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Arquivo da Categoria ‘Tecnologia’

O vírus que derrubou um avião

25 de agosto de 2010 1 comentário

Um vírus fez isso?

A imprensa está louca, o mundo está estúpido. Pelo menos, os funcionários da companhia aérea Spanair estão felizes, ao menos todos aqueles que não fazem parte da equipe de service desk.

Repentinamente, resolveram achar um culpado para justificar a causa da queda de um avião que aconteceu em 2008, vôo JK5022 matando 154 pessoas: Um vírus. Pior, não se tratava de fato de um vírus, mas sim de um cavalo de tróia. Vírus praticamente não existem hoje em dia, aquele que infectava arquivos legítimos e tal… aah, século passado, saudade de você.

Um cavalo de tróia, ou trojan, nada mais é do que um malware instalado inadvertidamente em um computador com sistema operacional popular a fim de executar alguma tarefa programada. Desviar ou alterar sites, enviar spam, capturar e-mails, se replicar em listas de contatos dos usuários, etc. Nenhuma dessas operações costumam atacar sistemas comerciais específicos.

No caso do acidente de 2008, descobriram que um computador onde o operador lê os alertas emitidos pela aeronave, estava com um trojan instalado, e segundo diversas matérias, como esta, o mal funcionamento do computador impediu que este alerta fosse exibido para o operador.

Me desculpe, mas utilizar um computador com “mal funcionamento” para monitorar ambientes críticos é burrice!

Um vírus, worm, trojan, spyware, grayware, ou qualquer outra coisa do gênero, NÃO manipula sistemas. Ainda mais sistemas com fins comerciais muito específicos. Este trojan NÃO foi programado para suprimir os alertas desse sistema. Um avião NÃO deveria ser autorizado a decolar sem antes a verificação do sistema de monitoramento, e se ele não estivesse funcionando ou tivesse alguma dúvida, que utilizasse outro terminal!

Operador trabalhando:

“Vou acessar o histórico de falhas do avião”
“Putz! Minha máquina está com vírus, vou abrir um chamado mas o suporte vai demorar, manda decolar, acho que está tudo certo com ele”
“PLOFT!”
“Eh… parece que não.”

Isso está com cara de irresponsabilidade, incompetência, desobediência do procedimento  ou incapacidade do operador responsável por esta operação, e que achou, literalmente, um cavalo (de tróia) para botar a culpa.

Vamos a causa real do acidente: O avião explodiu porque contornaram um alerta de superaquecimento na aeronave com um fusível e… gelo!

Transcrição do diálogo contido na caixa-preta:

Mecânico: “Pode me trazer uma bolsa de gelo… ou de amendoins.”
Carregador: “Para vocês?”
Mecânico: “Não, homem. É uma brincadeira, é para esfriar a sonda. Ela está falhando.”
Comandante: “Tenho que anotar tudo isso porque vamos sair atrasado.”

(Alguns minutos depois)

Mecânico: “Então vamos deixar assim, com o aquecedor inoperante. OK?”
Comandante: “E tirar o disjuntor, não?”
Mecânico: “É porque estava esquentando.. o sistema fica inoperante.”
Comandante: “Você tira o disjuntor ou algo mais?”
Mecânico: “Não, o disjuntor, mas está inoperante. Vou despachar de acordo com o MEL (a lista de equipamentos mínimos com que um avião pode voar).”
Terceiro ocupante da cabine: “O que era? Trocaram o relé (interruptor acionado eletricamente)?”
Co-piloto: “Não, eles o tiraram.”
Terceiro ocupante da cabine: “Como vão tirar o relé! Colocaram gelo no final?”
Terceiro ocupante da cabine: “A temperatura baixou muito?”
Co-piloto: “Inferno, puxa!”
Terceiro ocupante da cabine: “Para esfriar antes que o sensor? Mas se o problema era o sensor, voltará. É um remendo que fizeram ali.”
Co-piloto: “Pode-se fazer assim.”
Terceiro ocupante da cabine: “Mas colocar gelo em um sensor para que esteja dentro do limite…”
Co-piloto: “Não, não, isso era para ser resfriado muito antes.”

