Mais controle, mais custo, menos dor de cabeça

Resolvi fazer uma faxina em meus sistemas informáticos, e isso não significa que eu virei adorador da Apple, que troquei o Steam pelo Origin nem que eu fiz as pazes com o Google… podemos dizer que fugi ainda mais disso.

Eu sou um evangelista anônimo, aquele que tem o prazer de demonstrar as vantagens dos recursos, produtos e sistemas que utiliza e defende sem ganhar 1 centavo por isso, como aqueles que me trouxeram proveito, no melhor formato “foi bom para mim, pode ser melhor ainda para você”.

Com isso, eu dei um pé na bunda do hosting maluco do Google cobrado por ciclos e me apeguei ao AWS, serviço de datacenter on demand da Amazon. Nunca fiquei tão feliz “brincando” de construir ambientes. Embora caro em relação a qualquer hosting virtual de varejo, a satisfação de modular o serviço ao seu jeito, precificar cada centavo de consumo e ir até o “ponto e vírgula” da otimização da sua aplicação web – coisa que o serviço de aplicações online do Google não lhe permite configurar nem de longe – me fez lembrar os tempos de beta tester de 10 anos atrás, com um huge sabor de gestão. Também abandonei o Analytics para todas as plataformas que possuem estatísticas inhouse, como o WordPress. E estou contando até 10 para também não dar um pé na bunda dos e-mails que ainda estão no Google Apps e sair pagando por mais algumas contas no BPOS da Microsoft, aquele que agora se chama Office 365.

Também dei um pé na bunda do Google AdSense, in fact, eles deram um pé na minha bunda me acusando de fraudar o sistema, o que não é verdade. Por conta disso, não vendo mais 1 conta sequer do Google Apps. Primeiro resolvam a cagada que fizeram, depois conversamos (já recebi contato de 2 contatos do Google tentando me colocar para vender Apps… “don’t be evil” meu ovo). Somente para efeitos históricos, esta é a terceira vez que o Google me aplica alguma restrição. Primeiro cancelaram toda a minha conta, depois cortaram meu Orkut, agora meu AdSense. Bizarro será o dia que cortarão o buscador.

Eu reabri o AdSense usando outra conta, no caso, usando uma conta do Google Apps, somente para ganhar alguns centavos com vídeos no YouTube, não que isso me gere algum retorno, e já estou cogitando em cancelá-lo também. Para meus blogs, migrei para o Boo-Box, e depois também coloquei HotWords. O HotWords, após 45 dias, me deu 8 centavos. Eu entrei com o pé, ele entrou com a bunda. Continuo com o Boo-Box não pelo lucro, não ganhei 1 centavo ainda, mas por ser uma startup nacional e relativamente transparente, tocamos o barco.

Eu não entrei com o pé na bunda da Valve, mas abri espaço para outras plataformas de distribuição, e isso não significa rendição ao EA Downloader/Link/Download Manager/Origin, pelo contrário, os jogos da EA que são removidos do Steam saem imediatamente do meu wishlist, é o caso do Dragon Age II. Talvez eu abra alguma exceção no futuro, se a Valve for considerada limitadora em algum aspecto de publicação, independente disso, Battlefield 3 está fora de cogitação exceto se lançado no Steam.

Adotei os tokens como quem adota um animal de estimação, se o serviço oferece um token via Android para mim, estou aceitando. Quem eu gostaria que me oferecesse token digital atualmente é a Microsoft para minha Live account. Acho que é a mais sensível que os usuários possuem no momento.

Mais controle, mais custo, menos dor de cabeça.

A cidade do mundo dos jogos

Originalmente postado aqui.

Quando pensamos em localização geográfica para desenvolvimento de filmes, a primeira coisa que nos vem a cabeça é Hollywood, onde estão os grandes estúdios e sets de filmagens, na Califórnia, EUA. Quando pensamos em desenvolvimento de tecnologia e empresas como Apple, NVidia, AMD e HP, logo pensamos no Vale do Silício, também localizado na Califórnia, EUA. Mas… Onde estão concentrados os maiores estúdios de jogos do mundo?

