin Sage, essa aí da foto. Ela dizia ter 25 anos e ser Analista Especialista em Ameaça Cibernética (Cyber Threat Analyst) do <a href="http://www.netwarcom.navy.mil/" target="_blank">U.S. Navy’s Network Warfare Command</a>. Chique, não?</p>
<p>Em menos de um mês ela conseguiu 300 contatos no Facebook, incluindo muita gente da comunidade de Inteligência. Fotos de biquini ajudaram.</p>
<p>Não parando no Facebook, Robin tinha perfis no <a href="http://twitter.com/robinsage" target="_blank">Twitter</a>, Linkedin e outros serviços. Seus contatos incluiam gente que trabalhava com o Estado Maior das Forças Armadas dos EUA, CIA, Corpo de Fuzileiros empresas como Lockheed Martin, Northrop e até o NRO, National Reconnaissance Office, agência secreta responsável pelos satélites espiões do Tio Sam.</p>
<p>Robin recebeu convites para revisar documentos da NASA, propostas para jantar, apresentar uma coferência em Miami&#8230; Um soldado no Afeganistão mandou uma foto com dados de geolocalização e pra piorar um terceirizado no NRO se confundiu e revelou pra ela a pergunta secreta pra recuperar senha na conta de email. Fora informações pessoais, fotos de família, endereços e tudo mais revelado pelos espertões babando pela gatinha.</p>
<div id="attachment_1429" class="wp-caption alignleft" style="width: 160px"><img class="size-thumbnail wp-image-1429" title="Tommy" src="http://blog.icarlos.net/wp-content/uploads/2010/08/Tommy-150x150.jpg" alt="" width="150" height="150" /><p class="wp-caption-text">Thomas Ryan</p></div>
<p>O problema: Robin Sage não existe.</p>
<p>Ela foi criada por <a href="http://www.linkedin.com/in/tommyryan" target="_blank">Thomas Ryan</a>, consultor de segurança. Foi um experimento para identificar a facilidade com que os membros da comunidade de segurança e inteligência poderiam ser enganados. Podemos dizer que o experimento foi MUITO bem-sucedido, e que ninguém verifica absolutamente nada.</p>
<p>O Comando de Network Warfare da Marinha dos EUA não tem um cargo de Cyber Threat Analyst, para ter 10 anos de experiência Robin deveria ter começado a trabalhar com segurança aos 15 anos, e bem, uma busca no Google traz como primeiro resultado para <a href="http://www.google.com/search?&amp;q=robin+sage" target="_blank">Robin Sage</a>…</p>
<p>Pois é. Robin Sage é um <a href="http://www.globalsecurity.org/military/ops/robin-sage.htm" target="_blank">exercício de forças especiais</a> que acontece 4 vezes ao ano, tem mais de 19 anos que é praticado e envolve um porrilhão de gente. Thomas Ryan também deixou outras pistas, como usar uma foto de uma mulher com aparência estrangeira (que ele pegou de um site erótico, buscando no Google por &#8220;Emo Chick&#8221;, sério!) e outros detalhes, como os perfis todos tendo um mês de idade.</p>
<div id="attachment_1438" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><a href="http://blog.icarlos.net/wp-content/uploads/2010/08/Capture1.jpg" rel="lightbox[1427]"><img class="size-medium wp-image-1438" title="Capture" src="http://blog.icarlos.net/wp-content/uploads/2010/08/Capture1-300x128.jpg" alt="" width="300" height="128" /></a><p class="wp-caption-text">Robin Sage desmascarada</p></div>
<p>Não é preciso dizer que o Pentágono está pegando fogo. A facilidade com que gente inteligente cai vítima de engenharia social é assustadora. Antigamente as espiãs sedutoras como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mata_Hari" target="_blank">Mata Hari</a> ainda tinham algum trabalho, hoje em dia já dá para conseguirem informações sem sequer tirar a roupa (nem mesmo na webcam). Bolas, essa conseguiu informações e contatos sem sequer existir!</p>
<p>Portanto, fica a lição: Seja você Especialista de Segurança dos EUA, seja você um zé-mané qualquer, a regra é clara: Não dê mole. Um pouco de cinismo é essencial para sobreviver online.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.washingtontimes.com/news/2010/jul/18/fictitious-femme-fatale-fooled-cybersecurity/" target="_blank">Washington Times</a></p>