Em um momento da conversa, o co-piloto está reclamando porque a namorada dele vai ter que esperar mais de uma hora e meia no aeroporto porque o avião saiu atrasado e diz que vai pedir não voar com o comandante, porque só na semana tiveram três incidentes. O último som que ouviu foi o grito do co-piloto.

Co-piloto: “Bate na madeira, tio. Nós vamos pedir para não voar junto com você.”
Comandante: “Não houve tantos incidentes assim.”
Co-piloto: “Cada vez que voei com você tivemos algum problema.”
Comandante: “Pilota você? (Cede controle a seu parceiro)”
Terceiro ocupante da cabine: “Vamos que vamos.”

(Ruídos)

Co-piloto: “Falha no motor?”

(A voz de alarme toca quatro vezes)

Comandante: “Voa avião.”
Comandante: “Voa.”

(Se escuta o primeiro golpe)

Comandante: “Merda!”

(Se escuta o segundo golpe)

(O co-piloto grita)

O resultado foi esse:

Segundo o iOnline, o julgamento dos culpados por negligência aconteceu em maio, então me pergunto: De onde saiu essa idéia de que um vírus ajudou a causar o acidente? Alguns jornalistas me envergonham. G1 #fail.

Pirataria e a (falta de) distribuição digital como agravante

18 de julho de 2010 Sem comentários

Aos desenvolvedores do Internet Explorer

9 de abril de 2010 Sem comentários

Os desenvolvedores do Internet Explorer andam de pé porque são teimosos, pois eles são quadrúpedes.

Eu sou usuário deste navegador devido a sua invasão na minha área de trabalho… instalo um sistema e ele já está lá, não preciso fazer mais nada, porém, algumas pequenas coisas, coisas idiotas que fazem diferença, me irritam… e não estou falando de forma de renderização, padronização do HTML e CSS, tempo de execução, etc, estou falando de coisas banais mas que impactam o usuário diretamente, começando:

  • O Internet Explorer não sabe ler cookies por si só

Não importa se você prefere guardar seus cookies com carinho, eles serão inutilizados de alguma forma (e não é devido ao prazo de expiração). Acontece que, mesmo se você NÃO apagar os cookies do seu navegador, mas limpar o índice de arquivos (index.dat) da pasta de arquivos temporários (Temporary Internet Explorer), o navegador ignorará seus cookies! Ou seja, ele utiliza o mesmo registro para gravar onde estão o cache do navegador e os seus cookies, uma limpeza no cache manda tudo pro espaço, querendo ou não.

  • O Internet Explorer não foi feito para trabalhar como bloqueador de pop-ups

Sabe aqueles popups irritantes que existiam em 1900 e guaraná-com-rolha? Pois é, todos os navegadores atuais acompanham um fantástico sistema “bloqueador de pop-ups”, para que você não seja importunado mais com isso. Porém, ao contrário dos outros navegadores que retém o pop-up e basta um clique na barra para que o pop-up perdido seja liberado, não, o Internet Explorer faz questão de ATUALIZAR a página em que você está para efetuar essa liberação. Por exemplo: se você está fazendo uma compra online e ele tenta abrir um pop-up para você concluir o pagamento, o navegador barra, você libera e ele atualiza, heis que ele fez um outro submit, gerou uma nova ordem de compra e agora vc tem 2 pedidos pendentes no sistema, é muita burrice! Outro exemplo: você está em um site com uma propaganda engracadinha em flash, quer acessar a propaganda e foi bloqueado, pq a ordem de nova janela das animações em flash são interpretadas pelo IE como pop-up. Você clica na barra para liberar o pop-up e… a página atualiza! O pior, a propaganda era randômica, a nova página carregou outra e vc ficou sem acessar a propaganda que queria!

  • O Internet Explorer não sabe lidar com sessões de login

Em diversos sites, como o social.bioware.com, acontece isso. Você tem um campo de login e senha, e o preenche. Acontece que o navegador não repassa essas informações adiantes porquê ele simplesmente não leu o script antes do comando post ou get, e já te mandou para uma página protegida que, fatalmente, tornou a te pedir login e senha! Quer cenário mais frustrante que esse?

