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Conteúdo digital: Mercado com abusos e sem padrões

19 de fevereiro de 2010 1 comentário

Um executivo me mandou um e-mail nesta tarde, com uma única frase: “Por que o mercado de conteúdo digital não vai pra frente?”

Como um bom reclamão, resolvi responder aqui:

O mercado de conteúdo digital vai para frente, vai muito além do que imaginamos, o problema é que ele é totalmente decentralizado, fora de qualquer padrão e extremamente abusivo.

Podemos definir a área em 4 grandes nichos:

  • Mercado musical – onde englobam os trabalhos de produção sonora distribuidas digitalmente, e que as gravadoras odeiam tanto;
  • Mercado cinematográfico – onde englobam os trabalhos audiovisuais, filmes, seriados e afins;
  • Mercado de entretenimento digital – que envolvem os jogos eletrônicos, jogos de azar e jogos familiares/casuais; e
  • Mercado de serviços eletrônicos – que tratam de acesso a aplicações web, serviços em cloud computing, modalidades “software as a service”, etc.

Tirando o mercado de serviços eletrônicos, onde são dedicados ao casal computador + internet da forma que conhecemos e voltados para uma plataforma ou serviço em específico, todas as outras estão em crise. Uma crise de identidade, crise existencial. São sobre estes três primeiros mercados sobre qual me aprofundarei.

O mercado musical é desorganizado, traumatizado, desesperado para se tornar rentável a todo custo, e com isso são gerados contratos e mais contratos entre empresas de distribuição e cada uma das gravadoras que querem fazer parte desse negócio, englobando forma e formato de distribuição, métodos de proteção contra cópia indevida e outras características.

O que acontece de fato é que as gravadoras perderam, a muito tempo, a rentabilidade garantida da venda de mídias físicas, e querem retomar de alguma forma, mesmo sabendo que a muito tempo seu trabalho era conhecido como sangue-suga de ambas as partes, dos artistas e dos consumidores.

Ao meu ver, o artista ganha muito mais em seus shows, participações em eventos e venda de trilhas para outras produções audiovisuais do que vendendo cdzinho nas lojas. Isso era fato a algum tempo, agora é óbvio. As gravadoras se desesperam ainda mais quando o artista apóia o compartilhamento de suas obras pela internet.

O caso mais claro de sucesso para contornar esse problema, como serviço, é o iTunes. Ele tem um grande catálogo de grandes produtoras e artistas independentes, vendas em alta e índice quase nulo de falhas, exceto pelo fato de ser restrito para algumas partes do planeta. Brasileiros, por exemplo, não podem acessar o catálogo de músicas do iTunes, o que faz o negócio perder seu sentido, é o que chamamos de “desglobalização da internet”. Como algo disponível em uma rede mundial é restrito para algumas regiões? Fica a pergunta no ar.

Para exemplificar um caso nacional, temos o Sonora, do provedor Terra. Ele vende músicas, como o iTunes, e as reproduz online, como o LastFM. A diferença neste caso é que o catálogo do Sonora é extremamente limitado, procurei por minhas 2 bandas preferidas, que são finlandesas, e não as encontrei no Sonora. Outro problema é que todas as músicas possuem DRM, ou seja, são protegidas digitalmente. Elas necessitam de aplicações e licenças exclusivas para serem reproduzidas, isso quer dizer que eu não posso simplesmente colocar em qualquer aparelho de MP3 antigo que fatalmente não funcionará. É totalmente previsível, e compreensível, que a grande maioria dos consumidores em potencial deste conteúdo sinta-se no direito de copiar o material sem qualquer pudor.

O mercado cinematográfico sofre praticamente do mesmo mal, sob a condição de ser ainda mais restritivo. o iTunes, além de só distribuir filmes em alguns países, também os protege com DRM. A Sony faz o mesmo através do Playstation Network, e não encontrei sequer 1 empresa que oferecesse para o Brasil um catálogo no mínimo tolerável de filmes para venda ou locação.

Assim como no mercado musical, as produtoras estão desesperadas, ainda que elas consigam grande parte de sua rentabilidade em um ambiente livre de cópias, que é o conforto de uma sala de cinema, porém, ainda são vilãs, aliás, todos são. Do valor total pago em uma entrada para cinema, 97% deste, NO MÍNIMO, vai para o estabelecimento. Sem considerar o preço exorbitante e superfaturado dos comestíveis do local. Do que resta, a maior parte vai para a produtora, quem fecha a edição e faz o marketing. O “pouco” que sobra (embora tenham faturamentos milionários, é muito pouco comparado ao lucro da produtora) vai para a mão dos estúdios, que colocam a mão na massa e pagam o seu casting.