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		<title>You can&#8217;t believe everything you read on the Internet</title>
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		<pubDate>Sun, 20 Jun 2010 17:58:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Carlos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Da mesma forma com que eu costumo brincar com minhas equipes: &#8220;O objetivo é o máximo&#8221;. Me ligaram por volta do meio dia informando que havia uma referência a minha pessoa em um site político. Eu estranhei, pois não entendo, não trabalho, não conheço, e NÃO VOTO nas eleições. A situação era a seguinte: Um perfil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Da mesma forma com que eu costumo brincar com minhas equipes: &#8220;O objetivo é o máximo&#8221;.</p>
<p>Me ligaram por volta do meio dia informando que havia uma referência a <a href="http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2010/06/o-sinistro-sequestro-de-leitores-do.html" target="_blank">minha pessoa em um site político</a>. Eu estranhei, pois não entendo, não trabalho, não conheço, e NÃO VOTO nas eleições.</p>
<p>A situação era a seguinte: Um perfil do Blogger, com minhas informações e minha foto (que estavam disponíveis no Orkut, sem tirar nenhuma vírgula), surgiu do nada, e com ele um blog recém criado. Este blog era um endereço falho do blog <a href="http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/" target="_blank">http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com</a>, &#8220;amigosdopresientelula&#8221;, que nem esses que você digita <a href="http://www.goggle.com.br" target="_blank">www.goggle.com.br</a> e ele te leva para um site errado.</p>
<p>No melhor estilo &#8211; teoria conspiratória &#8211; pegaram o nome de uma das grandes empresas para qual trabalho e relacionaram com um outro evento político. Sorte da Valve não ser brasileira, seria engraçado ver uma empresa de jogos envolvido com política, porém, pegaram no pé de uma grande empresa de comunicação.</p>
<p>Para encerrar, atribuíram a ação deste clone como legítima, dizendo que &#8220;a turma serrista está querendo obstruir as pessoas de lerem nosso blog&#8221;. Eu não sei se a turma <em>serrista</em> sou eu, ou se é a empresa de comunicação, uma vez que nem eu nem ela possuímos qualquer vínculo político. Se eu estivesse falando da revista Veja &#8211; assumidamente &#8220;de direita&#8221; &#8211; seria diferente.</p>
<p>Repito então as palavras de Jerry Lambert, ator que interpreta o VP &#8220;de qualquer coisa&#8221; da Sony, Kevin Butler: <strong>&#8220;You can&#8217;t believe everything you read on the Internet&#8221;</strong>.</p>
<p>PS: Liguei para o service desk do Google, enviei um documento com foto conforme ordena o procedimento, e o perfil clonado, assim como seu blog de endereço errado, foram apagados. Infelizmente essa abordagem não vence os aproximadamente 20 perfis falsos de minha pessoa que ainda existem no <a href="http://www.orkut.com" target="_blank">Orkut</a>.</p>
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		<title>&#8230;e se fosse contra os EUA?</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jan 2010 20:30:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Carlos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O filme Avatar, de James Cameron, está sendo &#8220;acusado&#8221; por diversos veículos dos EUA de ser &#8220;material político de esquerda&#8221; e se tratar de conteúdo &#8220;antiamericano&#8221;. Isso porque o filme retrata uma invasão de &#8220;colonos&#8221; a um planeta onde, seus nativos lutam para defendê-la, a grande diferença é que os bonzinhos do filme são os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O filme Avatar, de James Cameron, está sendo &#8220;acusado&#8221; por diversos veículos dos EUA de ser &#8220;material político de esquerda&#8221; e se tratar de conteúdo &#8220;antiamericano&#8221;. Isso porque o filme retrata uma invasão de &#8220;colonos&#8221; a um planeta onde, seus nativos lutam para defendê-la, a grande diferença é que os bonzinhos do filme são os nativos.</p>