  • “Desenhado somente para o Internet Explorer”

Não vou me alongar neste tópico, o problema base é: Todo site desenvolvido precisa ser revisto, testado e adaptado para o Internet Explorer. Mesmo que seja o Internet Explorer 8. É incrível.

Por conta desses problemas, estou novamente tentando mudar novamente para outro navegador. E assim insistimos em fazer com que os outros navegadores funcionem com qualquer site (criado para IE), assim como insistimos em fazer com que o Internet Explorer simplesmente funcione como qualquer outro navegador.

O voto contra as “novas” imagens 3D

2 de abril de 2010 2 comentários

Originalmente postado aqui.

A idéia de representar imagens em 3D através da TV, monitor, salas de cinema e fliperamas não é nova. A quase 20 anos, em 1991, a Sega lançou o arcade Time Traveler, o fliperama de um jogo de ação filmado (no melhor estilo Sega-CD), e em 1992 um jogo de luta que… mostrava gráficos 3D. Estes arcades não usavam nenhuma mágica como monitores de alta frequência e óculos com filtros especiais, ele simplesmente renderizava um holograma!

A imagem era perfeita, personagens 3D literalmente fora da tela, uma vez que os hologramas são literalmente projetados fora da tela, no melhor estilo “Doutor” (o médico da nave USS Voyager, da série Star Treck). Então eu fico pensando, onde o mundo quer chegar com a reinvenção do 3D?

Algum tempo antes do lançamento deste arcade já se explorava a emissão de imagens em televisores e projeções de cinema de forma que, com a ajuda de um óculos de lentes coloridas, fosse possível sentir a profundidade do ambiente como se estivessem mais próximos que a tela, exatamente o ponto de exploração do mercado de “Motion 3D” atual. Não muda nada. Bom, praticamente nada.

A sacada recente foi simplesmente aumentar a frequência de atualização da tela, de habituais 40~60hz para 120hz, e utilizar óculos digitais (conectados no monitor) ou com filtros que captem cada lente, metade destes quadros. Desta forma, um filme pode lhe enviar o dobro de quadros (ou a atualização do mesmo quadro, mascarado), de forma com que cada olho receba um ponto de vista diferente, onde, ao processar a imagem, forme uma imagem de sobreposição, como se não houvesse projeção desta imagem.

Obviamente esta tecnologia é muito mais avançada e a qualidade é impecável comparada a aqueles óculos de papel celofane com lentes de cores vermelho e azul, mas a idéia, de longe, não é nova.

Eu não tenho absolutamente nada contra a tecnologia, a Sony inclusive já está vendendo televisores, óculos e já anunciou que seu console PlayStation 3 datá todo o suporte para geração de “Motion 3D” (Muitos jogos antigos, como o Wipeout, já podem ser vistos em Motion 3D), a NVidia também já entrou no mercado a um bom tempo, assim como diversas fabricantes de monitores,porém a exploração desse mercado não consiste somente em avançar tecnicamente.

A idéia de projetar Motion 3D em um cinema é fantástica, já que você está pagando pela infraestrutura do ambiente, fez do filme Avatar um sucesso, mas, suponhamos que você esteja em casa, chama sua família inteira e uns 12 amigos pra fazer uma sessão de cinema na sua casa para inaugurar aquela p*** TV de 52′ com Motion 3D que você acabou de comprar… você vai comprar óculos pra todo mundo? Eu acho que não. Quem usa óculos, ou mesmo quem não usa mas possui deficiências distintas em cada olho, terá mais um empecilho ao usar um óculos 3D. Não acho que o mercado irá vender óculos 3D com grau.

Estou votando no contra, obviamente nenhum estudo tecnológico é desperdiçado, só acredito que estão tentando vender isso para o público errado.

Conteúdo digital: Mercado com abusos e sem padrões

19 de fevereiro de 2010 1 comentário

Um executivo me mandou um e-mail nesta tarde, com uma única frase: “Por que o mercado de conteúdo digital não vai pra frente?”