Filmes na forma de conteúdo digital, ao meu ver, não anda pra frente, e não andará. Não há lançamentos sincronizados entre diferentes países, não há serviços ditribuindo o material, não há padrão de formato, há proteção (inútil) d+, e assim o mercado não anda, esse não anda mesmo.

O mercado de entretenimento digital, apesar de ser o mais bem sucedido, é o que mais agride seus consumidores. Tirando casos de sucesso como aplicativos de redes sociais, alguns jogos de azar como o PokerStars e PKR, e serviços por assinatura como os jogos conhecidos por MMO (Massive Multiplayer Online game), os serviços de distribuição de entretenimento é uma zona.

Primeiramente, as grandes produtoras sobrem de um mal que apelidei carinhosamente de “síndrome de EA”, devido a frequência com que a produtora Eletronic Arts lança títulos novos, praticamente inalterados, em um curto prazo de tempo. Títulos da EA Sports como a série FIFA, e a série Need for Speed da produtora-chefe, chegam a ser lançados em intervalos menores que 1 ano. Sem falar nas dezenas de expansões lançadas para a série The Sims em um mesmo ano. Entram nesta dança produtoras como Ubisoft e Konami. A solução não agride ninguém, bastaria converter o título para uma modalidade de serviço, ou simplesmente lançar expansões (pagas, claro) que inovam o jogo. Jogadores menos dedicados a um título em específico (que, inclusive, trata-se da maioria), ficarão muito mais propensos a adquirir a expansão, que simplesmente adquirir um novo título sobre um jogo praticamente idêntico lançado no ano anterior.

Em segundo ponto, entram em conflito as disputas por plataformas. Diversas produtoras lançam o mesmo título para vários consoles, celulares e PC, porém, o lançamento para PC, em diversos casos, chegam com muito atraso, as vezes com mais de 1 ano de atraso. Também são raros os casos com o conteúdos extras oferecidos online de alguns títulos são disponibilizados para PC, em sua maioria, não são. É o caso de títulos como Resident Evil 5 (Capcom), Burnout Paradise (Eletronic Arts), FIFA 10 (EA Sports), entre MUITOS outros. e ainda reclamam que as vendas de títulos para PC são fracas…. mas é claro! A grande maioria dos consumidores destes títulos possuem mais de uma plataforma de entretenimento, alguns possuem console e PC, outros possuem diversos consoles, sabendo que a produtora costuma “dar uma mancada” desse porte, é óbvio que ele vai fugir dela ou adquirir uma versão para console, quando realmente for viável!

Outro ponto que dificulta bastante a progressão do mercado em entretenimento digital é o formato de distribuição. Algumas produtoras utilizam plataformas de distribuição com DRM integrado, como o Steam e o Direct2Drive, porém, insistem em utilizar uma segunda camada de proteção contra cópias indevidas, o que irrita terrivelmente os consumidores. Existem também casos onde as produtoras distribuem títulos somente para uma distribuidora digital, ou por um serviço de distribuição próprio, o que afasta qualquer consumidor que não estiver familiarizado com aquele serviço. E por último, assim como é o caso do mercado musical, existem muitos conteúdos que já desapareceram do comércio formal, e que continuam inexistentes nas plataformas de distribuição digital, como é o caso de títulos como Worms, Populous, Carmageddon, F.E.A.R. (que inclusive publicou sua continuação online, o que deixou a história sem sentido) e Diablo (idem).

Não me surpreende as notícias referente a pirataria de titulos de entretenimento, cópias de músicas e filmes em massa. A indústria impõe restrições que a flagelam, restringe (ou desglobaliza) sua distribuição, aplica proteções que não funcionam, e em todas as tentativas de contornar tal situação prejudicou unicamente o pobre consumidor, onde são poucos os que insistem em ser honestos, e muitos outros que já desistiram de ser.

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DRM em crise: A Microsoft impede que usuários instalem programas legítimos após um período

26 de junho de 2009 2 comentários

Antes de “vomitar” algo sobre o DRM, vamos explicar:

O que é o DRM?