<p><a href="http://blog.icarlos.net/wp-content/uploads/2010/01/callofduty_terroristshoot.jpg" rel="lightbox[1009]"><img class="alignleft size-medium wp-image-1010" title="CoD MW2 No Russian" src="http://blog.icarlos.net/wp-content/uploads/2010/01/callofduty_terroristshoot-300x171.jpg" alt="" width="300" height="171" /></a>Isso me leva a pensar sobre o jogo Call of Duty: Modern Warfare 2, recém lançado para todas as plataformas atuais, onde foi banido previamente na Rússia por conter uma missão chamada &#8220;No Russian&#8221;. Nesta missão, o jogador, um soldado do exército dos EUA fica encarregado de matar TODOS os presentes em um aeroporto na Rússia.</p>
<p>Como seria a receptividade do governo dos EUA, em especial aqueles com algum vínculo ao partido republicano, se uma empresa fora dos EUA como a francesa Ubisoft lançasse um jogo parecido, com uma missão chamada &#8220;No American&#8221; e tivesse como missão sair atirando em todo mundo que estivesse em Manhattan?</p>
<p>Fica a pergunta no ar.</p>
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		<title>Valdir Raupp quer censurar videogames, por Rodrigo Veleda</title>
		<link>http://blog.icarlos.net/2009/12/08/valdir-raupp-quer-censurar-videogames-por-rodrigo-veleda/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 16:33:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Carlos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na íntegra: O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) acha-se no direito de achar que tipo de videogame tu podes jogar. Digo isso pois o dito cujo é o autor do PLS 170/2006, cuja ementa se lê: Altera o art. 20 da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, para incluir, entre os crimes nele [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na <a href="http://www.trezentos.blog.br/?p=3693" target="_blank">íntegra</a>:</p>
<blockquote>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">O senador <a href="http://www.senado.gov.br/web/senador/valdirraupp/index.asp" target="_blank">Valdir Raupp</a> (PMDB-RO) acha-se no direito de achar que tipo de videogame tu podes jogar. Digo isso pois o dito cujo é o autor do <a href="http://www.senado.gov.br/sf/atividade/materia/detalhes.asp?p_cod_mate=77940" target="_blank">PLS 170/2006</a>, cuja ementa se lê:</p>
<blockquote><p>Altera o art. 20 da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, para incluir, entre os crimes nele previstos, o ato de fabricar, importar, distribuir, manter em depósito ou comercializar jogos de videogames ofensivos aos costumes, às tradições dos povos, aos seus cultos, credos, religiões e símbolos.</p></blockquote>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">E não apenas o PLS ser totalmente ridículo, o fato de tu manteres um GTA da vida no teu computador poderá te dar um voucher de hospedagem de um a três anos numa penitenciária. Como se não houvessem crimes de verdade acontecendo, digamos, no governo do Distrito Federal…</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">O <a href="http://legis.senado.gov.br/mate-pdf/68607.pdf" target="_blank">relatório</a> de <a href="http://www.senado.gov.br/web/senador/ValterPereira/index.asp" target="_blank">Valter Pereira</a> (PMDB-MS) aprovado, na Comissão de Educação é outra nulidade intelectual, citando apenas, quero dizer, mencionando a existência dum estudo da Universidade de Michigan (aliás, nem o nome do estudo nem os autores são citados) que “videogames  mudam as funções cerebrais e insensibilizam os jovens diante da vida.” Bom, no relatório até o satanismo é elevado a condição de vítima.