As maiores empresas desenvolvedoras e distribuidoras de jogos do mundo estão na região de grande Seattle, Washington, EUA. Não se sabe exatamente por qual motivo, mas empresas como Valve, Nintendo, NCSoft, Popcap, Monolith, Real Arcade e outras menores como Bungie, Gastronaut Studios, Surreal, Zipper, Zombie Studios, Snowblind Studios e até a badass Microsoft estão sediadas em Seattle sem uma razão aparente. A Microsoft inclusive nasceu no Vale do Silício, e se mudou para a cidade de Redmonth (uma das cidades da grande Seattle) algum tempo depois.

Sem levar em consideração os grandes estúdios que estão sediados fora dos EUA, como a Sony no Japão, a Ubisoft na França e a Codemasters na Inglaterra, ninguém conseguiu ainda responder o que levam os grandes estúdios de jogos para Seattle. Um dia eu irei descobrir.

Somente por curiosidade: BlizzardEletronic Arts, AtariTHQ estão na Califórnia. Quando as grandes não estão em Seatle, onde mais poderiam estar?

O teimoso fim do DRM

Venho a  um bom tempo falando sobre DRM (digital rights management - gestão de direitos digitais), com empresas distribuidoras de conteúdo digital, mas eles insistem. A Ubisoft reconheceu seu erro e removeu o DRM de alguns títulos de jogos antigos, a Rockstar embora não tenha amolecido, ao menos tem prestado suporte sobre o caso, o iTunes também está distribuindo músicas sem DRM a algum tempo… mas nem tudo é um mar de rosas.

A Eletronic Arts, teimosa como sempre, ainda não entendeu que DRM é mal. “Enfiou” um rootkit garganta abaixo de seus consumidores, limitaram a instalação de títulos, e continuam fazendo. Outras empresas como a Zuxxez entenderam o quão DRM é prejudicial, o abandonaram, mas não se importam com seus clientes que ainda enfrentam problemas por causa disso. Serviços cretinos como o Sonora, uma versão nacional do iTunes distribuído pelo Terra, dispensa comentários, além de usar DRM. Seja como for, DRM é inútil.

Colocar DRM em uma trilha de música ou título de jogo é a coisa mais estúpida a se fazer. A engenharia reversa, exploração de vulnerabilidades e a cultura do ser humano nos leva a sermos práticos, e sempre será, não há sequer 1 título no mundo inteiro com DRM que não tenha sido violado, modificado, e distribuido sem proteções. Não quer que distribuiam sua obra ilegalmente? Mostre as vantagens de fazê-lo legalmente! Não quer ver sua obra pirateada? Existem N meios melhores e certamente mais eficazes de distribuir conteúdo digital sem problemas! Mas instalar aplicações escondidas no computador do usuário ou controlar o número de vezes que ele pode abrir ou instalar algo definitivamente não é o melhor meio.

Criador de World of Goo critica uso de softwares de DRM

Em uma palestra durante a GDC, o criador de World of Goo, Ron Carmel, falou sobre o que pensa sobre a idéia de proteger jogos de PC com softwares de DRM, que prometem evitar a pirataria. Sensato, Carmel disse que as empresas que tentaram isso apenas desperdiçaram seu dinheiro. Para ele, qualquer coisa que seja interessante será crackeada, e a versão pirata será mais confortável para o usuário, já que ele não precisará inserir gigantescos números de série ou se preocupar com algum limite do número de vezes que seu jogo poderá ser instalado.

“Qualquer um que quiser o jogo irá encontrá-lo em sites de BitTorrent”, disse ele ao site GameSpot. “Estará crackeado, mesmo com o DRM, e estará disponível tão rapidamente que eu não vejo o ponto em ter DRM”, ponderou

Camel também aproveitou para dar dicas aos produtores independentes de jogos. Ele alertou para que eles não se preocupassem em vender seus produtos em lojas, na mídia física. Para ele, produtoras independentes vendem melhor se bancarem sua própria distribuição, através de distribuição digital.

Ao mesmo tempo, o antipático (e cri-cri) co-fundador da VALVe, Gabe Newell, lembrou que o Steamworks faz do DRM um sistema obsoleto (como se alguma vez serviu para alguma coisa).

…por causa do DRM, meu Babylon não para de gritar comigo dizendo que estou usando mais licenças do que eu tenho, levando em consideração que eu sempre desinstalo o software de um hardware antigo antes de instalá-lo em um novo, e meu jogo Earth 2160 não instala pois o servidor que controla o DRM desse título foi… simplesmente… desligado. Alguém aqui fala alemão fluentemente?

Página 1 de 212