DRM é a sigla para Digital Rights Management, ou Gestão de direitos digitais (em português), e visa controlar, monitorar ou impedir acesso a conteúdos digitais, criptografando-os, bloqueando seu acesso ou requisitando alguma autorização remota prévia para disponibilizar o conteúdo em questão.

Atualmente o DRM está em praticamente todos os conteúdos oferecidos atualmente, como músicas, vídeos, jogos, aplicações em geral e sistemas operacionais, ele também está embutido em mídias de CD, DVD e BD, além de mídias proprietárias como o UMD.

O problema, quando o DRM requer autorização:

Existem milhões de motivos para criticar o DRM, e a mais óbvia delas é que ele não impede a única função para foi criado: A pirataria. TUDO existente até hoje, que possui DRM, foi de alguma forma copiado, pirateado e distribuído sem esta proteção, o que deixa claro que o DRM é inútil.

O segundo ponto mais criticado é em relação as aplicações intrusivas. Quando você coloca um CD de música no seu computador paro ouví-lo, automaticamente, se ele possuir uma proteção contra cópia, irá instalar em seu computador um programa para tentar impedir o usuário de fazê-lo. O problema é que, além de instalar um programa sem seu consentimento, ele é inicializado com seu sistema operacional, consumindo recursos, e claro, mesmo assim não evita a pirataria.

O terceiro ponto mais criticado é a falta de compatibilidade entre ambientes. Se você comprar uma música com DRM, ela vem em formato e codificação específicos que não funcionam em tocadores de MP3 comuns, não preparados para este sistema de “licenças de uso”. E claro, mesmo assim, não impede a pirataria.

O quarto ponto mais criticado, ainda que cada vez menos devido ao acesso popular a internet, é o fato dos sistemas, programas e conteúdos exigirem conexão a internet para autorizar sua execução. Novamente, isso também não evita a pirataria.

O quinto ponto mais criticado, e este avançando agressivamente nos 2 últimos anos, é a limitação de execução dos conteúdos, jogos e sistemas. Algumas empresas distribuidoras destes programas limitam o número de instalação permitida pelo produto adquirido, normalmente baseado em número de computadores. O problema maior é que, mesmo se você não utilizá-lo simultaneamente (o que caracterizaria pirataria), ele só permite que seja instalado uma quantidade máxima de vezes! Exemplificando de forma clara, se você comprar o Windows Vista e instalar em seu computador 1 vez, ele funciona, mas se ele quebrar, você comprar outro computador e instalar nele, não funcionará!

Até aí ainda é aceitável, levando em consideração que você aceitou este controle DRM ao comprar o produto, em alguns casos basta um contato telefônico para fazer esta liberação não esperada, o problema é quando a empresa simplesmente se recusa a autorizar a execução do programa.

Problema Microsoft: Proprietários do Microsoft Money não poderão instalá-lo após dia 31 de janeiro de 2011

A Microsoft anunciou no dia 13 de junho de 2009 que não comercializará o produto/programa Microsoft Money, e que seus serviços online e suporte serão descontinuados até 2011. Até então não vejo problemas, uma vez que sua subscription (assinatura) e período de suporte estão estipulados em contrato (TOS).

O problema de fato é que, a partir do dia 31 de janeiro de 2011, não só o suporte e serviços online ficarão indisponíveis, mas também não será mais possível utilizar o software se for necessária sua ativação. Isso significa que, se seu computador quebrar, for formatado, ou simplesmente for trocado, você não poderá mais utilizar o software que adquiriu, pois no final da instalação o programa solicita uma ativação pela internet e esta ativação não estará mais disponível.

Esta limitação não é informada ao adquirir o produto, e o problema maior é que ela também não resume-se somente ao Microsoft Money.

Sistemas como o Windows Vista, Windows 7 e programas como o Microsoft Office 2007 utilizam-se do mesmo recurso de DRM, se não for ativado online em um determinado período, eles deixam de funcionar, isso quer dizer que não só os proprietários do Microsoft Money, mas de outros produtos da Microsoft podem simplesmente perder o direito de utilizar os produtos comprados a qualquer momento.

Em contato com a Microsoft, eles informaram que “não poderiam fazer nada quanto ao caso”, e que o produto adquirido realmente não poderia mais ser instalado após dia 31 de janeiro de 2011, conforme informa este comunicado na página do produto.