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Só que ao contrário do que o srs. Raupp e Pereira, eu cito fontes dizendo que as maluquices citadas para apoiar o PLS, em especial o insano relatório de Pereira não passam de… maluquices. Primeiro eu cito um <a href="http://www.bmj.com/cgi/content/full/331/7509/122#REF8" target="_blank">editorial</a>, eu disse <strong>editorial</strong>, do <a href="http://www.bmj.com/" target="_blank"><em>British Medical Journal</em></a>, cujo subtítulo não poderia ser mais claro:</p>
<blockquote><p><em>Video gaming is safe for most players and can be useful in health<sup> </sup>care</em></p></blockquote>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Outro estudo, agora americano, tem o interessante título “<a href="http://www3.interscience.wiley.com/journal/121556773/abstract" target="_blank">The school shooting/violent video game link: causal relationship or moral panic?</a>” e foi publicado no <a href="http://www3.interscience.wiley.com/journal/106558626/home" target="_blank"><em>Journal of Investigative Psychology and Offender Profiling</em></a>. O autor é <a href="http://www.tamiu.edu/~cferguson/" target="_blank">Dr. Christopher J. Ferguson</a> (seu site pessoal tem inúmeras informações sobre o uso de videogames como bode expiatório) do <a href="http://www.tamiu.edu/coas/psy/" target="_blank">Departamento de Justiça Criminal e Ciências Aplicadas e Comportamentais</a> da <a href="http://www.tamiu.edu/" target="_blank">Universidade Internacional da Texas A&amp;M</a> em Laredo.</p>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Continuando com as citações, vou para o “<a href="http://dmitriwilliams.com/CMWilliamsSkoric.pdf" target="_blank">Internet Fantasy Violence: A Test of Aggression in an Online Game</a>” do Dr. <a href="http://dmitriwilliams.com/" target="_blank">Dmitri Williams</a> da <a href="http://www.usc.edu/">Universidade do Sul da Califórnia</a> e do Dr. <a href="http://www3.ntu.edu.sg/sci/about/profile_MarkoSkoric.html" target="_blank">Marko Skoric</a> da <a href="http://www.ntu.edu.sg/" target="_blank">Universidade Tecnológica Nayang</a> e que foi publicado no <a href="http://www.tandf.co.uk/journals/titles/03637751.asp" target="_blank"><em>Communication Monographs</em></a>. Como diz o resumo do artigo:</p>
<blockquote><p>Research on violent video games suggests that play leads to aggressive behavior. A longitudinal study of an online violent video game with a control group tested for changes in aggressive cognitions and behaviors. <strong>The findings did not support the assertion that a violent game will cause substantial increases in real-world aggression</strong>. (grifo meu)</p></blockquote>
<p style="TEXT-ALIGN: justify">Depois temos uma <a href="http://www.pbs.org/kcts/videogamerevolution/impact/myths.html" target="_blank">entrevista</a> com o Dr. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Henry_Jenkins" target="_blank">Henry Jenkins</a>, na época diretor de estudos comparativos do <a href="http://www.mit.edu/" target="_blank">MIT</a>, que demole cada mito “videogame deixa criancinhas indefesas violentas”. E por fim, temos o livro <a href="http://www.grandtheftchildhood.com/GTC/Home.html" target="_blank"><em>Grand Theft Childhood: The Surprising Truth About Violent Video Games and What Parents Can Do</em></a> dos drs. <a href="http://www.drkutner.com/" target="_blank">Lawrence Kutner</a> e <a href="http://www.mentalhealthandmedia.org/staff/index.html" target="_blank">Cheryl Olson</a>, ambos diretores e fundadores do <a href="http://www.mentalhealthandmedia.org/" target="_blank">Centro de Saúde Mental e Mídia</a> do <a href="http://www.massgeneral.org/" target="_blank">Hospital Geral de Massachusetts</a> e professores de psiquiatria da <a href="http://hms.harvard.edu/" target="_blank">Faculdade de Medicina de Harvard</a>. Resumindo o livro, ele detona o seguinte argumento de Pereira no relatório pedido a aprovação do PLS de Raupp:</p>