Como um bom reclamão, resolvi responder aqui:

O mercado de conteúdo digital vai para frente, vai muito além do que imaginamos, o problema é que ele é totalmente decentralizado, fora de qualquer padrão e extremamente abusivo.

Podemos definir a área em 4 grandes nichos:

  • Mercado musical – onde englobam os trabalhos de produção sonora distribuidas digitalmente, e que as gravadoras odeiam tanto;
  • Mercado cinematográfico – onde englobam os trabalhos audiovisuais, filmes, seriados e afins;
  • Mercado de entretenimento digital – que envolvem os jogos eletrônicos, jogos de azar e jogos familiares/casuais; e
  • Mercado de serviços eletrônicos – que tratam de acesso a aplicações web, serviços em cloud computing, modalidades “software as a service”, etc.

Tirando o mercado de serviços eletrônicos, onde são dedicados ao casal computador + internet da forma que conhecemos e voltados para uma plataforma ou serviço em específico, todas as outras estão em crise. Uma crise de identidade, crise existencial. São sobre estes três primeiros mercados sobre qual me aprofundarei.

O mercado musical é desorganizado, traumatizado, desesperado para se tornar rentável a todo custo, e com isso são gerados contratos e mais contratos entre empresas de distribuição e cada uma das gravadoras que querem fazer parte desse negócio, englobando forma e formato de distribuição, métodos de proteção contra cópia indevida e outras características.

O que acontece de fato é que as gravadoras perderam, a muito tempo, a rentabilidade garantida da venda de mídias físicas, e querem retomar de alguma forma, mesmo sabendo que a muito tempo seu trabalho era conhecido como sangue-suga de ambas as partes, dos artistas e dos consumidores.

Ao meu ver, o artista ganha muito mais em seus shows, participações em eventos e venda de trilhas para outras produções audiovisuais do que vendendo cdzinho nas lojas. Isso era fato a algum tempo, agora é óbvio. As gravadoras se desesperam ainda mais quando o artista apóia o compartilhamento de suas obras pela internet.

O caso mais claro de sucesso para contornar esse problema, como serviço, é o iTunes. Ele tem um grande catálogo de grandes produtoras e artistas independentes, vendas em alta e índice quase nulo de falhas, exceto pelo fato de ser restrito para algumas partes do planeta. Brasileiros, por exemplo, não podem acessar o catálogo de músicas do iTunes, o que faz o negócio perder seu sentido, é o que chamamos de “desglobalização da internet”. Como algo disponível em uma rede mundial é restrito para algumas regiões? Fica a pergunta no ar.

Para exemplificar um caso nacional, temos o Sonora, do provedor Terra. Ele vende músicas, como o iTunes, e as reproduz online, como o LastFM. A diferença neste caso é que o catálogo do Sonora é extremamente limitado, procurei por minhas 2 bandas preferidas, que são finlandesas, e não as encontrei no Sonora. Outro problema é que todas as músicas possuem DRM, ou seja, são protegidas digitalmente. Elas necessitam de aplicações e licenças exclusivas para serem reproduzidas, isso quer dizer que eu não posso simplesmente colocar em qualquer aparelho de MP3 antigo que fatalmente não funcionará. É totalmente previsível, e compreensível, que a grande maioria dos consumidores em potencial deste conteúdo sinta-se no direito de copiar o material sem qualquer pudor.

O mercado cinematográfico sofre praticamente do mesmo mal, sob a condição de ser ainda mais restritivo. o iTunes, além de só distribuir filmes em alguns países, também os protege com DRM. A Sony faz o mesmo através do Playstation Network, e não encontrei sequer 1 empresa que oferecesse para o Brasil um catálogo no mínimo tolerável de filmes para venda ou locação.

Assim como no mercado musical, as produtoras estão desesperadas, ainda que elas consigam grande parte de sua rentabilidade em um ambiente livre de cópias, que é o conforto de uma sala de cinema, porém, ainda são vilãs, aliás, todos são. Do valor total pago em uma entrada para cinema, 97% deste, NO MÍNIMO, vai para o estabelecimento. Sem considerar o preço exorbitante e superfaturado dos comestíveis do local. Do que resta, a maior parte vai para a produtora, quem fecha a edição e faz o marketing. O “pouco” que sobra (embora tenham faturamentos milionários, é muito pouco comparado ao lucro da produtora) vai para a mão dos estúdios, que colocam a mão na massa e pagam o seu casting.