Entramos na era onde produtos ativados ou distribuídos digitalmente também possuem prazo de validade… lesando consumidores legítimos na tentativa de se defender da pirataria, lembrando que todos os esforços foram em vão. Me sinto violentamente lesado, ou roubado, que seja.

Categories: Pessoal, Tecnologia

Síndrome de honestidade, “jeitinho brasileiro”, pirataria e afins

25 de junho de 2009 Sem comentários

Para ninguém quem lê meu blog, irá entender parte de um problema que eu tenho, que apelidei carinhosamente de “síndrome de honestidade”.

Como eu já disse anteriormente aqui, aqui e aqui, brasileiro é um filho da puta por cultura própria. Vamos então, analizar suas culturas:

  • Brasileiro se emociona quando divide a conta e esquece de pagar, ou pior, quando paga e recebe troco a mais. Sente-se como se tivesse ganho na loteria, por ter 6 reais a mais no bolso.
  • Brasileiro reclama do motoboy que costura os carros, mas não olha quando estaciona na calçada, pára em fila dupla, ou sobre a faixa de pedestres.
  • Sinal vermelho “é para os trouxas”, brasileiro não perde a oportunidade de atravessá-lo, nem sob o risco de um acidente ou de fechar um cruzamento.
  • Brasileiro não paga por conteúdo, para que pagar por programas, música, jogos? “Está de graça na web!”, ele diz. Brasileiro rouba discaradamente o trabalho de desenvolvedores, músicos e artistas, e guarda para sí, ou copia para outros, isso quando não ganha alguma coisa em cima disso.
  • Alguns brasileiros “fazem um gato” para ter elergia elétrica, água potável, muitos brasileiros roubam sinal de tv a cabo, internet, telefone, por que pagar para ver tv a cabo “é besteira”.
  • …brasileiro, gosta de levar vantagem sobre os outros, contra eles mesmos, e ele prega isso, são culturamente desonestos, pegam para si e aproveitam disso simplesmente pelo fato de não existir algo que os impeça de fazê-lo… Mas reclama dos políticos que tem!
  • Pense, brasileiro ESQUECE que os políticos que eles elegem são.. brasileiros! E como a grande maioria dos brasileiros, eles pegam sua cultura, que é a extorção, o roubo, o vandalismo, e culturamente falando, gostam de levam vantagem sobre os outros. A diferença é que eles não recebem troco errado da padaria, eles tem acesso a todo o capital da nação! Não é de se surpreender que o troco arrecadado por eles sejam de algumas centenas de milhões de reais.

O jeitinho brasileiro e suas consequências são as maiores hipocrisias que o brasileiro carrega, desde quando nasce. Por isso luto, por honestidade.

Brasileiros são desonestos a ponto de enfraquecer a própria lei, comentários de (do exemplo) Alexandre Garcia:

Vale a pena ler: Jeitinho brasileiro é o caralho!

Categories: Pessoal, Tecnologia

A vingança da convergência na Folha

15 de janeiro de 2009 Sem comentários

Resumiram minha “minissérie” na Folha de São Paulo, caderno Informática, do dia 14 de janeiro de 209.

DIREITOS DO USUÁRIO

Serviços grátis da rede também são considerados relação de consumo Quando operadora vende celular com subsídio, fabricante compartilha responsabilidade pelo produto - Por GUSTAVO VILLAS BOAS, DA REPORTAGEM LOCAL

Uma empresa faz o telefone, outra o vende. Uma faz o sistema operacional, outra produz o micro que carrega o programa. Quando surge um problema, o consumidor, muitas vezes, se perde, fica envolvido em um jogo de empurra, sem conseguir resolver coisas tão simples como uma tecla que não funcione.

Mas a lei é clara: “No caso de cadeias de consumo, todas as partes são responsáveis”, diz o técnico do Procon-SP (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor) Raul Dalaneze. Ele diz que, muitas vezes, uma multinacional afirma que não presta determinada assistência no Brasil. Mas, caso a empresa tenha escritório no país, e exista uma relação de consumo, o técnico diz que a ela deve atuar. “Mesmo que os termos digam que o foro para resolver os problemas é nos EUA, em uma relação de consumo, o foro é o do consumidor.”

E no caso de serviços de internet -por exemplo, e-mails gratuitos? Dalaneze diz que, na maior parte das vezes, esse contrato entre a empresa fornecedora do endereço eletrônico gratuito (ou outro recurso) e o usuário é caracterizado como uma relação de consumo.