<blockquote><p>O Instituto de Pesquisa Social da Universidade de Michigan divulgou, em 2005, que os videogames mudam as funções cerebrais e insensibilizam os jovens diante da vida. Os jogadores frequentes sofrem danos a longo prazo em suas funções cerebrais e em seu comportamento.</p>
<p>(…)</p>
<p>Nos últimos tempos, os videogames têm se popularizado junto à sociedade e, paralelamente, alguns crimes têm sido creditados à transposição da violência virtual para o mundo real.</p></blockquote>
</blockquote>
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		<title>Censura de jogos e democracia, por Túlio Vianna: Pornografia é cultura</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Dec 2009 16:26:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Carlos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Um ponto de maestria do sr. Túlio Vianna, praticamente um ensaio, na íntegra: Uma matéria do jornal El País de hoje chamou-me a atenção para uma interessante discussão que está em curso no Congresso brasileiro: pornografia é cultura? A resposta a esta questão é fundamental para se definir se os beneficiários do vale-cultura poderão ou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um ponto de maestria do sr. Túlio Vianna, praticamente um ensaio, <a href="http://tuliovianna.wordpress.com/2009/12/08/pornografia-e-cultura/" target="_blank">na íntegra</a>:</p>
<blockquote><p>Uma <a href="http://www.elpais.com/articulo/cultura/Brasil/debate/pornografia/cultura/elpepucul/20091208elpepucul_5/Tes?utm_source=twitterfeed&amp;utm_medium=twitter" target="_blank">matéria do jornal El País de hoje</a> chamou-me a atenção para uma interessante discussão que está em curso no Congresso brasileiro:<strong> pornografia é cultura?</strong> A resposta a esta questão é fundamental para se definir se os beneficiários do <a href="http://blogs.cultura.gov.br/valecultura/2009/07/24/projeto-de-lei/" target="_blank">vale-cultura</a> poderão ou não utilizá-lo para assitirem a espetáculos ou adquirirem material de cunho pornográfico.</p>
<p>Claro que pornografia é cultura! Por que não seria?</p>
<p>Um texto literário deixaria de ser cultura por tratar de temas sexuais? Uma pintura ou escultura deixaria de ser cultura por retratar uma relação sexual? Uma música deixaria de ser cultura por falar de sexo?</p>
<p>Pornografia não é um meio de expressão de idéias, mas apenas mais um dos temas a serem expressados. Debater se pornografia é cultura é tão tolo quanto debater se vampirismo é cultura ou se ficção científica é cultura ou se funk é cultura. Trata-se de um debate sobre o conteúdo da cultura e não sobre sua forma de expressão.</p>
<p>Não cabe ao legislador, escolher os temas a serem abordados em manifestações culturais, pois ao fazê-lo estaria realizando uma valoração moral personalista de qual cultura é boa e qual cultura é ruim.</p>
<p>Discussão muito semelhante a esta, também em curso no congresso brasileiro, trata da proibição de determinados jogos eletrônicos que, nas palavras do legislador, são <a href="http://duvido.haaan.com/?p=398" target="_blank">“ofensivos aos  costumes, às tradições dos povos, aos seus cultos,  credos, religiões e símbolos”</a>.</p>
<p>Ofensas aos costumes ou a religião é sempre a ofensa aos costumes e à religião de alguém. No caso, obviamente, aos do legislador. Em um Estado Democrático de Direito, cujo valor essencial é a pluralidade, estas ofensas não podem ser simplesmente censuradas, pois o direito da minoria de se expressar livremente deve  ser sempre garantido.</p>
<p>O simples fato destas questões terem sido postas no parlamento brasileiro já demonstra como o nosso poder legislativo desconhece completamente um princípio básico do Direito: a rigorosa separação entre moral, religião e Direito.</p>