Filmes na forma de conteúdo digital, ao meu ver, não anda pra frente, e não andará. Não há lançamentos sincronizados entre diferentes países, não há serviços ditribuindo o material, não há padrão de formato, há proteção (inútil) d+, e assim o mercado não anda, esse não anda mesmo.

O mercado de entretenimento digital, apesar de ser o mais bem sucedido, é o que mais agride seus consumidores. Tirando casos de sucesso como aplicativos de redes sociais, alguns jogos de azar como o PokerStars e PKR, e serviços por assinatura como os jogos conhecidos por MMO (Massive Multiplayer Online game), os serviços de distribuição de entretenimento é uma zona.

Primeiramente, as grandes produtoras sobrem de um mal que apelidei carinhosamente de “síndrome de EA”, devido a frequência com que a produtora Eletronic Arts lança títulos novos, praticamente inalterados, em um curto prazo de tempo. Títulos da EA Sports como a série FIFA, e a série Need for Speed da produtora-chefe, chegam a ser lançados em intervalos menores que 1 ano. Sem falar nas dezenas de expansões lançadas para a série The Sims em um mesmo ano. Entram nesta dança produtoras como Ubisoft e Konami. A solução não agride ninguém, bastaria converter o título para uma modalidade de serviço, ou simplesmente lançar expansões (pagas, claro) que inovam o jogo. Jogadores menos dedicados a um título em específico (que, inclusive, trata-se da maioria), ficarão muito mais propensos a adquirir a expansão, que simplesmente adquirir um novo título sobre um jogo praticamente idêntico lançado no ano anterior.

Em segundo ponto, entram em conflito as disputas por plataformas. Diversas produtoras lançam o mesmo título para vários consoles, celulares e PC, porém, o lançamento para PC, em diversos casos, chegam com muito atraso, as vezes com mais de 1 ano de atraso. Também são raros os casos com o conteúdos extras oferecidos online de alguns títulos são disponibilizados para PC, em sua maioria, não são. É o caso de títulos como Resident Evil 5 (Capcom), Burnout Paradise (Eletronic Arts), FIFA 10 (EA Sports), entre MUITOS outros. e ainda reclamam que as vendas de títulos para PC são fracas…. mas é claro! A grande maioria dos consumidores destes títulos possuem mais de uma plataforma de entretenimento, alguns possuem console e PC, outros possuem diversos consoles, sabendo que a produtora costuma “dar uma mancada” desse porte, é óbvio que ele vai fugir dela ou adquirir uma versão para console, quando realmente for viável!

Outro ponto que dificulta bastante a progressão do mercado em entretenimento digital é o formato de distribuição. Algumas produtoras utilizam plataformas de distribuição com DRM integrado, como o Steam e o Direct2Drive, porém, insistem em utilizar uma segunda camada de proteção contra cópias indevidas, o que irrita terrivelmente os consumidores. Existem também casos onde as produtoras distribuem títulos somente para uma distribuidora digital, ou por um serviço de distribuição próprio, o que afasta qualquer consumidor que não estiver familiarizado com aquele serviço. E por último, assim como é o caso do mercado musical, existem muitos conteúdos que já desapareceram do comércio formal, e que continuam inexistentes nas plataformas de distribuição digital, como é o caso de títulos como Worms, Populous, Carmageddon, F.E.A.R. (que inclusive publicou sua continuação online, o que deixou a história sem sentido) e Diablo (idem).

Não me surpreende as notícias referente a pirataria de titulos de entretenimento, cópias de músicas e filmes em massa. A indústria impõe restrições que a flagelam, restringe (ou desglobaliza) sua distribuição, aplica proteções que não funcionam, e em todas as tentativas de contornar tal situação prejudicou unicamente o pobre consumidor, onde são poucos os que insistem em ser honestos, e muitos outros que já desistiram de ser.