O código do consumidor determina que essa relação é caracterizada pela existência de remuneração -no caso de serviços gratuitos, normalmente feita pela publicidade. Nesses casos, é possível reivindicar seus direitos, ato “mais fácil se a empresa tiver escritório no país”, diz Dalaneze.

Perda de conta

Ivan Carlos, gerente de tecnologia, teve um problema com um grande prestador de serviços da rede: o Google. Tomou um susto, mas não foi à Justiça. Em dezembro, ao tentar entrar em um serviço, descobriu que a conta estava desativada.

Não era coisa pouca: além do Gmail, Carlos tinha vídeos no YouTube, blog e era dono de comunidades no Orkut. Ele resumiu seu problema como “a vingança da convergência dos serviços” em e-mail à Folha, um dia depois de descobrir a desativação da conta.

“Você não deve concentrar todas as informações em uma única empresa”, disse Carlos à Folha, na semana passada.

“Eu consegui recuperar meus dados, mas já migrei meu blog para o Wordpress.”

Para recuperar a conta, ele diz que cumpriu os passos indicados pelo Google, “complicados”, segundo Carlos, mas também entrou em contato com a assessoria de imprensa.

A conta foi recuperada dois dias depois do cancelamento.

O Google, claro, fez valer seu direito de resposta:

outro lado

Google afirma que analisa todos os casosDA REPORTAGEM LOCAL

O Google afirmou que a recuperação da conta de Ivan Carlos foi feita normalmente. “A equipe do Google recebeu e processou a solicitação dele pelo canal eletrônico utilizado por qualquer internauta.” A conta foi recuperada em dois dias.

De acordo com Felix Ximenes, diretor de comunicação do Google Brasil, a melhor forma de proceder é via Central de Ajuda (www.google.com.br/support).

Ximenes diz que apenas em casos graves a conta é cancelada em todos os serviços. Segundo ele, uma equipe sempre avalia reclamações por conta desativada.

No caso do Orkut, o site mais popular do Brasil, esse procedimento ocorre em 48 horas, em média.

Quem tiver uma conta desativada deve agir rápido. Os dados são mantidos por apenas alguns dias, de acordo com Ximenes.

Minha réplica, em resposta a assessoria de imprensa do Google, segue abaixo:

(…) Se o procedimento que funcionou foi o adotado no grupo de ajuda, ou em contato contigo, não sei como dizer, pois no dia 18 já havia falado com vcs, digo isso pois existem outros casos idênticos no mesmo grupo de ajuda do google sem qualquer resposta do staff, como abaixo:

http://groups.google.com/group/google-pt-forum/browse_thread/thread/a4b4b3da5568a1bb/cc5cbf4bcd4004e6
http://groups.google.com/group/google-pt-forum/browse_thread/thread/838a0f08f9057cf9/52cb2b8d0a6f230c
http://groups.google.com/group/google-pt-forum/browse_thread/thread/b15e0502e0175390/f7dc548f3fd5e12e
http://groups.google.com/group/google-pt-forum/browse_thread/thread/dc3c5a9c4e72c0cc/e4016c40c73aec1a
http://groups.google.com/group/google-pt-forum/browse_thread/thread/1152b98761655591/664583d4df90f57b

Não encontrei nenhum outro chamado recente no grupo de ajuda do google informando a solução do problema, envio ou recebimento de e-mails, nada.

“The end.”

Windows 7 e a piada do próximo ano

7 de novembro de 2008 2 comentários

- Embasamento ref. ao meu post anterior

O Windows 7, que será lançado entre julho de 2009 e janeiro de 2010, nada mais é do que um Windows Vista com alguns mínimos retoques.

Pois bem, então, o que mudou nele?

windows7

- O Aero é, por padrão, um pouco mais transparente;

- Mudaram os nomes de alguns recursos;

- Ao pesquisar pelo Menu Iniciar, ele ocupa toda a área do menu;

- Calculadora e Paint foram visualmente redesenhados;

- PowerShell foi incluso no sistema;

- O UAC, o Security Center e o painel de informações foram integrados;

- Acompanha Internet Explorer 8 e Media Player 12;

- O Microsoft Memory Diagnostics pode ser acionado de dentro do sistema, assim como o scandisk sempre fez;

…e só.