<p>Em um Estado Democrático de Direito, laico e amoral na sua essência, o legislador deve respeitar a pluralidade de concepções morais existentes, garantindo o direito de pudicos e libertinos, de religiosos e de ateus, independentemente de suas concepções pessoais.</p>
<p>Democracia não se confunde com ditadura da maioria.</p>
<p>Na ditadura da maioria, a maioria pode impor valores religiosos e morais à minoria. Cristãos pudicos poderiam, por exemplo, proibir jogos que satirizassem Cristo ou trouxessem cenas que atentassem contra a virtude da castidade. Na democracia, no entanto, os direitos das minorias são resguardados, desde que não lesem direitos fundamentais da maioria. O simples fato de assistir a um filme pornográfico ou jogar um videogame no qual Cristo seja satirizado não lesa nenhum direito fundamental da maioria cristã e/ou pudica.</p>
<p>Qualquer restrição a este tipo de produção cultural afasta-se do ideal democrático e aproxima-se de uma inadmissível ditadura da maioria. Não cabe ao legislador decidir que tipo de jogo eletrônico é bom ou ruim e muito menos se a cultura pornográfica deve ou não ser usufruída pelos brasileiros.</p>
<p>No Estado Democrático de Direito somos livres para fazer nossas escolhas culturais, sem que estas estejam submetidas à avaliação moral e religiosa de um legislador paternalista que seleciona previamente a “boa cultura” a qual devemos ter acesso.</p>
<p>Se o legislador brasileiro considera o enredo de algum jogo eletrônico imoral e pecaminoso, basta não jogá-lo e não permitir que seus filhos o joguem. Se o legislador brasileiro considera que a pornografia não deve ser acessada por “cidadãos-de-bens” (o trocadilho é proposital), pois há uma ala no inferno reservada aos libertinos, basta afastar-se dela. O que não pode é o legislador, em hipótese alguma, impor seus critérios morais e religiosos aos cidadãos de um Estado Democrático de Direito.</p>
<p>Se se vai criar um vale-cultura, que seja ele um vale-qualquer-cultura e não um vale-cultura-que-o-legislador-escolheu-pra-você.</p></blockquote>
<p><a href="http://tuliovianna.wordpress.com/" target="_blank">Blog do Túlio Vianna</a></p>
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		<title>A República das Coincidências</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Nov 2007 00:25:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Ivan Carlos</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Brasil transformou-se no país das coincidências. Já temos aquela fama de ser o país dos santos, dos jogadores de futebol, das mulheres de biquíni. E agora somos a República das Coincidências. Veja só: cai um avião da Gol num acidente estranho. Dez meses depois cai um da TAM noutro acidente estranho. Quatro meses depois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Brasil transformou-se no país das coincidências. Já temos aquela fama de ser o país dos santos, dos jogadores de futebol, das mulheres de biquíni. E agora somos a República das Coincidências.</p>
<p>Veja só: cai um avião da Gol num acidente estranho. Dez meses depois cai um da TAM noutro acidente estranho. Quatro meses depois caem três helicópteros no mesmo dia e um jatinho executivo, num acidente estranho.</p>
<p>Não é uma coincidência? E, por coincidência, ao mesmo tempo o Brasil vive um caos aéreo, com greve de controladores, desencontro de informações, desrespeito aos passageiros, atrasos e cancelamentos. O apagão aéreo. Ah, e o serviço de bordo fica umam******e as poltronas mais apertadas. E agora a BRA quebra&#8230; Só pode ser coincidência.</p>
<p>E em outra área onde o país é reconhecido &#8211; o futebol &#8211; outras coincidências. Times populares como Palmeiras e Corinthians caem pelas tabelas com times repletos de pernas-de-pau. Por coincidência, estouram ao mesmo tempo escândalos sobre lavagem de dinheiro, venda irregular de jogadores, relação promíscua com empresários, levando até mesmo alguns dirigentes à prisão. Tudo ao mesmo tempo. Que coincidência&#8230;</p>
