Venho a um bom tempo falando sobre DRM (digital rights management - gestão de direitos digitais), com empresas distribuidoras de conteúdo digital, mas eles insistem. A Ubisoft reconheceu seu erro e removeu o DRM de alguns títulos de jogos antigos, a Rockstar embora não tenha amolecido, ao menos tem prestado suporte sobre o caso, o iTunes também está distribuindo músicas sem DRM a algum tempo… mas nem tudo é um mar de rosas.
A Eletronic Arts, teimosa como sempre, ainda não entendeu que DRM é mal. “Enfiou” um rootkit garganta abaixo de seus consumidores, limitaram a instalação de títulos, e continuam fazendo. Outras empresas como a Zuxxez entenderam o quão DRM é prejudicial, o abandonaram, mas não se importam com seus clientes que ainda enfrentam problemas por causa disso. Serviços cretinos como o Sonora, uma versão nacional do iTunes distribuído pelo Terra, dispensa comentários, além de usar DRM. Seja como for, DRM é inútil.
Colocar DRM em uma trilha de música ou título de jogo é a coisa mais estúpida a se fazer. A engenharia reversa, exploração de vulnerabilidades e a cultura do ser humano nos leva a sermos práticos, e sempre será, não há sequer 1 título no mundo inteiro com DRM que não tenha sido violado, modificado, e distribuido sem proteções. Não quer que distribuiam sua obra ilegalmente? Mostre as vantagens de fazê-lo legalmente! Não quer ver sua obra pirateada? Existem N meios melhores e certamente mais eficazes de distribuir conteúdo digital sem problemas! Mas instalar aplicações escondidas no computador do usuário ou controlar o número de vezes que ele pode abrir ou instalar algo definitivamente não é o melhor meio.
Criador de World of Goo critica uso de softwares de DRM
Em uma palestra durante a GDC, o criador de World of Goo, Ron Carmel, falou sobre o que pensa sobre a idéia de proteger jogos de PC com softwares de DRM, que prometem evitar a pirataria. Sensato, Carmel disse que as empresas que tentaram isso apenas desperdiçaram seu dinheiro. Para ele, qualquer coisa que seja interessante será crackeada, e a versão pirata será mais confortável para o usuário, já que ele não precisará inserir gigantescos números de série ou se preocupar com algum limite do número de vezes que seu jogo poderá ser instalado.
“Qualquer um que quiser o jogo irá encontrá-lo em sites de BitTorrent”, disse ele ao site GameSpot. “Estará crackeado, mesmo com o DRM, e estará disponível tão rapidamente que eu não vejo o ponto em ter DRM”, ponderou
Camel também aproveitou para dar dicas aos produtores independentes de jogos. Ele alertou para que eles não se preocupassem em vender seus produtos em lojas, na mídia física. Para ele, produtoras independentes vendem melhor se bancarem sua própria distribuição, através de distribuição digital.
Ao mesmo tempo, o antipático (e cri-cri) co-fundador da VALVe, Gabe Newell, lembrou que o Steamworks faz do DRM um sistema obsoleto (como se alguma vez serviu para alguma coisa).
…por causa do DRM, meu Babylon não para de gritar comigo dizendo que estou usando mais licenças do que eu tenho, levando em consideração que eu sempre desinstalo o software de um hardware antigo antes de instalá-lo em um novo, e meu jogo Earth 2160 não instala pois o servidor que controla o DRM desse título foi… simplesmente… desligado. Alguém aqui fala alemão fluentemente?
O jargão “Síndrome de EA” não apareceu ao acaso, a EA, vulgo Eletronic Arts, caracterizou sua síndrome após a série de títulos The Sims, com, no mínimo, 8 expansões cada um, lançados todos com frequência bimestral ou menor.
Parece então que esta falta de bom senso da EA se tornou um viral, além de suas dezenas de expansões de The Sins, versões anuais de seus FIFAs, NHLs, NBAs, etc, além das edições comemorativas, passaram a lançar seus “Need for Speed”s em menos de 1 ano de intervalo, e as versões datadas no ano seguinte estão sendo lançadas 6 meses antes do reveillon… e assim, “caminhando e andando”, outras empresas como a Konami passaram a fazer a mesma coisa. Não obstante, até a Microsoft resolveu entrar na dança, anunciando 1 novo sistema operacional a cada 3 anos, 1 novo servidor a cada 2 anos, 1 novo pacote anual do Office por ano…. PORRA!!!
Se não existe nenhuma diferença realmente significativa entre este monte de edições, PARA QUE LANÇAR UM NOVO TÍTULO? Um simples patch não atualizaria os nomes, faces e características? Não seria melhor trabalhar com o kernel, ou engine, ou qualquer outra base, a fim de aprimorá-la SIGNIFICATIVAMENTE antes de disponibilizar uma nova versão???
Passeando pelo site da EA.com, vejo então o banner abaixo…
…mas este título (Spore) ACABOU de ser lançado… eu mal comecei a cogitar a hipótese de conhecê-lo… E JÁ ESTÃO FALANDO NA EXPANSÃO DELE???
…desisto.
A Vivendi, grupo proprietário da Blizzard (produtora do World of Warcraft e Starcraft) fechou acordo de fusão desta empresa com a Activision. Ela deterá 52% da nova empresa nascida a partir desta fusão chamada Activision Blizzard.
Segundo a Blizzard, nada mudará, nem nome, nem logo, nem linha de desenvolvimento, nem sites, nada, já a Activision (produtora de Call of Duty e Guitar Hero) não se pronuncia muito.
Para entusiasta Steam, World of Warcraft e Burnout, isso pode ser um problema.
A Activision a pouco havia se apropriado da Bizarre Creations, produtora da série Burnout, e não estou muito certo sobre seu futuro.
Terá a série Burnout descontinuada ou alterada sua tragetória?
A série Call of Duty deixará de ser distribuida via plataforma Steam?
Ou teremos alguma mudança ou continuação fora do planejado em World of Warcraft?
Aguarde as cenas do próximo capítulo… até lá, só tenho a sorrir pelo fato de, além da Eletronic Arts já ter sido um fiasco no desenvolvimento do último Need for Speed, suas versões repetitivas, enjoativas e exaustivas de seus FIFAs 98, 99, 2000, 2001, 2002… assim como outros jogos de esporte (NHL, NFL, etc), e suas 512435387 expansões de The Sims, e sua bola-fora ao lançar um Battlefield futurista, ela deixou de ser a maior softhouse de games do mundo! =)