Eu não consigo realmente entender o pq é necessário lançar um NOVO TÍTULO para oferecer alterações deste nível, coisas que um Service Pack de 500 MB resolveria com um pé nas costas!!!

Ainda assim, eu apresentei o sistema a um usuário leigo, a primeira e única coisa que ele fez ao olhar para a tela foi.. abrir o Internet Explorer!!!

Convenhamos, estamos em uma era de SERVIÇOS WEB, o que um sistema operacional novo poderá trazer de diferente para nós? Não é necessário um novo título a cada 3 anos somente para mudar a casa e a disposição de meia dúzia de programas!!!

Infelizmente, esta é a “Síndrome de EA”.

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Síndrome de EA

29 de outubro de 2008 Sem comentários

O jargão “Síndrome de EA” não apareceu ao acaso, a EA, vulgo Eletronic Arts, caracterizou sua síndrome após a série de títulos The Sims, com, no mínimo, 8 expansões cada um, lançados todos com frequência bimestral ou menor.

Parece então que esta falta de bom senso da EA se tornou um viral, além de suas dezenas de expansões de The Sins, versões anuais de seus FIFAs, NHLs, NBAs, etc, além das edições comemorativas, passaram a lançar seus “Need for Speed”s em menos de 1 ano de intervalo, e as versões datadas no ano seguinte estão sendo lançadas 6 meses antes do reveillon… e assim, “caminhando e andando”, outras empresas como a Konami passaram a fazer a mesma coisa. Não obstante, até a Microsoft resolveu entrar na dança, anunciando 1 novo sistema operacional a cada 3 anos, 1 novo servidor a cada 2 anos, 1 novo pacote anual do Office por ano…. PORRA!!!

Se não existe nenhuma diferença realmente significativa entre este monte de edições, PARA QUE LANÇAR UM NOVO TÍTULO? Um simples patch não atualizaria os nomes, faces e características? Não seria melhor trabalhar com o kernel, ou engine, ou qualquer outra base, a fim de aprimorá-la SIGNIFICATIVAMENTE antes de disponibilizar uma nova versão???

Passeando pelo site da EA.com, vejo então o banner abaixo…

spore

…mas este título (Spore) ACABOU de ser lançado… eu mal comecei a cogitar a hipótese de conhecê-lo… E JÁ ESTÃO FALANDO NA EXPANSÃO DELE???

…desisto.

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Demanda de recursos e sua própria forca

14 de outubro de 2008 1 comentário

Sim, eu me referi a FORCA, não a força.

Os aplicativos de entretenimento, principalmente os jogos desenvolvidos para computador e consoles que se conectam a internet, estão com certa “mania” de fornecer alguns recursos que os jogadores sempre desejaram, chamado achievements.

…mas o que é isso?

Achievements são conquistas que você faz durante o jogo, não simplesmente por terminá-lo, chegar ao final, toda a ladainha que existe desde os consoles 8 bits, mas sim um relatório de todos os seus desempenhos e conquistas pre-determinados pelo fabricante. Essa idéia de achievements existe desde os eventos sociais interativos, onde os visitantes cumpriam algumas missões e até sessões de “quiz” para concorrer a prêmios.

O sistema de achievements é um caminho sem volta, com duplo impacto aos produtores de jogos, distribuidores e aos próprios jogadores.

Primeiramente, ele faz com que todo jogo seja muito mais explorado, muito além do típico “início-fim” de jogo no qual estávamos acostumados.

Segundo, consequentemente, o jogador vai se dedicar mais aos títulos que lhe agradar mais.

Terceiro, tendo em vista esta “parceria a longo prazo”, os jogadores passaram a não consumir títulos em massa, mas sim escolher criteriosamente aqueles que lhe proporcionam maior experiência.

Quarto, as desenvolvedoras e produtoras estão se dedicando a publicar títulos mais complexos, e menos frequentes, para este público exigente.

…e quinto, aqueles que não souberem explorar este mercado está restrito a fatia de mercado mais desatenta a sua própria experiência.

Aquelas empresas que lhe fornecerem melhores desafios e interações com seus achievements ainda terão mais vantagens sobre as concorrentes, uma vez que a experiência do jogador é melhor quando ele pode divulgar, comparar e ser motivado a superar oponentes através destas conquistas.

Meus cumprimentos a Valve e a Blizzard por seus avanços em relação a evolução do entretenimento eletrônico.

Categories: Empresas, Tecnologia
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