<p>Não é uma coincidência discutir-se a prorrogação da CPMF enquanto vemos hospitais entrando em colapso, o sistema de saúde arrasado, médicos em greve e os pacientes condenados ao sofrimento eterno?</p>
<p>Não é uma coincidência que, pouco tempo depois daquela confusão toda da Bolívia com a nacionalização dos empreendimentos da Petrobras, o Brasil seja confrontado com um apagão de energia? Vai faltar gás. Vai subir o preço do gás. Tudo ao mesmo tempo. Que coincidência.<br />
Outra coincidência brasileira: ao mesmo tempo em que o sistema educacional experimenta uma brutal queda na qualidade, transformando-se numa indústria de ignorantes, todos os indicadores internacionais de qualidade de ensino aplicados colocam o Brasil nos últimos lugares da fila, atrás até mesmo de miseráveis países africanos. Que coincidência, né?</p>
<p>Mais uma coincidência: enquanto descobrimos que a corrupção está enfronhada em todos os níveis e segmentos da sociedade brasileira &#8211; inclusive com aqueles espetáculos vergonhosos proporcionados pelos políticos &#8211; assistimos ao PCC parando São Paulo, o tráfico de drogas parando o Rio de Janeiro, os celulares invadindo as prisões e algumas organizações terroristas internacionais espalhando seus tentáculos pelo Brasil. Tudo ao mesmo tempo. Só pode ser coincidência.</p>
<p>Olha mais essa: um discurso esquerdista, imbecil, atrasado e míope toma conta da sociedade, pregando o ódio entre as classes, demonizando as &#8220;elites&#8221; e criando uma quimera que não existe, um tal de ?neoliberalismo?. Ao mesmo tempo o PIB brasileiro patina, nossa economia só cresce pra valer no paralelo, a pirataria ganha espaço e milionários &#8211; digamos, &#8220;informais&#8221; &#8211; surgem por toda parte. Que coincidência&#8230;</p>
<p>Também tem outro fenômeno: enquanto esse mesmo papo esquerdista de &#8220;defesa dos oprimidos&#8221; flexibiliza as leis e valores morais, os movimentos ditos &#8220;populares&#8221;, como MST e congêneres, espalham terror invadindo e destruindo impunemente propriedades, fazendo reféns, matando e roubando. Não é uma coincidência?</p>
<p>Outra coincidência: sempre que existe um confronto do MST com os donos das propriedades invadidas só os mortos do MST têm nomes, famílias e defensores. Mais coincidência.</p>
<p>E as obras que só ficam prontas às vésperas das eleições? Coincidência. E as emendas que são aprovadas às vésperas das grandes votações? Coincidência. E olha outra: a maioria das emissoras de rádio e televisão pertence a políticos! Que coincidência. E a TV do Lulla? Todos os indicados para a direção são jornalistas que defenderam o Lulla enquanto a maioria batia. Não é uma coincidência?</p>
<p>E aquela moça linda e inteligente que teve um caso com o político feio e desengonçado? Por coincidência ela engravidou. E quem pagava a pensão, por coincidência, era o cara da empreiteira!</p>
<p>E tem também&#8230; Ah, quer saber? Essas coincidências já começaram a me encher o saco.</p>
<p>Uma coincidência é algo absolutamente normal e curioso. É definida como ato ou efeito de coincidir. Como a realização simultânea de dois ou mais acontecimentos. Duas coincidências são mais raras, mas costumam acontecer. Três coincidências deixam a gente em alerta. Quatro, tem cheiro de sacanagem&#8230; Mas quando tudo é coincidência, não há mais dúvidas: estamos lidando com&#8230; coindecências.</p>
<p>O Brasil transformou-se na República das Co-in-de-cên-cias.</p>
<p>Luciano Pires é jornalista, escritor, conferencista e cartunista. Faça parte do Movimento pela Despocotização do Brasil, acesse <a href="http://www.lucianopires.com.br/">www.lucianopires.com.br</a>.</p>
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